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Atuação do farmacêutico na terapêutica antineoplásica: objetivando a prevenção de interações medicamentosas
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Introdução: O papel do profissional farmacêutico na terapia antineoplásica é relevante para a qualidade do processo farmacoterapêutico, de forma que é dever desse profissional “avaliar os componentes presentes na prescrição médica, quanto à quantidade, qualidade, compatibilidade, estabilidade e suas interações medicamentosas”. Desta forma, é de fundamental importância que o farmacêutico compreenda que vários fatores afetam a resposta à quimioterapia, tais como a carga tumoral, dose e resistência aos fármacos, e fatores específicos do paciente que estarão relacionados à alimentação e utilização de outros medicamentos de forma que estes fatores são de risco potencial no desenvolvimento de interações medicamentosas. Objetivo: objetivo desse trabalho foi avaliar atuação do farmacêutico na terapêutica antineoplásica bem como as interações medicamentosas entre antineoplásicos, medicamentos, alimentos e/ou outros elementos naturais. Métodos: O trabalho foi desenvolvido através de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo com busca de artigos nas bases de dados: Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde). Resultados: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determina que a competência legal para a preparação de drogas antineoplásicas é papel do farmacêutico, bem como avaliar a prescrição médica no que diz respeito à viabilidade, estabilidade e compatibilidade físico-química dos componentes entre si. Além disso, este profissional deve examinar a sua adequação aos protocolos estabelecidos pela equipe multidisciplinar de terapia antineoplásica. Desta forma, percebe-se ainda a relevância do farmacêutico na terapêutica antineoplásica para compreensão e garantia da utilização racional de muitos outros medicamentos usados para amenizar os efeitos colaterais e reações adversas como vômitos, diarreia, náuseas, cefaleias e imunossupressão. O uso de vários medicamentos concomitantemente é um dos principais fatores de risco para ocorrência de interações medicamentosas do tipo farmacocinéticas ou farmacodinâmicas, sendo fundamental a realização do Seguimento Farmacoterapêutico. Outro fator analisado foi o aspecto nutricional dos pacientes, pois os fármacos possuem o potencial de interagir com nutrientes, podendo resultar em redução na eficácia da terapia farmacológica, aumento dos efeitos adversos, depleção de nutrientes específicos, alterações no estado nutricional, indução e inibição enzimática. Observando-se também a associação com produtos naturais e/ou plantas medicinais, que em alguns casos pode ser uma medida paliativa para aliviar os sinais e sintomas, por outro lado essas interações podem ser altamente. Conclusão: Desta forma conclui-se que a presença do farmacêutico diante da terapia com antineoplásicos e na elaboração de manuais de normas e procedimentos farmacêuticos pode diminuir a frequência de erros de medicação e possíveis interações.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Atuação do farmacêutico na terapêutica antineoplásica: objetivando a prevenção de interações medicamentosas
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Introdução: O papel do profissional farmacêutico na terapia antineoplásica é relevante para a qualidade do processo farmacoterapêutico, de forma que é dever desse profissional “avaliar os componentes presentes na prescrição médica, quanto à quantidade, qualidade, compatibilidade, estabilidade e suas interações medicamentosas”.
Desta forma, é de fundamental importância que o farmacêutico compreenda que vários fatores afetam a resposta à quimioterapia, tais como a carga tumoral, dose e resistência aos fármacos, e fatores específicos do paciente que estarão relacionados à alimentação e utilização de outros medicamentos de forma que estes fatores são de risco potencial no desenvolvimento de interações medicamentosas.
Objetivo: objetivo desse trabalho foi avaliar atuação do farmacêutico na terapêutica antineoplásica bem como as interações medicamentosas entre antineoplásicos, medicamentos, alimentos e/ou outros elementos naturais.
Métodos: O trabalho foi desenvolvido através de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo com busca de artigos nas bases de dados: Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde).
Resultados: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determina que a competência legal para a preparação de drogas antineoplásicas é papel do farmacêutico, bem como avaliar a prescrição médica no que diz respeito à viabilidade, estabilidade e compatibilidade físico-química dos componentes entre si.
Além disso, este profissional deve examinar a sua adequação aos protocolos estabelecidos pela equipe multidisciplinar de terapia antineoplásica.
Desta forma, percebe-se ainda a relevância do farmacêutico na terapêutica antineoplásica para compreensão e garantia da utilização racional de muitos outros medicamentos usados para amenizar os efeitos colaterais e reações adversas como vômitos, diarreia, náuseas, cefaleias e imunossupressão.
O uso de vários medicamentos concomitantemente é um dos principais fatores de risco para ocorrência de interações medicamentosas do tipo farmacocinéticas ou farmacodinâmicas, sendo fundamental a realização do Seguimento Farmacoterapêutico.
Outro fator analisado foi o aspecto nutricional dos pacientes, pois os fármacos possuem o potencial de interagir com nutrientes, podendo resultar em redução na eficácia da terapia farmacológica, aumento dos efeitos adversos, depleção de nutrientes específicos, alterações no estado nutricional, indução e inibição enzimática.
Observando-se também a associação com produtos naturais e/ou plantas medicinais, que em alguns casos pode ser uma medida paliativa para aliviar os sinais e sintomas, por outro lado essas interações podem ser altamente.
Conclusão: Desta forma conclui-se que a presença do farmacêutico diante da terapia com antineoplásicos e na elaboração de manuais de normas e procedimentos farmacêuticos pode diminuir a frequência de erros de medicação e possíveis interações.
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