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URGÊNCIA HIPERTENSIVA COM PRESSÃO SISTÓLICA DE 300 MMHG: UM RELATO DE CASO

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Introdução: A hipertensão arterial é uma condição crônica caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, sendo definida por níveis iguais ou superiores a 140 mmHg de pressão sistólica ou 90 mmHg de pressão diastólica. Quando não tratada adequadamente, pode evoluir para crises hipertensivas, que são classificadas como emergências, podendo causar danos a órgãos vitais, exigindo intervenção médica imediata. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 1990 e 2019, o número de indivíduos com hipertensão passou de 650 milhões para 1,3 bilhão. Embora seja frequentemente assintomática, essa doença silenciosa pode desencadear graves complicações cardíacas e sistêmicas. Objetivo: Relatar a experiência de atendimento a um paciente em crise hipertensiva, destacando os desafios clínicos e a importância do manejo adequado para prevenir complicações. Metodologia: Este relato de experiência baseia-se na vivência de um acadêmico, durante o estágio extracurricular. Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 67 anos, deu entrada na UPA com queixa de cefaleia intensa após realizar atividades físicas em uma praça próxima de sua casa. Na triagem, constatou-se uma elevação atípica da pressão arterial, atingindo 300x180 mmHg, o que gerou preocupação imediata. A pressão foi medida em três aparelhos diferentes para confirmação. Durante a anamnese, a paciente relatou que havia discutido com o filho no dia anterior e esquecera de tomar seus medicamentos matinais (Metoprolol, Losartana e Hidroclorotiazida). Os exames iniciais revelaram uma frequência cardíaca de 73 bpm, ausculta cardíaca com bulhas normorrítmicas e eletrocardiograma sem alterações patológicas. A ausculta pulmonar estava limpa, com murmúrio vesicular presente e bilateralmente preservado, pupilasisocóricas e fotorreativas, Glasgow 15, e a paciente encontrava- se corada, hidratada e anictérica. Devido à crise hipertensiva, foi administrado uma ampola de Nitroprussiato (25 mg/ml) diluído em 248 ml de Soro Glicosado, com infusão contínua a 5 ml/hora, uma dosagem incipiente adequada para o seu peso de 70 kg. A meta inicial era reduzir a pressão sistólica para 225x240 mmHg na primeira hora. Após esse período, a meta foi alcançada, com a pressão arterial da paciente estabilizada em 210x120 mmHg, demonstrando uma resposta eficaz ao tratamento. Conclusão: Ao presenciar a hipertensão com cifras tão altas (pouco visto em literatura), foi possível ver a capacidade efetiva do fármaco de primeira linha no controle da pressão arterial. Uma conduta baseada nos parâmetros do protocolo de crise hipertensiva fora fundamental para estabilização da paciente.
Title: URGÊNCIA HIPERTENSIVA COM PRESSÃO SISTÓLICA DE 300 MMHG: UM RELATO DE CASO
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Introdução: A hipertensão arterial é uma condição crônica caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, sendo definida por níveis iguais ou superiores a 140 mmHg de pressão sistólica ou 90 mmHg de pressão diastólica.
Quando não tratada adequadamente, pode evoluir para crises hipertensivas, que são classificadas como emergências, podendo causar danos a órgãos vitais, exigindo intervenção médica imediata.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 1990 e 2019, o número de indivíduos com hipertensão passou de 650 milhões para 1,3 bilhão.
Embora seja frequentemente assintomática, essa doença silenciosa pode desencadear graves complicações cardíacas e sistêmicas.
Objetivo: Relatar a experiência de atendimento a um paciente em crise hipertensiva, destacando os desafios clínicos e a importância do manejo adequado para prevenir complicações.
Metodologia: Este relato de experiência baseia-se na vivência de um acadêmico, durante o estágio extracurricular.
Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 67 anos, deu entrada na UPA com queixa de cefaleia intensa após realizar atividades físicas em uma praça próxima de sua casa.
Na triagem, constatou-se uma elevação atípica da pressão arterial, atingindo 300x180 mmHg, o que gerou preocupação imediata.
A pressão foi medida em três aparelhos diferentes para confirmação.
Durante a anamnese, a paciente relatou que havia discutido com o filho no dia anterior e esquecera de tomar seus medicamentos matinais (Metoprolol, Losartana e Hidroclorotiazida).
Os exames iniciais revelaram uma frequência cardíaca de 73 bpm, ausculta cardíaca com bulhas normorrítmicas e eletrocardiograma sem alterações patológicas.
A ausculta pulmonar estava limpa, com murmúrio vesicular presente e bilateralmente preservado, pupilasisocóricas e fotorreativas, Glasgow 15, e a paciente encontrava- se corada, hidratada e anictérica.
Devido à crise hipertensiva, foi administrado uma ampola de Nitroprussiato (25 mg/ml) diluído em 248 ml de Soro Glicosado, com infusão contínua a 5 ml/hora, uma dosagem incipiente adequada para o seu peso de 70 kg.
A meta inicial era reduzir a pressão sistólica para 225x240 mmHg na primeira hora.
Após esse período, a meta foi alcançada, com a pressão arterial da paciente estabilizada em 210x120 mmHg, demonstrando uma resposta eficaz ao tratamento.
Conclusão: Ao presenciar a hipertensão com cifras tão altas (pouco visto em literatura), foi possível ver a capacidade efetiva do fármaco de primeira linha no controle da pressão arterial.
Uma conduta baseada nos parâmetros do protocolo de crise hipertensiva fora fundamental para estabilização da paciente.

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