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INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS DE ANTINEOPLÁSICOS COM PLANTAS MEDICINAIS: UMA REVISÃO PAUTADA NA FARMACODINÂMICA, FARMACOCINÉTICA E QUÍMICA DE PRODUTOS NATURAIS.
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As interações medicamentosas são modificações da resposta de um medicamento pela administração simultânea de outro fármaco, alimento ou quaisquer substâncias químicas. A chance de haver uma interação medicamentosa aumenta com a quantidade de medicamentos prescritos, número de classes terapêuticas e idade do usuário, bem como com o consumo de algumas plantas medicinais e produtos fitoterápicos. A fitoterapia pode ser utilizada pelos pacientes oncológicos como aliada no controle de reações adversas ou para promoção de bem estar durante o tratamento, é uma prática cultural que deve ser orientada por profissional capacitado na área. As plantas medicinais possuem diversas propriedades terapêuticas devido a seus constituintes químicos, os mesmos também podem causar interações medicamentosas gerando reações inesperadas, muitas vezes perigosas para o usuário. Foi realizada uma revisão na literatura disponível – livros, banco de artigos científicos, bases de dados internacionais para interações medicamentosas, para avaliar alterações potenciais nos efeitos farmacodinâmicos e farmacocinéticos de medicamentos antineoplásicos e de suporte à quimioterapia pelas plantas medicinais usadas comumente pela população. Foram encontradas interações importantes entre e até mesmo plantas tóxicas utilizadas erroneamente pela população. A planta Mentha piperita, conhecida popularmente como hortelã da folha miúda, mostrou-se um potente inibidor enzimático do sistema microssomal hepático P450, inibindo CYP2A6, CYP3A4 e outros subtipos, alterando o metabolismo de todos os medicamentos substratos dessas enzimas, por exemplo, losartana, ciclofosfamida, cisplatina, fluoruracila, dexametasona, ondansetrona, difenidramina e vários medicamentos cujo mecanismo alterado pode provocar perda da efetividade e falhas na segurança do fármaco quando administrado concomitantemente à planta em questão. Outras interações medicamentosas com plantas comumente utilizadas também foram encontradas e parte delas podem ser manejadas adequadamente pelo profissional farmacêutico, diminuindo os riscos ao paciente e promovendo o uso racional da fitoterapia como aliada no tratamento do câncer.
Title: INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS DE ANTINEOPLÁSICOS COM PLANTAS MEDICINAIS: UMA REVISÃO PAUTADA NA FARMACODINÂMICA, FARMACOCINÉTICA E QUÍMICA DE PRODUTOS NATURAIS.
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As interações medicamentosas são modificações da resposta de um medicamento pela administração simultânea de outro fármaco, alimento ou quaisquer substâncias químicas.
A chance de haver uma interação medicamentosa aumenta com a quantidade de medicamentos prescritos, número de classes terapêuticas e idade do usuário, bem como com o consumo de algumas plantas medicinais e produtos fitoterápicos.
A fitoterapia pode ser utilizada pelos pacientes oncológicos como aliada no controle de reações adversas ou para promoção de bem estar durante o tratamento, é uma prática cultural que deve ser orientada por profissional capacitado na área.
As plantas medicinais possuem diversas propriedades terapêuticas devido a seus constituintes químicos, os mesmos também podem causar interações medicamentosas gerando reações inesperadas, muitas vezes perigosas para o usuário.
Foi realizada uma revisão na literatura disponível – livros, banco de artigos científicos, bases de dados internacionais para interações medicamentosas, para avaliar alterações potenciais nos efeitos farmacodinâmicos e farmacocinéticos de medicamentos antineoplásicos e de suporte à quimioterapia pelas plantas medicinais usadas comumente pela população.
Foram encontradas interações importantes entre e até mesmo plantas tóxicas utilizadas erroneamente pela população.
A planta Mentha piperita, conhecida popularmente como hortelã da folha miúda, mostrou-se um potente inibidor enzimático do sistema microssomal hepático P450, inibindo CYP2A6, CYP3A4 e outros subtipos, alterando o metabolismo de todos os medicamentos substratos dessas enzimas, por exemplo, losartana, ciclofosfamida, cisplatina, fluoruracila, dexametasona, ondansetrona, difenidramina e vários medicamentos cujo mecanismo alterado pode provocar perda da efetividade e falhas na segurança do fármaco quando administrado concomitantemente à planta em questão.
Outras interações medicamentosas com plantas comumente utilizadas também foram encontradas e parte delas podem ser manejadas adequadamente pelo profissional farmacêutico, diminuindo os riscos ao paciente e promovendo o uso racional da fitoterapia como aliada no tratamento do câncer.
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