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Tecnologias e Educação (Vol 02)

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É com espirito de alegria e compromisso social que inicio este prefácio afirmando que me somo aos esforços nas construções diárias com tecnologias e educação diante a realidade de todas e todos, autoras e autores que compõem esta obra. Temos aqui uma composição de docentes de várias redes e modalidades de ensino do país que nos apresentam suas significativas produções de estudo, experiências e pesquisas, realizadas e registradas diante os desafios cotidianos da sociedade contemporânea. Vejo como importante apontar que no Brasil a crise sanitária agravou a crise social e educacional já existente. A ruptura do modelo tradicional de ensino deixa em aberto as vulnerabilidades que fragilizam o aprendizado, em função do acesso às tecnologias digitais, a internet estável, das características de um webcurrículo e o acesso diferenciado ao conhecimento. Neste sentido, o vasto leque de produções organizadas nesta obra “Tecnologias e Educação”, advém do Grupo de trabalho Tecnologias e Educação, o nosso GT 19, no IX Congresso de Educação Nacional – CONEDU da edição 2023. As produções refletem sobre as intersecções, possibilidades e desafios entre as Tecnologias e a Educação, em seus atributos e interfaces como tecnologia digital, redes e games na perspectiva educacional, formação das pessoas e investimentos públicos numa sociedade que aprende e se desenvolve em processo de ensino e aprendizagem em vias de digitalização que operam em todas as esferas da vida e do trabalho humano. A prática docente precisa ser sempre o foco quando se trata de formação continuada tecnológica e a nova realidade do cotidiano escolar com alunos e professores em espaços distintos trouxe dificuldades pedagógicas para abarcar a complexidade de realizar uma educação de forma mais flexível e remota, e hoje em vivências da pós-pandemia em um mundo ainda pautado na desigualdade de acesso à conectividade de internet e à educação de qualidade é preciso que se continue apontando os reflexos da equidade, que já eram uma preocupação global e permeava os discursos da educação para todos. Nesse contexto dentre tantos desafios prementes, articular as dimensões Tecnologias e Educação - a muitos anos vem se descortinando em travessias de crise e coalizão com o que advogava Paulo Freire em sua Pedagogia da Esperança, em que para ele, nosso patrono da educação brasileira, a educação em nenhum momento histórico, deixará de ser uma aventura desveladora, ou seja, uma experiência de desocultação da verdade. Nesse sentido, são importantes e necessárias todas as temáticas que se apresentam quanto as tecnologias digitais da informação e da comunicação em debates e práticas nas salas de aulas, quanto a inclusão de todas e todos e das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem. Bem como, a compreensão de que o ser que ensina e aprende, convive com a cultura digital e se transforma e modifica suas ações mediante as novas interfaces como os games, os softwares, a inteligência artificial, no sentido das reflexões sobre a nova normalidade da educação que estamos construindo e nos cabe conhecer, se apropriar e seguir cientes de que os processos digitais são parte da realidade cultural e social. Desse modo, as variadas produções em seus contextos analisam a tecnologias digitais da informação e da comunicação como subsídios para aprimorar as práticas educativas, assinalam a importância e necessidade do olhar crítico dos docentes sobre do uso e orientação quanto às redes, redes sociais, bem como refletem sobre aos modos de como as tecnologias digitais são incorporadas à pesquisa acadêmica em educação. Preocupam-se em ouvir as experiências vividas pelos jovens na relação com seu contexto social quanto tiveram que se organizar para estudar no remoto. E demarcam a presença do docente em todo o processo de mediação com as tecnologias digitais Reconhecem que as mediações, inclusões, adaptações com Tecnologias assistivas (TAs) para alunos com deficiências devem aprimorar as práticas de ensino, mas não substituem os intérpretes. Também as produções referendam a necessidade da formação docente, um profissional preparado para explorar as possibilidades das tecnologias digitais contemporâneas e ao mesmo tempo ser um crítico que avalia e seleciona os recursos midiáticos e tecnológicos como mediações para o trabalho de ensino, apontando os resultados satisfatórios ou não, na realidade tanto na educação básica, como no contexto de ensino superior. Em todas as produções há o envolvimento de cada educadora e educador, ciente de que aprender requer uma aproximação dinâmica entre diversos saberes, acionando a inteligência coletiva fundada na visão freiriana em suas bases humanista e globalista. Aquilo que Freire denominava de diálogo e conflito. Para ele, o conflito não pode se tornar obstáculo na busca de soluções a problemas comuns. É necessário buscar a sua dimensão pedagógica que desenvolve e favorece o desenvolvimento da aprendizagem de valores e regras. Nessa esteira de luta, a educação continua em movimento de estar sendo repensada. Mesmo considerando que estamos vindo de um período pandêmico com ensino remoto, não podemos prescindir da reflexão de que a educação, mesmo mediada pelas tecnologias digitais, deva desenvolver diálogos pedagógicos não lineares. Que estes conteúdos não sejam massificados, mas propiciem um olhar crítico sobre a realidade, e permitam fomentar a curiosidade constante que é primordial para o desenvolvimento cognitivo humano. As análises dos estudos que compõem a obra são baseadas em diferentes correntes teóricas e colocadas na arena da discussão sobre Tecnologias e educação. A indissociabilidade entre teoria e prática vem trazer para a cena do debate atual, estudos empíricos que permitam compreender os grandes desafios postos para as instituições formativas dentro das suas especificidades de atuação. A principal tarefa das instituições educacionais é a de formar novas mentalidades como a de reorganizar o sistema de gestão do conhecimento, buscando novos conceitos e diretrizes para construir sistemas educativos sustentáveis e democráticos que valorizem os docentes. Por fim, convido a leitora, o leitor a realizar uma leitura dialógica, que explore as diversas narrativas registradas na obra, pois estas são relevantes para quem realiza e pensa a educação no chão das escolas e universidades. Avante!
Title: Tecnologias e Educação (Vol 02)
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É com espirito de alegria e compromisso social que inicio este prefácio afirmando que me somo aos esforços nas construções diárias com tecnologias e educação diante a realidade de todas e todos, autoras e autores que compõem esta obra.
Temos aqui uma composição de docentes de várias redes e modalidades de ensino do país que nos apresentam suas significativas produções de estudo, experiências e pesquisas, realizadas e registradas diante os desafios cotidianos da sociedade contemporânea.
Vejo como importante apontar que no Brasil a crise sanitária agravou a crise social e educacional já existente.
A ruptura do modelo tradicional de ensino deixa em aberto as vulnerabilidades que fragilizam o aprendizado, em função do acesso às tecnologias digitais, a internet estável, das características de um webcurrículo e o acesso diferenciado ao conhecimento.
Neste sentido, o vasto leque de produções organizadas nesta obra “Tecnologias e Educação”, advém do Grupo de trabalho Tecnologias e Educação, o nosso GT 19, no IX Congresso de Educação Nacional – CONEDU da edição 2023.
As produções refletem sobre as intersecções, possibilidades e desafios entre as Tecnologias e a Educação, em seus atributos e interfaces como tecnologia digital, redes e games na perspectiva educacional, formação das pessoas e investimentos públicos numa sociedade que aprende e se desenvolve em processo de ensino e aprendizagem em vias de digitalização que operam em todas as esferas da vida e do trabalho humano.
A prática docente precisa ser sempre o foco quando se trata de formação continuada tecnológica e a nova realidade do cotidiano escolar com alunos e professores em espaços distintos trouxe dificuldades pedagógicas para abarcar a complexidade de realizar uma educação de forma mais flexível e remota, e hoje em vivências da pós-pandemia em um mundo ainda pautado na desigualdade de acesso à conectividade de internet e à educação de qualidade é preciso que se continue apontando os reflexos da equidade, que já eram uma preocupação global e permeava os discursos da educação para todos.
Nesse contexto dentre tantos desafios prementes, articular as dimensões Tecnologias e Educação - a muitos anos vem se descortinando em travessias de crise e coalizão com o que advogava Paulo Freire em sua Pedagogia da Esperança, em que para ele, nosso patrono da educação brasileira, a educação em nenhum momento histórico, deixará de ser uma aventura desveladora, ou seja, uma experiência de desocultação da verdade.
Nesse sentido, são importantes e necessárias todas as temáticas que se apresentam quanto as tecnologias digitais da informação e da comunicação em debates e práticas nas salas de aulas, quanto a inclusão de todas e todos e das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem.
Bem como, a compreensão de que o ser que ensina e aprende, convive com a cultura digital e se transforma e modifica suas ações mediante as novas interfaces como os games, os softwares, a inteligência artificial, no sentido das reflexões sobre a nova normalidade da educação que estamos construindo e nos cabe conhecer, se apropriar e seguir cientes de que os processos digitais são parte da realidade cultural e social.
Desse modo, as variadas produções em seus contextos analisam a tecnologias digitais da informação e da comunicação como subsídios para aprimorar as práticas educativas, assinalam a importância e necessidade do olhar crítico dos docentes sobre do uso e orientação quanto às redes, redes sociais, bem como refletem sobre aos modos de como as tecnologias digitais são incorporadas à pesquisa acadêmica em educação.
Preocupam-se em ouvir as experiências vividas pelos jovens na relação com seu contexto social quanto tiveram que se organizar para estudar no remoto.
E demarcam a presença do docente em todo o processo de mediação com as tecnologias digitais Reconhecem que as mediações, inclusões, adaptações com Tecnologias assistivas (TAs) para alunos com deficiências devem aprimorar as práticas de ensino, mas não substituem os intérpretes.
Também as produções referendam a necessidade da formação docente, um profissional preparado para explorar as possibilidades das tecnologias digitais contemporâneas e ao mesmo tempo ser um crítico que avalia e seleciona os recursos midiáticos e tecnológicos como mediações para o trabalho de ensino, apontando os resultados satisfatórios ou não, na realidade tanto na educação básica, como no contexto de ensino superior.
Em todas as produções há o envolvimento de cada educadora e educador, ciente de que aprender requer uma aproximação dinâmica entre diversos saberes, acionando a inteligência coletiva fundada na visão freiriana em suas bases humanista e globalista.
Aquilo que Freire denominava de diálogo e conflito.
Para ele, o conflito não pode se tornar obstáculo na busca de soluções a problemas comuns.
É necessário buscar a sua dimensão pedagógica que desenvolve e favorece o desenvolvimento da aprendizagem de valores e regras.
Nessa esteira de luta, a educação continua em movimento de estar sendo repensada.
Mesmo considerando que estamos vindo de um período pandêmico com ensino remoto, não podemos prescindir da reflexão de que a educação, mesmo mediada pelas tecnologias digitais, deva desenvolver diálogos pedagógicos não lineares.
Que estes conteúdos não sejam massificados, mas propiciem um olhar crítico sobre a realidade, e permitam fomentar a curiosidade constante que é primordial para o desenvolvimento cognitivo humano.
As análises dos estudos que compõem a obra são baseadas em diferentes correntes teóricas e colocadas na arena da discussão sobre Tecnologias e educação.
A indissociabilidade entre teoria e prática vem trazer para a cena do debate atual, estudos empíricos que permitam compreender os grandes desafios postos para as instituições formativas dentro das suas especificidades de atuação.
A principal tarefa das instituições educacionais é a de formar novas mentalidades como a de reorganizar o sistema de gestão do conhecimento, buscando novos conceitos e diretrizes para construir sistemas educativos sustentáveis e democráticos que valorizem os docentes.
Por fim, convido a leitora, o leitor a realizar uma leitura dialógica, que explore as diversas narrativas registradas na obra, pois estas são relevantes para quem realiza e pensa a educação no chão das escolas e universidades.
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