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Pôster: Utilização de medicamentos por adolescentes de zona rural
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Introdução: Uma parcela dos adolescentes brasileiros vivem na área rural, caracterizado pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde. No âmbito rural, estão incluídas comunidades quilombolas, que mantêm costumes, tradições, condição social e cultural próprias. O conhecimento do uso de medicamentos pode revelar o acesso ao serviço de saúde e a dificuldade em garantir esse direito. Objetivo: Descrever o perfil de utilização de medicamentos pelos adolescentes da zona rural de Vitória da Conquista, BA. Método: Recorte da pesquisa ADOLESCER, realizada em 2015. Estudo transversal de base populacional e abordagem domiciliar. Foram avaliados 386 adolescentes entre 10 e 19 anos. Os dados de medicamentos foram obtidos através da pergunta: “Nos últimos 15 dias você usou algum tipo de medicamento?”. As especialidades farmacológicas foram desdobradas em seus princípios ativos e classificadas de acordo com o Anatomical Therapeutic Chemical Classification System em todos os níveis. Foram estimadas a prevalência de uso de medicamentos, assim como segundo o seu tipo - prescritos e não prescritos (automedicação) - entre os adolescentes. A razão de prevalência (RP) foi utilizada para estimar a associação do uso de medicamentos e as variáveis explicativas de interesse. Utilizou-se regressão de Poisson para estimar as RP para o uso de medicamentos. Foram incluídas no modelo inicial todas as variáveis que na análise bivariada apresentaram p<0,20 e nível de significância de 95%. Os modelos foram comparados pelo critério de Akaike e a adequação avaliada pelo qui-quadrado. Foi utilizado o Stata, 12.0. Resultados: Entre os entrevistados, 28,5% fizeram uso de medicamentos, sendo que 15,0% usaram prescritos e 13,5% não prescritos. Mostraram-se positivamente associados à utilização de medicamentos, após ajuste: ser quilombola (RP=1,51); escolaridade do adolescente, nível econômico (RP= 1,43), deixar de realizar atividade por motivo de doença (RP=1,58), e procura por atendimento à saúde nas últimas duas semanas (RP=1,61). Os medicamentos mais citados pelos adolescentes, tanto prescritos como não prescritos foram os analgésicos/anti-inflamatórios/antirreumáticos. As dificuldades de acesso aos serviços de saúde pelos adolescentes da zona rural podem interferir no uso de medicamentos. Conclusão: Os resultados destacam a necessidade da realização de análises em cada estrato populacional avaliado, quilombola e não quilombola, para conhecer os fatores associados ao uso de medicamentos, e a partir disso tomar medidas para a promoção do uso racional de medicamentos nessa população. Ressalta-se ainda a importância da atividade do farmacêutico na atenção básica, pois esse é o profissional mais capacitado para garantir o acesso aos medicamentos e orientar o seu uso racional, principalmente pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde, em detrimento da condição de moradia em zona rural.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Pôster: Utilização de medicamentos por adolescentes de zona rural
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Introdução: Uma parcela dos adolescentes brasileiros vivem na área rural, caracterizado pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde.
No âmbito rural, estão incluídas comunidades quilombolas, que mantêm costumes, tradições, condição social e cultural próprias.
O conhecimento do uso de medicamentos pode revelar o acesso ao serviço de saúde e a dificuldade em garantir esse direito.
Objetivo: Descrever o perfil de utilização de medicamentos pelos adolescentes da zona rural de Vitória da Conquista, BA.
Método: Recorte da pesquisa ADOLESCER, realizada em 2015.
Estudo transversal de base populacional e abordagem domiciliar.
Foram avaliados 386 adolescentes entre 10 e 19 anos.
Os dados de medicamentos foram obtidos através da pergunta: “Nos últimos 15 dias você usou algum tipo de medicamento?”.
As especialidades farmacológicas foram desdobradas em seus princípios ativos e classificadas de acordo com o Anatomical Therapeutic Chemical Classification System em todos os níveis.
Foram estimadas a prevalência de uso de medicamentos, assim como segundo o seu tipo - prescritos e não prescritos (automedicação) - entre os adolescentes.
A razão de prevalência (RP) foi utilizada para estimar a associação do uso de medicamentos e as variáveis explicativas de interesse.
Utilizou-se regressão de Poisson para estimar as RP para o uso de medicamentos.
Foram incluídas no modelo inicial todas as variáveis que na análise bivariada apresentaram p<0,20 e nível de significância de 95%.
Os modelos foram comparados pelo critério de Akaike e a adequação avaliada pelo qui-quadrado.
Foi utilizado o Stata, 12.
Resultados: Entre os entrevistados, 28,5% fizeram uso de medicamentos, sendo que 15,0% usaram prescritos e 13,5% não prescritos.
Mostraram-se positivamente associados à utilização de medicamentos, após ajuste: ser quilombola (RP=1,51); escolaridade do adolescente, nível econômico (RP= 1,43), deixar de realizar atividade por motivo de doença (RP=1,58), e procura por atendimento à saúde nas últimas duas semanas (RP=1,61).
Os medicamentos mais citados pelos adolescentes, tanto prescritos como não prescritos foram os analgésicos/anti-inflamatórios/antirreumáticos.
As dificuldades de acesso aos serviços de saúde pelos adolescentes da zona rural podem interferir no uso de medicamentos.
Conclusão: Os resultados destacam a necessidade da realização de análises em cada estrato populacional avaliado, quilombola e não quilombola, para conhecer os fatores associados ao uso de medicamentos, e a partir disso tomar medidas para a promoção do uso racional de medicamentos nessa população.
Ressalta-se ainda a importância da atividade do farmacêutico na atenção básica, pois esse é o profissional mais capacitado para garantir o acesso aos medicamentos e orientar o seu uso racional, principalmente pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde, em detrimento da condição de moradia em zona rural.
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