Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

Germinação de sementes aéreas e subterrâneas de Commelina benghalensis

View through CrossRef
O conhecimento dos mecanismos de reprodução de uma espécie de planta daninha, principalmente em relação à dormência e germinação de suas sementes, é de grande importância na determinação do método e da época ideal de seu controle. Com o objetivo de avaliar a germinação de sementes aéreas e subterrâneas de Commelina benghalensis, plantas desta espécie foram cultivadas em vasos, em casa de vegetação, nas condições de Viçosa, Estado de Minas Gerais, Brasil. Semente subterrânea grande (SSG) e semente aérea pequena (SAP) apresentaram o maior e o menor peso (8,81 e 1,90 mg/semente, respectivamente). Semente aérea grande (SAG) e semente subterrânea pequena (SSP) apresentaram pesos intermediários (3,65 e 3,51 mg/semente, respectivamente), porém semelhantes entre si. A data de coleta das sementes aéreas influenciou seu peso, observando-se, nas condições do experimento e no intervalo considerado (setembro a dezembro), maior peso de semente na primeira coleta (24/9/1999). A germinação das sementes aéreas não foi influenciada pelo tempo de armazenamento. Sementes aéreas pequenas germinaram melhor a 20-35 ºC, e as grandes, a 25 ºC. A germinação de sementes aéreas recém-colhidas variou de 7,50% em SAP a 21,67% em SAG/E (semente aérea grande com envoltório). O armazenamento por quatro meses aumentou a porcentagem de germinação de SAG e não alterou a de SAG/E e SAP. Sementes subterrâneas pequenas e grandes armazenadas por três meses apresentaram 32,5 e 92,5% de germinação, respectivamente. O aumento do tempo de armazenamento de três para seis meses diminuiu a porcentagem de germinação de SSG e SSP. O calor seco aumentou a porcentagem de germinação de SAG/E e SSP, não alterou a de SAG e SAP e diminuiu a de SSG. O grau de dormência diferiu muito entre os quatro tipos de sementes. A produção de sementes polimórficas com grandes diferenças no grau de dormência permite que C. benghalensis germine e se estabeleça nos mais diversificados ambientes e épocas do ano, o que dificulta o manejo desta espécie daninha.
Title: Germinação de sementes aéreas e subterrâneas de Commelina benghalensis
Description:
O conhecimento dos mecanismos de reprodução de uma espécie de planta daninha, principalmente em relação à dormência e germinação de suas sementes, é de grande importância na determinação do método e da época ideal de seu controle.
Com o objetivo de avaliar a germinação de sementes aéreas e subterrâneas de Commelina benghalensis, plantas desta espécie foram cultivadas em vasos, em casa de vegetação, nas condições de Viçosa, Estado de Minas Gerais, Brasil.
Semente subterrânea grande (SSG) e semente aérea pequena (SAP) apresentaram o maior e o menor peso (8,81 e 1,90 mg/semente, respectivamente).
Semente aérea grande (SAG) e semente subterrânea pequena (SSP) apresentaram pesos intermediários (3,65 e 3,51 mg/semente, respectivamente), porém semelhantes entre si.
A data de coleta das sementes aéreas influenciou seu peso, observando-se, nas condições do experimento e no intervalo considerado (setembro a dezembro), maior peso de semente na primeira coleta (24/9/1999).
A germinação das sementes aéreas não foi influenciada pelo tempo de armazenamento.
Sementes aéreas pequenas germinaram melhor a 20-35 ºC, e as grandes, a 25 ºC.
A germinação de sementes aéreas recém-colhidas variou de 7,50% em SAP a 21,67% em SAG/E (semente aérea grande com envoltório).
O armazenamento por quatro meses aumentou a porcentagem de germinação de SAG e não alterou a de SAG/E e SAP.
Sementes subterrâneas pequenas e grandes armazenadas por três meses apresentaram 32,5 e 92,5% de germinação, respectivamente.
O aumento do tempo de armazenamento de três para seis meses diminuiu a porcentagem de germinação de SSG e SSP.
O calor seco aumentou a porcentagem de germinação de SAG/E e SSP, não alterou a de SAG e SAP e diminuiu a de SSG.
O grau de dormência diferiu muito entre os quatro tipos de sementes.
A produção de sementes polimórficas com grandes diferenças no grau de dormência permite que C.
benghalensis germine e se estabeleça nos mais diversificados ambientes e épocas do ano, o que dificulta o manejo desta espécie daninha.

Related Results

Aspectos fisiológicos da germinação de sementes de trapoeraba (Commelina benghalensis L.)
Aspectos fisiológicos da germinação de sementes de trapoeraba (Commelina benghalensis L.)
O experimento foi conduzido com o objetivo de estudar as relações entre níveis de absorção de água, condutividade elétrica e germinação de sementes de trapoeraba (Commelina benghal...
Biometria de frutos e sementes, germinação e armazenamento de sementes de flor-de-seda [Calotropis procera (Aiton) W.T. Aiton]
Biometria de frutos e sementes, germinação e armazenamento de sementes de flor-de-seda [Calotropis procera (Aiton) W.T. Aiton]
Os experimentos foram conduzidos em laboratório e casa de vegetação da Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA, com os objetivos de obter informações sobre a biometria de fr...
Tecnologia de sementes de jurema-de-embira (Mimosa ophthalmocentra Mart. ex Benth
Tecnologia de sementes de jurema-de-embira (Mimosa ophthalmocentra Mart. ex Benth
A germinação, bem como a expressão do vigor de um lote de sementes, depende tanto de fatores intrínsecos à semente (dormência e velocidade de absorção de água), como de fatores ext...
Diferentes tipos de secagem: efeitos na qualidade fisiológica de sementes de pinhão manso
Diferentes tipos de secagem: efeitos na qualidade fisiológica de sementes de pinhão manso
Objetivou-se no presente trabalho avaliar diferentes tipos de secagem e seus efeitos na qualidade fisiológica de sementes de pinhão manso (Jatropha curcas L.). As sementes, com teo...
Germinação e qualidade de sementes de Adenostemma brasilianum (pers.) cass., Asteraceae nativa de sub-bosque de Floresta Atlântica
Germinação e qualidade de sementes de Adenostemma brasilianum (pers.) cass., Asteraceae nativa de sub-bosque de Floresta Atlântica
Foram objetivos deste estudo analisar o comportamento germinativo das sementes de Adenostemma brasilianum oriundas de população natural, avaliar sua qualidade física e verificar o ...
Ação de bioatividor e bioestimulante na germinação de sementes e vigor de plântulas de amendoim
Ação de bioatividor e bioestimulante na germinação de sementes e vigor de plântulas de amendoim
A adoção de técnicas que promovam maiores índices de germinação e qualidade fisiológica de sementes é imprescindível para elevar o potencial produtivo das plantas no campo. Nesse c...
Uso de hipoclorito de sódio para degradação do endocarpo de sementes de cafeeiro com diferentes graus de umidade
Uso de hipoclorito de sódio para degradação do endocarpo de sementes de cafeeiro com diferentes graus de umidade
Objetivou-se estudar combinações entre concentrações de hipoclorito de sódio e tempos de pré-embebição que proporcionem maior velocidade de germinação das sementes de cafeeiro com ...
Qualidade fisiológica de sementes de quiabo submetidas a solução de ácido giberélico
Qualidade fisiológica de sementes de quiabo submetidas a solução de ácido giberélico
O quiabeiro (Abelmoschus esculents (L.) Moench), apresenta um fácil manejo, ciclo vegetativo rápido e um alto valor nutricional, sendo uma ótima alternativa para os produtores, ent...

Back to Top