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Prevalência e fatores associados à prematuridade: Análise do sistema de informações sobre nascidos vivos em Santa Catarina/Brasil
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A prematuridade é um dos grandes problemas mundiais de saúde pública, contribuindo para uma elevada taxa de morbidade e mortalidade neonatal, além de agravos futuros à saúde. Considera-se nascido vivo prematuro o produto da concepção, com idade gestacional inferior a 37 semanas, que depois da expulsão ou da extração completa do corpo materno, manifesta sinal vital. O estudo visa analisar a prevalência da prematuridade e seus fatores associados, no estado de Santa Catarina/Brasil. Metodologia: Realizou-se estudo descritivo transversal, baseado em dados secundários sobre nascimentos vivos prematuros, constantes do Sistema e Informações sobre Nascidos Vivos para o Estado de Santa Catarina (SINASC), em 2019, considerando períodos de gestação entre 22 a 27, 28 a 31 e 31 a 36 semanas. Os dados foram sistematizados no Excel e analisados de forma quantitativa, através de cálculos de frequência. Resultados: Do total de 97.267 nascimentos vivos em Santa Catarina, em 2019, 10,44% foram prematuros. Destes, 4,3% ocorreram entre 22 a 27 semanas, 8.9% entre 28 a 31 e 86,7% entre 32 a 36. Houve predomínio de idade entre mulheres de 20 a 34 anos, 67,5% das pacientes, sendo que 60,3% das gestantes tinham realizado mais de 7 consultas pré-natal. A maioria dos partos (62,2%) foram cesarianas e 37,8% vaginais. Os dados apontam associação entre o período da prematuridade e o peso ao nascimento, indicando que 4,1% dos nascimentos tinham peso entre 500 a 999g, 6% entre 1000 e 1499g e 38,8% entre 1500 e 2499. Apenas 2,3% dos prematuros apresentaram anomalias. Conclusão: Tais achados são importantes indicadores de saúde, fundamentais à assistência materno-infantil. Avaliando a prematuridade no estado de anta Catarina e sua associação com fatores de risco, identificou-se o perfil materno e de prematuros nascidos vivos. Assim, os achados deste estudo contribuem para a melhoria da informação sobre o tipo de parto, consultas pré-natal, anomalias congênitas e idade materna e permite a formulação de ações estratégicas para a assistência materno-infantil.
Title: Prevalência e fatores associados à prematuridade: Análise do sistema de informações sobre nascidos vivos em Santa Catarina/Brasil
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A prematuridade é um dos grandes problemas mundiais de saúde pública, contribuindo para uma elevada taxa de morbidade e mortalidade neonatal, além de agravos futuros à saúde.
Considera-se nascido vivo prematuro o produto da concepção, com idade gestacional inferior a 37 semanas, que depois da expulsão ou da extração completa do corpo materno, manifesta sinal vital.
O estudo visa analisar a prevalência da prematuridade e seus fatores associados, no estado de Santa Catarina/Brasil.
Metodologia: Realizou-se estudo descritivo transversal, baseado em dados secundários sobre nascimentos vivos prematuros, constantes do Sistema e Informações sobre Nascidos Vivos para o Estado de Santa Catarina (SINASC), em 2019, considerando períodos de gestação entre 22 a 27, 28 a 31 e 31 a 36 semanas.
Os dados foram sistematizados no Excel e analisados de forma quantitativa, através de cálculos de frequência.
Resultados: Do total de 97.
267 nascimentos vivos em Santa Catarina, em 2019, 10,44% foram prematuros.
Destes, 4,3% ocorreram entre 22 a 27 semanas, 8.
9% entre 28 a 31 e 86,7% entre 32 a 36.
Houve predomínio de idade entre mulheres de 20 a 34 anos, 67,5% das pacientes, sendo que 60,3% das gestantes tinham realizado mais de 7 consultas pré-natal.
A maioria dos partos (62,2%) foram cesarianas e 37,8% vaginais.
Os dados apontam associação entre o período da prematuridade e o peso ao nascimento, indicando que 4,1% dos nascimentos tinham peso entre 500 a 999g, 6% entre 1000 e 1499g e 38,8% entre 1500 e 2499.
Apenas 2,3% dos prematuros apresentaram anomalias.
Conclusão: Tais achados são importantes indicadores de saúde, fundamentais à assistência materno-infantil.
Avaliando a prematuridade no estado de anta Catarina e sua associação com fatores de risco, identificou-se o perfil materno e de prematuros nascidos vivos.
Assim, os achados deste estudo contribuem para a melhoria da informação sobre o tipo de parto, consultas pré-natal, anomalias congênitas e idade materna e permite a formulação de ações estratégicas para a assistência materno-infantil.
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