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GLOMERULONEFRITE LUPICA COMO PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO DE LES EM ADOLESCENTE
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Introdução: A Glomerulonefrite Lúpica (GL) é uma reação de hipersensibilidade do tipo 3 presente no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) na qual há deposição de imunocomplexos nos espaços subepitelial, subendotelial e mesangial dos glomérulos, causando inflamação local e danos teciduais. Material e Método: Relato de caso a partir de dados do prontuário e revisão bibliográfica do tema. Resultados: AAS, masculino, 16 anos, previamente hígido, admitido com edema de pálpebra, membros inferiores e hipertensão arterial sistêmica com evolução de uma semana. Exames complementares: hematúria, proteinúria nefrótica, hipoalbuminemia, ureia, creatinina e ultrassom renal normais. Exames de investigação de glomerulopatia secundária sem alterações. Biópsia renal: Glomerulonefrite Proliferativa Difusa (com lesões ativas), padrão endocapilar com depósitos hialinos e componente membranoso associado; Atrofia Tubular Focal discreta com fibrose intersticial mínima. Tais resultados trouxeram à tona o diagnóstico de LES, com a confirmação de Glomerulopatia Lúpica em estágios IV (difusa) e V (membranosa). Iniciado tratamento com Hidroxicloroquina e Micofenolato de Mofetila nas doses preconizadas alcançado o controle do LES e da GL. Discussão: O LES não é comum na pediatria. Dados de um estudo francês mostraram que as taxas de incidência da doença em crianças de 16 anos ou menos são de 0.22 casos/ano em 100.000 crianças. As manifestações clínicas mais comuns são em pele e articulações. O envolvimento do sistema renal é um indicador de pior prognóstico, já que 74% dos pacientes serão acometidos em algum momento na evolução da doença. A identificação precoce da lesão por meio de biópsia renal é o que permitiu a intervenção rápida e reduzindo os danos renais. Conclusão: O LES e suas mais variadas manifestações clínicas afeta mais, mulheres adultas e em geral não tem como manifestação inicial o dano renal. Com este caso podemos concluir que devemos nos atentar a etiologia lúpica como primeira manifestação durante as investigações de glomerulopatias renais em adolescentes, apesar da baixa incidência.
Sociedade Brasileira de Nefrologia
Title: GLOMERULONEFRITE LUPICA COMO PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO DE LES EM ADOLESCENTE
Description:
Introdução: A Glomerulonefrite Lúpica (GL) é uma reação de hipersensibilidade do tipo 3 presente no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) na qual há deposição de imunocomplexos nos espaços subepitelial, subendotelial e mesangial dos glomérulos, causando inflamação local e danos teciduais.
Material e Método: Relato de caso a partir de dados do prontuário e revisão bibliográfica do tema.
Resultados: AAS, masculino, 16 anos, previamente hígido, admitido com edema de pálpebra, membros inferiores e hipertensão arterial sistêmica com evolução de uma semana.
Exames complementares: hematúria, proteinúria nefrótica, hipoalbuminemia, ureia, creatinina e ultrassom renal normais.
Exames de investigação de glomerulopatia secundária sem alterações.
Biópsia renal: Glomerulonefrite Proliferativa Difusa (com lesões ativas), padrão endocapilar com depósitos hialinos e componente membranoso associado; Atrofia Tubular Focal discreta com fibrose intersticial mínima.
Tais resultados trouxeram à tona o diagnóstico de LES, com a confirmação de Glomerulopatia Lúpica em estágios IV (difusa) e V (membranosa).
Iniciado tratamento com Hidroxicloroquina e Micofenolato de Mofetila nas doses preconizadas alcançado o controle do LES e da GL.
Discussão: O LES não é comum na pediatria.
Dados de um estudo francês mostraram que as taxas de incidência da doença em crianças de 16 anos ou menos são de 0.
22 casos/ano em 100.
000 crianças.
As manifestações clínicas mais comuns são em pele e articulações.
O envolvimento do sistema renal é um indicador de pior prognóstico, já que 74% dos pacientes serão acometidos em algum momento na evolução da doença.
A identificação precoce da lesão por meio de biópsia renal é o que permitiu a intervenção rápida e reduzindo os danos renais.
Conclusão: O LES e suas mais variadas manifestações clínicas afeta mais, mulheres adultas e em geral não tem como manifestação inicial o dano renal.
Com este caso podemos concluir que devemos nos atentar a etiologia lúpica como primeira manifestação durante as investigações de glomerulopatias renais em adolescentes, apesar da baixa incidência.
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