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CARACTERIZAÇÃO DA SUINOCULTURA NO ESTADO DE RONDÔNIA A PARTIR DOS CADASTROS DE EXPLORAÇÕES PECUÁRIAS DO ÓRGÃO EXECUTOR DE SANIDADE AGROPECUÁRIA

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Resumo: A suinocultura é uma das principais atividades da agropecuária brasileira, ocupando a 9ª posição no ranking dos produtos agropecuários de maior valor bruto da produção do país, de R$ 31 bilhões em 2022, sendo que R$ 13,6 bilhões em exportações¹. A suinocultura Brasileira possui um sistema de produção bastante diversificado. Conforme o Manual de Padronização do Cadastro Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária, quanto ao nível de tecnificação, as explorações pecuárias de suínos podem ser classificadas em tecnificadas e não tecnificadas. Além disso, também podem apresentar categoria de produção, que no caso das tecnificadas podem ser granja de reprodutores de suínos certificada (GRSC), ciclo completo (CC), unidade produtora de leitões (UPL), creche e terminação. Já para as não tecnificadas, podem ser de comércio local e de subsistência. Ainda quanto ao tipo de acesso ao mercado, as explorações tecnificadas são classificadas em independentes, integrados e cooperados. Desta forma objetivou-se com este estudo caracterizar a suinocultura no Estado de Rondônia, analisando os dados contidos nos cadastros de explorações pecuárias de suínos do Órgão Executor de Sanidade Agropecuária que é a Agência IDARON. Foi realizada uma pesquisa quantitativa, descritiva, por meio do levantamento e análise dos dados contidos nos cadastros de explorações pecuárias da IDARON. De acordo com as informações extraídas dos cadastros do sistema SiSIDARON, Rondônia apresenta um rebanho de 208.206 suínos, distribuídos em 28.366 explorações pecuárias. Considerando o nível de tecnificação das criações, Rondônia possui 16 explorações tecnificadas e 28.350 não tecnificadas, nas quais são encontradas respectivamente 10.350 e 197.856 suínos. Quanto a categoria de produção das explorações tecnificadas, são todas de CC, não existindo do tipo GRSC, UPL, Creche e Terminação. Quanto o acesso ao mercado, as explorações tecnificadas são todas independentes, sendo assim, Rondônia não apresenta empresas integradoras e nem cooperativas na área de suinocultura, que estabeleça uma relação de integração junto aos suinocultores. Quanto a categoria de produção das explorações não tecnificadas, existem 552 de comércio local e 27.798 de subsistência, nas quais são encontradas respectivamente 23.597 e 174.259 suínos. Com isso, verificamos que 5% do rebanho suíno de Rondônia se encontram em explorações tecnificadas de CC, 11% nas não tecnificadas de comércio local e 84% em não tecnificadas de subsistência. Estima-se que no ano de 2023 houve um consumo per capita de 2,32 Kg de carne suína em Rondônia. Vale ressaltar que para esse cálculo de consumo per capta, não foi contabilizado a estimativa de carne produzida pelas criações de suíno de subsistência do Estado. O consumo per capta de carne suína no Brasil no ano de 2023 foi de 18,3 Kg¹, com isso, estima-se que Rondônia apresenta um déficit de consumo de 15,98 Kg per capta desse produto. Foi possível concluir que o Estado de Rondônia apresenta uma suinocultura em sua maior forma ainda de explorações não tecnificadas de subsistência, demonstrando que há uma lacuna enorme para a produção de suínos em sistema industrial para atender a demanda local e até mesmo de outros estados da Região Norte do Brasil.
Title: CARACTERIZAÇÃO DA SUINOCULTURA NO ESTADO DE RONDÔNIA A PARTIR DOS CADASTROS DE EXPLORAÇÕES PECUÁRIAS DO ÓRGÃO EXECUTOR DE SANIDADE AGROPECUÁRIA
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Resumo: A suinocultura é uma das principais atividades da agropecuária brasileira, ocupando a 9ª posição no ranking dos produtos agropecuários de maior valor bruto da produção do país, de R$ 31 bilhões em 2022, sendo que R$ 13,6 bilhões em exportações¹.
A suinocultura Brasileira possui um sistema de produção bastante diversificado.
Conforme o Manual de Padronização do Cadastro Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária, quanto ao nível de tecnificação, as explorações pecuárias de suínos podem ser classificadas em tecnificadas e não tecnificadas.
Além disso, também podem apresentar categoria de produção, que no caso das tecnificadas podem ser granja de reprodutores de suínos certificada (GRSC), ciclo completo (CC), unidade produtora de leitões (UPL), creche e terminação.
Já para as não tecnificadas, podem ser de comércio local e de subsistência.
Ainda quanto ao tipo de acesso ao mercado, as explorações tecnificadas são classificadas em independentes, integrados e cooperados.
Desta forma objetivou-se com este estudo caracterizar a suinocultura no Estado de Rondônia, analisando os dados contidos nos cadastros de explorações pecuárias de suínos do Órgão Executor de Sanidade Agropecuária que é a Agência IDARON.
Foi realizada uma pesquisa quantitativa, descritiva, por meio do levantamento e análise dos dados contidos nos cadastros de explorações pecuárias da IDARON.
De acordo com as informações extraídas dos cadastros do sistema SiSIDARON, Rondônia apresenta um rebanho de 208.
206 suínos, distribuídos em 28.
366 explorações pecuárias.
Considerando o nível de tecnificação das criações, Rondônia possui 16 explorações tecnificadas e 28.
350 não tecnificadas, nas quais são encontradas respectivamente 10.
350 e 197.
856 suínos.
Quanto a categoria de produção das explorações tecnificadas, são todas de CC, não existindo do tipo GRSC, UPL, Creche e Terminação.
Quanto o acesso ao mercado, as explorações tecnificadas são todas independentes, sendo assim, Rondônia não apresenta empresas integradoras e nem cooperativas na área de suinocultura, que estabeleça uma relação de integração junto aos suinocultores.
Quanto a categoria de produção das explorações não tecnificadas, existem 552 de comércio local e 27.
798 de subsistência, nas quais são encontradas respectivamente 23.
597 e 174.
259 suínos.
Com isso, verificamos que 5% do rebanho suíno de Rondônia se encontram em explorações tecnificadas de CC, 11% nas não tecnificadas de comércio local e 84% em não tecnificadas de subsistência.
Estima-se que no ano de 2023 houve um consumo per capita de 2,32 Kg de carne suína em Rondônia.
Vale ressaltar que para esse cálculo de consumo per capta, não foi contabilizado a estimativa de carne produzida pelas criações de suíno de subsistência do Estado.
O consumo per capta de carne suína no Brasil no ano de 2023 foi de 18,3 Kg¹, com isso, estima-se que Rondônia apresenta um déficit de consumo de 15,98 Kg per capta desse produto.
Foi possível concluir que o Estado de Rondônia apresenta uma suinocultura em sua maior forma ainda de explorações não tecnificadas de subsistência, demonstrando que há uma lacuna enorme para a produção de suínos em sistema industrial para atender a demanda local e até mesmo de outros estados da Região Norte do Brasil.

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