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Conhecimento contraceptivo entre usuárias de dispositivo intrauterino
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Introdução: A perspectiva do planejamento familiar é crescente no Brasil, porém o conhecimento não abrange de forma igualitária todos os estratos sociais e econômicos que compõem a nossa sociedade. O reconhecimento das deficiências nesses conhecimentos possibilita intervenções direcionadas que auxiliem a ampliação do acesso aos métodos contraceptivos. Objetivo: Avaliar o conhecimento prévio sobre métodos contraceptivos entre mulheres que optaram por utilizar dispositivos intrauterinos como anticoncepcional. Material e Métodos: Estudo de corte transversal baseado na análise de dados de prontuários das mulheres atendidas em um serviço ambulatorial de Salvador, Bahia, entre agosto de 2016 e agosto de 2018, que optaram pelos dispositivos intrauterinos como método contraceptivo. O conhecimento sobre os contraceptivos foi dividido em dois grupos: métodos contraceptivos reversíveis de longa ação (LARC), que incluem dispositivos intrauterinos e implantes subdérmicos, e métodos contraceptivos de curta ação (não LARC), que incluem pílulas, injetáveis, anel vaginal e adesivo transdérmico. Utilizou-se o Microsoft Excel e o SPSS Statistics para tabulação e análise estatística dos dados. Resultados: No período do estudo, foram inseridos 398 DIUs, 200 prontuários foram acessados pelos pesquisadores e 32 pacientes foram excluídas por dados insuficientes. A maioria da população de estudo está empregada com renda menor que três salários mínimos e não cursou o ensino superior. As negras ou pardas representam 85% das pacientes. Entre as entrevistadas, menos de 50% mostraram conhecimento satisfatório quanto aos métodos LARC ou não LARC, sendo os LARC mais conhecidos (49%). Os métodos de longa duração foram mais conhecidos por mulheres dos seguintes grupos: ensino superior (78,3%), >3 salários mínimos (66,6%), desempregadas (52,7%), casadas (51,2%), pretas ou pardas (52,4%). Nos de curta duração, manteve-se a mesma tendência, porém a maior parcela de conhecimento satisfatório está entre empregadas (52,3%) e brancas (62,5%). Observou-se que as pacientes que possuem mais anos de estudo, ainda que não possuam ensino superior, mostram maior conhecimento acerca de ambos os tipos de métodos avaliados. O mesmo ocorre com mulheres que recebem mais de três salários mínimos. Conclusão: O estudo confirma a tendência observada na literatura de que algumas variáveis atuam como fatores protetores no que diz respeito ao conhecimento satisfatório de métodos contraceptivos, de forma que este atue como um fator de proteção. Na pesquisa em questão, os fatores que demonstraram maior relevância foram: escolaridade maior que nove anos ou ensino superior, renda maior que três salários mínimos e cor branca (para os métodos de curta duração).
Title: Conhecimento contraceptivo entre usuárias de dispositivo intrauterino
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Introdução: A perspectiva do planejamento familiar é crescente no Brasil, porém o conhecimento não abrange de forma igualitária todos os estratos sociais e econômicos que compõem a nossa sociedade.
O reconhecimento das deficiências nesses conhecimentos possibilita intervenções direcionadas que auxiliem a ampliação do acesso aos métodos contraceptivos.
Objetivo: Avaliar o conhecimento prévio sobre métodos contraceptivos entre mulheres que optaram por utilizar dispositivos intrauterinos como anticoncepcional.
Material e Métodos: Estudo de corte transversal baseado na análise de dados de prontuários das mulheres atendidas em um serviço ambulatorial de Salvador, Bahia, entre agosto de 2016 e agosto de 2018, que optaram pelos dispositivos intrauterinos como método contraceptivo.
O conhecimento sobre os contraceptivos foi dividido em dois grupos: métodos contraceptivos reversíveis de longa ação (LARC), que incluem dispositivos intrauterinos e implantes subdérmicos, e métodos contraceptivos de curta ação (não LARC), que incluem pílulas, injetáveis, anel vaginal e adesivo transdérmico.
Utilizou-se o Microsoft Excel e o SPSS Statistics para tabulação e análise estatística dos dados.
Resultados: No período do estudo, foram inseridos 398 DIUs, 200 prontuários foram acessados pelos pesquisadores e 32 pacientes foram excluídas por dados insuficientes.
A maioria da população de estudo está empregada com renda menor que três salários mínimos e não cursou o ensino superior.
As negras ou pardas representam 85% das pacientes.
Entre as entrevistadas, menos de 50% mostraram conhecimento satisfatório quanto aos métodos LARC ou não LARC, sendo os LARC mais conhecidos (49%).
Os métodos de longa duração foram mais conhecidos por mulheres dos seguintes grupos: ensino superior (78,3%), >3 salários mínimos (66,6%), desempregadas (52,7%), casadas (51,2%), pretas ou pardas (52,4%).
Nos de curta duração, manteve-se a mesma tendência, porém a maior parcela de conhecimento satisfatório está entre empregadas (52,3%) e brancas (62,5%).
Observou-se que as pacientes que possuem mais anos de estudo, ainda que não possuam ensino superior, mostram maior conhecimento acerca de ambos os tipos de métodos avaliados.
O mesmo ocorre com mulheres que recebem mais de três salários mínimos.
Conclusão: O estudo confirma a tendência observada na literatura de que algumas variáveis atuam como fatores protetores no que diz respeito ao conhecimento satisfatório de métodos contraceptivos, de forma que este atue como um fator de proteção.
Na pesquisa em questão, os fatores que demonstraram maior relevância foram: escolaridade maior que nove anos ou ensino superior, renda maior que três salários mínimos e cor branca (para os métodos de curta duração).
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