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Implantação de serviço de farmácia clínica em hospital público: relato de experiência e análise de interações medicamentosas
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Introdução: As interações medicamentosas representam um dos principais problemas relacionados à farmacoterapia em ambiente hospitalar, podendo comprometer a eficácia terapêutica, causar eventos adversos graves e aumentar a morbidade, mortalidade e custos com saúde. A atuação do farmacêutico clínico é essencial na identificação e prevenção dessas interações,promovendo o uso racional de medicamentos e a segurança do paciente. Objetivos: Descrever a experiência de farmacêuticasde um hospital público durante etapa preliminar à implantação de um serviço de farmácia clínica na qual se investigou o perfilde interações medicamentosas em prontuários registrados no banco eletrônico do hospital. Descrição: Trata-se de um estudoobservacional, retrospectivo, do tipo relato de experiência, realizado em um hospital público de Campos dos Goytacazes, Riode Janeiro. Foram analisados 88 prontuários com prescrições médicas no período de outubro a dezembro de 2024. A avaliação das interações foi conduzida por meio do aplicativo Drugs Interactions Checker, com foco nas interações medicamento-medicamento. A coleta e análise de dados foi feita no banco de prontuários eletrônicos do hospital e ateve-se tão somente aos dados relacionados à farmacoterapia no período analisado, dados pessoais dos pacientes não foram considerados. Identificaram-se 741 interações medicamentosas potenciais, das quais 11,6% foram classificadas como graves. Dentre as prescrições analisadas, 40,9% apresentavam ao menos uma interação grave. As combinações de medicamentos mais frequentemente envolvidas em interações medicamentosas graves foram: anlodipino + sinvastatina (risco de rabdomiólise), haloperidol + quetiapina (sintomas extrapiramidais), ciprofloxacino + tramadol (redução do limiar convulsivo), clonazepam + tramadol (depressão respiratória e risco de queda), e enalapril + espironolactona (hipercalemia). Conclusão: Os achados corroboram dados da literatura, que evidenciam a alta frequência de interações em ambientes hospitalares, especialmente em pacientes polimedicados. A atuação do farmacêutico clínico na revisão de prescrições é fundamental para identificar e mitigar riscos, favorecendo a adesão a protocolos terapêuticos seguros e eficazes. A análise sistemática das interações medicamentosas permite intervenções assertivas, como ajuste de doses, substituição de medicamentos e monitoramento farmacoterapêutico. A experiência demonstrou a relevância da implantação do serviço de farmácia clínica no ambiente hospitalar, reforçando o papel do farmacêutico na identificação de interações medicamentosas potencialmente graves. A integração do farmacêutico à equipe multiprofissional favorece a segurança do paciente, fortalece a comunicação entre os profissionais de saúde e contribui para a redução de riscos e eventos adversos relacionados à farmacoterapia. A continuidade e expansão do serviço para ações síncronas à prescrição médica, inclusive em discussões multiprofissionais e abordagens à beira leito são essenciais para a consolidação de uma assistência farmacêutica clínica eficaz, segura e humanizada.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Implantação de serviço de farmácia clínica em hospital público: relato de experiência e análise de interações medicamentosas
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Introdução: As interações medicamentosas representam um dos principais problemas relacionados à farmacoterapia em ambiente hospitalar, podendo comprometer a eficácia terapêutica, causar eventos adversos graves e aumentar a morbidade, mortalidade e custos com saúde.
A atuação do farmacêutico clínico é essencial na identificação e prevenção dessas interações,promovendo o uso racional de medicamentos e a segurança do paciente.
Objetivos: Descrever a experiência de farmacêuticasde um hospital público durante etapa preliminar à implantação de um serviço de farmácia clínica na qual se investigou o perfilde interações medicamentosas em prontuários registrados no banco eletrônico do hospital.
Descrição: Trata-se de um estudoobservacional, retrospectivo, do tipo relato de experiência, realizado em um hospital público de Campos dos Goytacazes, Riode Janeiro.
Foram analisados 88 prontuários com prescrições médicas no período de outubro a dezembro de 2024.
A avaliação das interações foi conduzida por meio do aplicativo Drugs Interactions Checker, com foco nas interações medicamento-medicamento.
A coleta e análise de dados foi feita no banco de prontuários eletrônicos do hospital e ateve-se tão somente aos dados relacionados à farmacoterapia no período analisado, dados pessoais dos pacientes não foram considerados.
Identificaram-se 741 interações medicamentosas potenciais, das quais 11,6% foram classificadas como graves.
Dentre as prescrições analisadas, 40,9% apresentavam ao menos uma interação grave.
As combinações de medicamentos mais frequentemente envolvidas em interações medicamentosas graves foram: anlodipino + sinvastatina (risco de rabdomiólise), haloperidol + quetiapina (sintomas extrapiramidais), ciprofloxacino + tramadol (redução do limiar convulsivo), clonazepam + tramadol (depressão respiratória e risco de queda), e enalapril + espironolactona (hipercalemia).
Conclusão: Os achados corroboram dados da literatura, que evidenciam a alta frequência de interações em ambientes hospitalares, especialmente em pacientes polimedicados.
A atuação do farmacêutico clínico na revisão de prescrições é fundamental para identificar e mitigar riscos, favorecendo a adesão a protocolos terapêuticos seguros e eficazes.
A análise sistemática das interações medicamentosas permite intervenções assertivas, como ajuste de doses, substituição de medicamentos e monitoramento farmacoterapêutico.
A experiência demonstrou a relevância da implantação do serviço de farmácia clínica no ambiente hospitalar, reforçando o papel do farmacêutico na identificação de interações medicamentosas potencialmente graves.
A integração do farmacêutico à equipe multiprofissional favorece a segurança do paciente, fortalece a comunicação entre os profissionais de saúde e contribui para a redução de riscos e eventos adversos relacionados à farmacoterapia.
A continuidade e expansão do serviço para ações síncronas à prescrição médica, inclusive em discussões multiprofissionais e abordagens à beira leito são essenciais para a consolidação de uma assistência farmacêutica clínica eficaz, segura e humanizada.
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