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Variáveis de risco para o desenvolvimento da linguagem associadas à prematuridade

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RESUMO Introdução Estudos relacionam a prematuridade a alterações linguísticas. Objetivo Analisar as diversas variáveis relacionadas à prematuridade, identificando os fatores de risco para alteração no desenvolvimento linguístico. Métodos Foram analisados 98 prontuários de crianças nascidas pré-termo (1 a 6 anos). Coletaram-se dados referentes ao desenvolvimento de linguagem (teste Denver II) e dados referentes a diversas variáveis, tais como idade gestacional, tempo de internação e intercorrências pós-natal. A partir do resultado no teste Denver II, dividiu-se a amostra em dois grupos: G1: 28 crianças com risco para alteração linguística; G2: 70 crianças sem risco para alteração linguística. Para as inferências estatísticas, utilizou-se modelos de regressão logística e teste Fisher (α=0,05). Resultados Foram identificadas como fatores de risco para o desenvolvimento da linguagem as variáveis presença de hemorragia peri-intraventricular (HPIV) ou broncodisplasia pulmonar (DPB), idade materna inferior a 18 anos, peso ao nascimento inferior a 1000g e longo tempo de internação. Também houve associação entre risco para alterações de linguagem com a presença de risco nas áreas motoras e social. Conclusão A prematuridade, por si só, não constitui um fator de risco para o desenvolvimento de linguagem. Nesses casos, é necessário investigar melhor as variáveis envolvidas na prematuridade, delimitando os fatores de risco envolvidos. Neste estudo, a presença de HPIV e peso inferior a 1000 gramas, ao nascer, foram identificados como principais fatores de risco para o desenvolvimento de linguagem, seguidos pelas variáveis DPB, longo tempo de internação e idade materna inferior a 18 anos, no momento da gestação.
Title: Variáveis de risco para o desenvolvimento da linguagem associadas à prematuridade
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RESUMO Introdução Estudos relacionam a prematuridade a alterações linguísticas.
Objetivo Analisar as diversas variáveis relacionadas à prematuridade, identificando os fatores de risco para alteração no desenvolvimento linguístico.
Métodos Foram analisados 98 prontuários de crianças nascidas pré-termo (1 a 6 anos).
Coletaram-se dados referentes ao desenvolvimento de linguagem (teste Denver II) e dados referentes a diversas variáveis, tais como idade gestacional, tempo de internação e intercorrências pós-natal.
A partir do resultado no teste Denver II, dividiu-se a amostra em dois grupos: G1: 28 crianças com risco para alteração linguística; G2: 70 crianças sem risco para alteração linguística.
Para as inferências estatísticas, utilizou-se modelos de regressão logística e teste Fisher (α=0,05).
Resultados Foram identificadas como fatores de risco para o desenvolvimento da linguagem as variáveis presença de hemorragia peri-intraventricular (HPIV) ou broncodisplasia pulmonar (DPB), idade materna inferior a 18 anos, peso ao nascimento inferior a 1000g e longo tempo de internação.
Também houve associação entre risco para alterações de linguagem com a presença de risco nas áreas motoras e social.
Conclusão A prematuridade, por si só, não constitui um fator de risco para o desenvolvimento de linguagem.
Nesses casos, é necessário investigar melhor as variáveis envolvidas na prematuridade, delimitando os fatores de risco envolvidos.
Neste estudo, a presença de HPIV e peso inferior a 1000 gramas, ao nascer, foram identificados como principais fatores de risco para o desenvolvimento de linguagem, seguidos pelas variáveis DPB, longo tempo de internação e idade materna inferior a 18 anos, no momento da gestação.

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