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Moderação da classificação ponderal no tracking da pressão arterial elevada em adolescentes
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Introdução: Elevadas prevalências de excesso de massa corporal (EMC) e pressão arterial elevada (PAE) têm sido verificadas entre jovens. Ambos os desfechos demonstram tracking significativo durante a adolescência. O EMC é um fator de risco para a PAE, deste modo é possível que o EMC seja um confundidor do tracking da PAE. Entretanto, a identificação de variáveis de confusão para o tracking da PAE não tem sido analisada em adolescentes. Objetivos: Verificar o potencial efeito confundidor do EMC no início da adolescência e fatores sociodemográficos sobre o tracking da PAE. Material e métodos: Estudo longitudinal com duração de três anos. Participaram do estudo 263 adolescentes, com idade média de 13,9 (desvio padrão=1,2) anos. A massa corporal e estatura foram mensuradas. O EMC foi verificado pelo Índice de Massa Corporal e classificado pelos critérios da Fitnessgram. A pressão arterial foi verificada com aparelho oscilométrico (Omron) e os valores maiores que o percentil 95 foram classificados como elevados. Todos os procedimentos seguiram recomendações específicas para adolescentes. Foi utilizada frequência relativa (%) para descrição da PAE, com os intervalos de confiança de 95% (IC95%) calculados pela técnica de Bootstrap (1000 amostras). A associação entre a PAE no baseline e follow-up foi verificada pela regressão logística binária, sendo apresentada a razão de chances de forma bruta (RC) e ajustada (RCA) com o IC95%. Para identificação de potenciais variáveis de confusão (idade, sexo, escolaridade do chefe familiar e EMC no baseline e follow-up) foi utilizado o teste de Qui-quadrado ou exato de Fisher (p<0,20). O ajustamento dos modelos foi verificado pelo teste de Hosmer e Lemeshow. Estudo aprovado pelo CEP-UEL (Parecer: nº 234/10). Resultados e discussão: No baseline 10,6% (IC95%=7,2-14,6) dos adolescentes apresentaram PAE e no follow-up 11,4% (IC95%=7,6-15,4). Dentre as potenciais variáveis de confusão analisadas apenas o EMC atingiu os critérios estabelecidos. A RC de ter PAE no follow-up foi 6,0 (IC95%=2,4-14,7) vezes maior entre adolescentes que apresentaram PAE no baseline, após ajuste pelo EMC do baseline e follow-up esta foi 5,4 (IC95%=2,1-13,8). Na análise estratificada pelo EMC do baseline, a RC foi de 4,1 (IC95%=1,2-14,4) para adolescentes na condição saudável e 7,2 (IC95%=1,7-30,1) para aqueles com EMC no baseline, mesmo após ajuste pelo EMC do follow-up as RCAs permaneceram semelhantes (RCA=4,1, IC95%=1,1-14,5; RCA=8,0, IC95%=1,8-35,4, respectivamente). Maior atenção a estratégias de prevenção e controle da PAE em adolescentes com EMC parecem ser necessárias. Conclusão: O tracking da PAE foi moderado pelo EMC. Adolescentes com EMC tiveram associações com aproximadamente o dobro da magnitude em relação as observadas em adolescentes com condição ponderal saudável. Adolescentes com EMC no início da adolescência necessitam de cuidados adicionais para o controle dos valores de pressão arterial.
Title: Moderação da classificação ponderal no tracking da pressão arterial elevada em adolescentes
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Introdução: Elevadas prevalências de excesso de massa corporal (EMC) e pressão arterial elevada (PAE) têm sido verificadas entre jovens.
Ambos os desfechos demonstram tracking significativo durante a adolescência.
O EMC é um fator de risco para a PAE, deste modo é possível que o EMC seja um confundidor do tracking da PAE.
Entretanto, a identificação de variáveis de confusão para o tracking da PAE não tem sido analisada em adolescentes.
Objetivos: Verificar o potencial efeito confundidor do EMC no início da adolescência e fatores sociodemográficos sobre o tracking da PAE.
Material e métodos: Estudo longitudinal com duração de três anos.
Participaram do estudo 263 adolescentes, com idade média de 13,9 (desvio padrão=1,2) anos.
A massa corporal e estatura foram mensuradas.
O EMC foi verificado pelo Índice de Massa Corporal e classificado pelos critérios da Fitnessgram.
A pressão arterial foi verificada com aparelho oscilométrico (Omron) e os valores maiores que o percentil 95 foram classificados como elevados.
Todos os procedimentos seguiram recomendações específicas para adolescentes.
Foi utilizada frequência relativa (%) para descrição da PAE, com os intervalos de confiança de 95% (IC95%) calculados pela técnica de Bootstrap (1000 amostras).
A associação entre a PAE no baseline e follow-up foi verificada pela regressão logística binária, sendo apresentada a razão de chances de forma bruta (RC) e ajustada (RCA) com o IC95%.
Para identificação de potenciais variáveis de confusão (idade, sexo, escolaridade do chefe familiar e EMC no baseline e follow-up) foi utilizado o teste de Qui-quadrado ou exato de Fisher (p<0,20).
O ajustamento dos modelos foi verificado pelo teste de Hosmer e Lemeshow.
Estudo aprovado pelo CEP-UEL (Parecer: nº 234/10).
Resultados e discussão: No baseline 10,6% (IC95%=7,2-14,6) dos adolescentes apresentaram PAE e no follow-up 11,4% (IC95%=7,6-15,4).
Dentre as potenciais variáveis de confusão analisadas apenas o EMC atingiu os critérios estabelecidos.
A RC de ter PAE no follow-up foi 6,0 (IC95%=2,4-14,7) vezes maior entre adolescentes que apresentaram PAE no baseline, após ajuste pelo EMC do baseline e follow-up esta foi 5,4 (IC95%=2,1-13,8).
Na análise estratificada pelo EMC do baseline, a RC foi de 4,1 (IC95%=1,2-14,4) para adolescentes na condição saudável e 7,2 (IC95%=1,7-30,1) para aqueles com EMC no baseline, mesmo após ajuste pelo EMC do follow-up as RCAs permaneceram semelhantes (RCA=4,1, IC95%=1,1-14,5; RCA=8,0, IC95%=1,8-35,4, respectivamente).
Maior atenção a estratégias de prevenção e controle da PAE em adolescentes com EMC parecem ser necessárias.
Conclusão: O tracking da PAE foi moderado pelo EMC.
Adolescentes com EMC tiveram associações com aproximadamente o dobro da magnitude em relação as observadas em adolescentes com condição ponderal saudável.
Adolescentes com EMC no início da adolescência necessitam de cuidados adicionais para o controle dos valores de pressão arterial.
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