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Mineração de Dados na Identificação de Medicamentos de Uso Concomitante: uma aplicação em esquemas de imunossupressão

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Introdução: O SUS disponibiliza 17 imunossupressores para pacientes com transplante hepático, porém a identificação de medicamentos de uso concomitante em grandes bases de dados é complexa, demandando técnicas de mineração de dados (1). Objetivo: Identificar os esquemas de imunossupressão fornecidos  pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com transplante hepático (TxH) em São Paulo. Métodos: Utilizamos o algoritmo Apriori para identificar as combinações e a probabilidade de uso concomitante de imunossupressores. Essa técnica é aplicada em estudos é empregada em estudos que analisam o uso concomitante de medicamentos, identificação de padrões terapêuticos e de interações medicamentosas (2,3).  Foram analisados os dados de 12 milhões de registros de dispensação constantes nas Autorizações de Procedimentos Ambulatoriais (APACs), do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, do ano de 2023, no Estado de São Paulo; dos quais foram selecionadas informações de 6.201 pacientes com transplante hepático (CIDs T864 e Z944), que receberam ao menos um imunossupressor. Para cada paciente, os imunossupressores dispensados foram agregados em um conjunto único, representando o esquema terapêutico utilizado. Resultados: Foram identificados 86 esquemas de imunossupressão. O número médio mensal de pacientes que receberam imunossupressores foi de 4.604. Os pacientes com txH receberam até 5 imunossupressores, porém 82,9% (n. 5.141) fazem monoterapia. A tabela 1 apresenta o número de pacientes por esquemas de imunossupressão: Tabela 1. Esquemas de imunossupressão em transplante hepático – São Paulo – 2023  EsquemasN. PACIENTES monoterapia de TAC 1MG2528 baseados em TAC 1 MG725 monoterapia de TAC 5 MG80 baseados em TAC 5 MG32 monoterapia de MFS 360 MG1552 monoterapia de MFS 180 MG269 monoterapia de EVL 1MG 223 monoterapia de EVL 0,5 MG112 monoterapia de MMF 500MG111 monoterapia de CICLO 25 MG100 monoterapia de CICLO 50 MG64 monoterapia de SRL 1 MG57 monoterapia de CICLO 100 MG27 monoterapia de AZA 50 MG11 monoterapia de EVL 0,75 mg7 Demais esquemas303 Total de pacientes6201 Fonte: Elaboração própria - Legenda: TAC - tacrolimo; EVL: everolimo; CICLO: ciclosporina; SRL: sirolimo; AZA: azatriopina;   O tacrolimo de 1 mg foi o imunossupressor mais utilizado em São Paulo, sendo fornecido para 3.253 (52,4%) pacientes, presente em 27 tipos de regimes, entre os quais se destaca a monoterapia, utilizada em 2.528 pacientes.  As combinações do tacrolimo 1 mg mais frequentes foram com micofenolato de sódio 360 mg (n: 440), tacrolimo 5 mg (n:106), e everolimo 1 mg (n: 73). O algoritmo Apriori permitiu mostrar que os pacientes que consumiram tacrolimo 1 mg têm 87% de chances de usar tacrolimo 5 mg.  Por sua vez, o micofenolato de sódio 360 mg ocupa o segundo lugar na lista de imunossupressores mais utilizados no SUS, fornecido para 2.205 pacientes, dos quais 1.552 utilizaram-no em monoterapia e 653 em associação com outros imunossupressores. Conclusões: Este é o primeiro estudo a identificar e quantificar esquemas de imunossupressão em pacientes com TxH no SUS. O uso do algoritmo Apriori permitiu mostrar que a monoterapia com tacrolimo é o esquema mais utilizado nesta população.
Title: Mineração de Dados na Identificação de Medicamentos de Uso Concomitante: uma aplicação em esquemas de imunossupressão
Description:
Introdução: O SUS disponibiliza 17 imunossupressores para pacientes com transplante hepático, porém a identificação de medicamentos de uso concomitante em grandes bases de dados é complexa, demandando técnicas de mineração de dados (1).
Objetivo: Identificar os esquemas de imunossupressão fornecidos  pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com transplante hepático (TxH) em São Paulo.
Métodos: Utilizamos o algoritmo Apriori para identificar as combinações e a probabilidade de uso concomitante de imunossupressores.
Essa técnica é aplicada em estudos é empregada em estudos que analisam o uso concomitante de medicamentos, identificação de padrões terapêuticos e de interações medicamentosas (2,3).
  Foram analisados os dados de 12 milhões de registros de dispensação constantes nas Autorizações de Procedimentos Ambulatoriais (APACs), do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, do ano de 2023, no Estado de São Paulo; dos quais foram selecionadas informações de 6.
201 pacientes com transplante hepático (CIDs T864 e Z944), que receberam ao menos um imunossupressor.
Para cada paciente, os imunossupressores dispensados foram agregados em um conjunto único, representando o esquema terapêutico utilizado.
Resultados: Foram identificados 86 esquemas de imunossupressão.
O número médio mensal de pacientes que receberam imunossupressores foi de 4.
604.
Os pacientes com txH receberam até 5 imunossupressores, porém 82,9% (n.
5.
141) fazem monoterapia.
A tabela 1 apresenta o número de pacientes por esquemas de imunossupressão: Tabela 1.
Esquemas de imunossupressão em transplante hepático – São Paulo – 2023  EsquemasN.
PACIENTES monoterapia de TAC 1MG2528 baseados em TAC 1 MG725 monoterapia de TAC 5 MG80 baseados em TAC 5 MG32 monoterapia de MFS 360 MG1552 monoterapia de MFS 180 MG269 monoterapia de EVL 1MG 223 monoterapia de EVL 0,5 MG112 monoterapia de MMF 500MG111 monoterapia de CICLO 25 MG100 monoterapia de CICLO 50 MG64 monoterapia de SRL 1 MG57 monoterapia de CICLO 100 MG27 monoterapia de AZA 50 MG11 monoterapia de EVL 0,75 mg7 Demais esquemas303 Total de pacientes6201 Fonte: Elaboração própria - Legenda: TAC - tacrolimo; EVL: everolimo; CICLO: ciclosporina; SRL: sirolimo; AZA: azatriopina;   O tacrolimo de 1 mg foi o imunossupressor mais utilizado em São Paulo, sendo fornecido para 3.
253 (52,4%) pacientes, presente em 27 tipos de regimes, entre os quais se destaca a monoterapia, utilizada em 2.
528 pacientes.
  As combinações do tacrolimo 1 mg mais frequentes foram com micofenolato de sódio 360 mg (n: 440), tacrolimo 5 mg (n:106), e everolimo 1 mg (n: 73).
O algoritmo Apriori permitiu mostrar que os pacientes que consumiram tacrolimo 1 mg têm 87% de chances de usar tacrolimo 5 mg.
  Por sua vez, o micofenolato de sódio 360 mg ocupa o segundo lugar na lista de imunossupressores mais utilizados no SUS, fornecido para 2.
205 pacientes, dos quais 1.
552 utilizaram-no em monoterapia e 653 em associação com outros imunossupressores.
Conclusões: Este é o primeiro estudo a identificar e quantificar esquemas de imunossupressão em pacientes com TxH no SUS.
O uso do algoritmo Apriori permitiu mostrar que a monoterapia com tacrolimo é o esquema mais utilizado nesta população.

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