Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

Prevalência de sífilis congênita: impacto na saúde perinatal no Rio de Janeiro (2013–2022)

View through CrossRef
Introdução: A sífilis congênita permanece como um desafio significativo para a saúde materno-infantil no mundo, representando uma importante causa de morbidade e mortalidade neonatal. No Brasil, onde a prevalência dessa condição continua elevada, especialmente em regiões com vulnerabilidades socioeconômicas, sua abordagem e prevenção tornam-se questões relevantes. Em um cenário em que a sífilis congênita ainda representa uma ameaça à saúde das gestantes e de seus bebês, a análise dos dados epidemiológicos torna-se fundamental para orientar políticas públicas e ações de saúde voltadas para a promoção do bem-estar materno-infantil. Objetivos: Este estudo tem como objetivo investigar a prevalência de sífilis congênita nas diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, bem como sua distribuição por faixa etária das mães. Metodologia: Trata-se de uma abordagem quantitativa para investigar a prevalência de sífilis congênita nas regiões do estado do Rio de Janeiro, no período entre 2013 e 2022. Os dados foram coletados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) para casos notificados de sífilis congênita e, também, pelo Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) para obter informações sobre nascimentos e complicações obstétricas, incluindo casos de sífilis congênita. Resultados: Entre 2013 e 2022, o Rio de Janeiro registrou um total de 36.975 casos da patologia. Deste total, a região metropolitana foi responsável por 31.740 casos. Dos 2.135.052 nascimentos registrados por ocorrência no estado, 1.550.316 foram nesta região. Assim, a prevalência de sífilis congênita na região metropolitana foi a mais significativa dentre as demais, apontando 205 casos a cada 10.000 nascidos vivos (2%). Quanto a casos confirmados de sífilis congênita segundo a faixa etária materna, destaca-se que as mães na faixa etária de 20 a 24 anos apresentaram o grupo mais significativo, com 13.944 casos frente ao total de 38.778 casos confirmados no estado do Rio de Janeiro. Essa tendência também se mantém com relação ao número de nascimentos registrados por ocorrência por faixa etária materna, com as mães na faixa etária de 20 a 24 anos apresentando 528.305 dos 2.135.052 nascimentos no estado. A prevalência de sífilis congênita por faixa etária da mãe foi mais significativa na faixa dos 15 aos 19 anos, apontado 286 casos a cada 10.000 nascidos vivos (2,86%), seguida por mães entre 20 e 24 anos, com 252 casos a cada 10.000 nascidos vivos (2,52%). Conclusão: Conclui-se que a distribuição da sífilis congênita no Rio de Janeiro se concentra na região metropolitana, contabilizando 86% dos casos. A faixa etária da mãe de maior prevalência foi entre 15 e 19 anos, seguida pela de 20 a 24 anos, o que demonstra uma tendência de maior prevalência na juventude (15–24 anos). Portanto, é importante que as intervenções de saúde pública sejam direcionadas para a conscientização e prevenção do acometimento de sífilis congênita na juventude.
Title: Prevalência de sífilis congênita: impacto na saúde perinatal no Rio de Janeiro (2013–2022)
Description:
Introdução: A sífilis congênita permanece como um desafio significativo para a saúde materno-infantil no mundo, representando uma importante causa de morbidade e mortalidade neonatal.
No Brasil, onde a prevalência dessa condição continua elevada, especialmente em regiões com vulnerabilidades socioeconômicas, sua abordagem e prevenção tornam-se questões relevantes.
Em um cenário em que a sífilis congênita ainda representa uma ameaça à saúde das gestantes e de seus bebês, a análise dos dados epidemiológicos torna-se fundamental para orientar políticas públicas e ações de saúde voltadas para a promoção do bem-estar materno-infantil.
Objetivos: Este estudo tem como objetivo investigar a prevalência de sífilis congênita nas diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, bem como sua distribuição por faixa etária das mães.
Metodologia: Trata-se de uma abordagem quantitativa para investigar a prevalência de sífilis congênita nas regiões do estado do Rio de Janeiro, no período entre 2013 e 2022.
Os dados foram coletados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) para casos notificados de sífilis congênita e, também, pelo Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) para obter informações sobre nascimentos e complicações obstétricas, incluindo casos de sífilis congênita.
Resultados: Entre 2013 e 2022, o Rio de Janeiro registrou um total de 36.
975 casos da patologia.
Deste total, a região metropolitana foi responsável por 31.
740 casos.
Dos 2.
135.
052 nascimentos registrados por ocorrência no estado, 1.
550.
316 foram nesta região.
Assim, a prevalência de sífilis congênita na região metropolitana foi a mais significativa dentre as demais, apontando 205 casos a cada 10.
000 nascidos vivos (2%).
Quanto a casos confirmados de sífilis congênita segundo a faixa etária materna, destaca-se que as mães na faixa etária de 20 a 24 anos apresentaram o grupo mais significativo, com 13.
944 casos frente ao total de 38.
778 casos confirmados no estado do Rio de Janeiro.
Essa tendência também se mantém com relação ao número de nascimentos registrados por ocorrência por faixa etária materna, com as mães na faixa etária de 20 a 24 anos apresentando 528.
305 dos 2.
135.
052 nascimentos no estado.
A prevalência de sífilis congênita por faixa etária da mãe foi mais significativa na faixa dos 15 aos 19 anos, apontado 286 casos a cada 10.
000 nascidos vivos (2,86%), seguida por mães entre 20 e 24 anos, com 252 casos a cada 10.
000 nascidos vivos (2,52%).
Conclusão: Conclui-se que a distribuição da sífilis congênita no Rio de Janeiro se concentra na região metropolitana, contabilizando 86% dos casos.
A faixa etária da mãe de maior prevalência foi entre 15 e 19 anos, seguida pela de 20 a 24 anos, o que demonstra uma tendência de maior prevalência na juventude (15–24 anos).
Portanto, é importante que as intervenções de saúde pública sejam direcionadas para a conscientização e prevenção do acometimento de sífilis congênita na juventude.

Related Results

Expediente
Expediente
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIROReitor: Ruy Garcia Marques CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAISDiretor: Domenico Mandarino INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANASDiretora: Dirce El...
A PREVALÊNCIA DE SÍFILIS NA GESTAÇÃO E DE SÍFILIS CONGÊNITA NO MUNICÍPIO DE CAJAZEIRAS-PB
A PREVALÊNCIA DE SÍFILIS NA GESTAÇÃO E DE SÍFILIS CONGÊNITA NO MUNICÍPIO DE CAJAZEIRAS-PB
Objetivo: Analisar a prevalência de sífilis na gestação e de sífilis congênita notificadas nas bases de dados do SUS entre os anos de 2017 a 2023, no município de Cajazeiras-PB. Mé...
Sífilis congênita e gestacional: notificação e assistência pré-natal
Sífilis congênita e gestacional: notificação e assistência pré-natal
Introdução: A sífilis é uma doença infectocontagiosa que pode ser adquirida durante o período gravídico-puerperal e apresenta altas taxas de transmissão vertical, sendo considerada...
O que mudou na incidência da sífilis no estado do Rio de Janeiro de 2009 a 2019
O que mudou na incidência da sífilis no estado do Rio de Janeiro de 2009 a 2019
A sífilis é uma doença infectocontagiosa crônica e sistêmica que possui prevenção, diagnóstico e tratamento fácil, rápido e eficaz, mas que, atualmente, vem apresentando elevada ta...
PREVENÇÃO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA GRAVIDEZ PELA ENFERMAGEM NA APS
PREVENÇÃO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA GRAVIDEZ PELA ENFERMAGEM NA APS
PREVENÇÃO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA GRAVIDEZ PELA ENFERMAGEM NA APS Danilo Hudson Vieira de Souza1 Priscilla Bárbara Campos Daniel dos Santos Fernandes RESUMO A gravidez ...
Selo DF de eliminação da sífilis congênita
Selo DF de eliminação da sífilis congênita
Introdução: A sífilis congênita representa um desafio significativo para a saúde pública, impactando negativamente a saúde materna e infantil. A prevenção desempenha um papel cruci...
Fatores demográficos e clínicos associados à sífilis congênita e gestacional
Fatores demográficos e clínicos associados à sífilis congênita e gestacional
Introdução: A sífilis congênita e gestacional é uma doença infectocontagiosa sistêmica, de notificação compulsória, com evolução crônica e causada pelo Treponema pallidum. O aument...
Sífilis congênita, uma enfermidade associada a um pré-natal ineficiente?
Sífilis congênita, uma enfermidade associada a um pré-natal ineficiente?
Introdução: As infecções sexualmente transmissíveis atualmente são um grande problema de saúde pública. A sífilis congênita talvez seja uma das principais preocupações. A qualidade...

Back to Top