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ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DA SÍNDROME DE TURNER
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Introdução: A Síndrome de Turner (ST) é uma anomalia feminina caracterizada pela ausência de um
cromossomo X, que afeta cerca de 1 em 1.500 nascidas vivas, manifestando-se por disgenesia gonadal,
baixa estatura, amenorreia primária, atraso puberal, pescoço alado e tórax alargado. Apesar desses
fenótipos, pouco é descrito sobre as implicações psicossociais para as pacientes com ST. Objetivos:
Investigar o impacto das intervenções psicossociais da Síndrome de Turner na interação social das
portadoras. Material e Métodos: Trata-se de uma análise de revisão de literatura bibliográfica a respeito
dos aspectos psicológicos e repercussões sociais nas pacientes Turner. Nesta compilação, critérios como
efeito psicossocial da baixa estatura em relacionamentos familiares e amorosos, bem como o
funcionamento sexual, desenvolvimento cognitivo, valorização pessoal, clareza e coerência da fonte,
consistência com objetivos foram empregados como base de inclusão e parâmetros como fontes não
credíveis e redundância foram aplicados como base de exclusão para garantir a qualidade e relevância
dos dados compilados. Utilizaram- se as plataformas PUBMED e Scielo como suporte de buscas. Os
guias do Ministério da Saúde foram igualmente revisados. O levantamento expandiu achados utilizando
os termos de entrada sugeridos na base Medical Subject Headings (MeSH) como descritores
(“Psychosocial Aspects” AND “Turner Syndrome” AND “Monosomy X”). Resultados e Discussão:
Dado que as ações humanas surgem de um intricado conjunto de fatores interpsíquicos, cada pessoa
possui uma sensibilidade única que representa um conjunto de mecanismos. Os elementos adaptativos
psicossociais, desenvolvidos ao longo da evolução, ajudam a lidar com conflitos internos e externos.
Nas pacientes portadoras dessa alteração cromossômica, encontra-se baixa autoestima, conflitos
psicossexuais e sentimento de impotência frente ao diagnóstico. Por se julgarem portadoras de algum
‘defeito’, fecham-se em seu sofrimento, isolando-se das relações humanas. A partir da adolescência, é
possível notar uma tendência crescente a esse isolamento, marcada por participação reduzida em
atividades de grupo e estabelecimento limitado de conexões. Isso indica que mulheres com ST iniciam
relacionamentos amorosos mais tarde, sendo a baixa estatura o principal fator emocional, agravado pela
superproteção dos pais, que reforça dependência e imaturidade. Conclusão: Conclui-se que mulheres
com Síndrome de Turner enfrentam intercorrências físicas e psíquicas, resultando em sofrimento e
dificuldades de integração na comunidade. Recomenda-se suporte socioemocional ambulatorial no
protocolo clínico, além de orientação para o desenvolvimento de sociabilidade, promovendo adaptação
e desmistificando a incapacidade social.
Title: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DA SÍNDROME DE TURNER
Description:
Introdução: A Síndrome de Turner (ST) é uma anomalia feminina caracterizada pela ausência de um
cromossomo X, que afeta cerca de 1 em 1.
500 nascidas vivas, manifestando-se por disgenesia gonadal,
baixa estatura, amenorreia primária, atraso puberal, pescoço alado e tórax alargado.
Apesar desses
fenótipos, pouco é descrito sobre as implicações psicossociais para as pacientes com ST.
Objetivos:
Investigar o impacto das intervenções psicossociais da Síndrome de Turner na interação social das
portadoras.
Material e Métodos: Trata-se de uma análise de revisão de literatura bibliográfica a respeito
dos aspectos psicológicos e repercussões sociais nas pacientes Turner.
Nesta compilação, critérios como
efeito psicossocial da baixa estatura em relacionamentos familiares e amorosos, bem como o
funcionamento sexual, desenvolvimento cognitivo, valorização pessoal, clareza e coerência da fonte,
consistência com objetivos foram empregados como base de inclusão e parâmetros como fontes não
credíveis e redundância foram aplicados como base de exclusão para garantir a qualidade e relevância
dos dados compilados.
Utilizaram- se as plataformas PUBMED e Scielo como suporte de buscas.
Os
guias do Ministério da Saúde foram igualmente revisados.
O levantamento expandiu achados utilizando
os termos de entrada sugeridos na base Medical Subject Headings (MeSH) como descritores
(“Psychosocial Aspects” AND “Turner Syndrome” AND “Monosomy X”).
Resultados e Discussão:
Dado que as ações humanas surgem de um intricado conjunto de fatores interpsíquicos, cada pessoa
possui uma sensibilidade única que representa um conjunto de mecanismos.
Os elementos adaptativos
psicossociais, desenvolvidos ao longo da evolução, ajudam a lidar com conflitos internos e externos.
Nas pacientes portadoras dessa alteração cromossômica, encontra-se baixa autoestima, conflitos
psicossexuais e sentimento de impotência frente ao diagnóstico.
Por se julgarem portadoras de algum
‘defeito’, fecham-se em seu sofrimento, isolando-se das relações humanas.
A partir da adolescência, é
possível notar uma tendência crescente a esse isolamento, marcada por participação reduzida em
atividades de grupo e estabelecimento limitado de conexões.
Isso indica que mulheres com ST iniciam
relacionamentos amorosos mais tarde, sendo a baixa estatura o principal fator emocional, agravado pela
superproteção dos pais, que reforça dependência e imaturidade.
Conclusão: Conclui-se que mulheres
com Síndrome de Turner enfrentam intercorrências físicas e psíquicas, resultando em sofrimento e
dificuldades de integração na comunidade.
Recomenda-se suporte socioemocional ambulatorial no
protocolo clínico, além de orientação para o desenvolvimento de sociabilidade, promovendo adaptação
e desmistificando a incapacidade social.
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