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Avaliação da informação de arquivo eletrónica

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Os arquivistas debatem-se com questões originadas pelas mudanças tecnológicas que têm implicações na sua prática e teoria, tais como o uso cada vez mais generalizado da informação de arquivo eletrónica nas organizações e a dificuldade de manter esta informação no longo prazo. Num tal enquadramento, este estudo pretende responder às seguintes questões: Quais os principais autores, projetos, iniciativas e programas a nível internacional e o seu pensamento sobre a avaliação de informação de arquivo eletrónica?; Qual o contexto da avaliação de informação de arquivo da realidade portuguesa no seio do quadro teórico e técnico internacional?; Que propostas e princípios para a avaliação da informação de arquivo eletrónica podem emergir da análise do pensamento, projetos e programas internacionais? Para tal, esta investigação tem como objetivos gerais: analisar, de um modo evolutivo, conceptual, terminológico, teórico e tendencial, o tema da avaliação da informação de arquivo no âmbito da literatura científica internacional de ponta, com ênfase na informação eletrónica, e compreender, com base numa análise sistemática comparada da literatura científica específica e dos programas, projetos e iniciativas de expressão internacional, as discussões, autores, perceções e significados, em torno do fenómeno da avaliação arquivística de informação eletrónica, num intervalo de dez anos (2006-2016), e daí inferir propostas e princípios. Nesse sentido, analisa, de um modo evolutivo, a avaliação no contexto da arquivística, realizando uma análise diacrónica das etapas da arquivística e uma contextualização sincrónica da avaliação no conjunto dessas etapas; analisa, contextualmente, a avaliação na atualidade, identificando fatores externos condicionadores, particularmente no que se refere à informação eletrónica; analisa conceptualmente a terminologia referente à avaliação, com especial ênfase na informação eletrónica e nos problemas de interpretação suscitados pelos termos; analisa teórica e tendencialmente as diferentes escolas, perspetivas, estratégias e abordagens da avaliação da informação de arquivo; contextualiza, evolutiva e criticamente, a realidade portuguesa no quadro teórico e técnico tendencial internacional da avaliação; analisa comparativamente, os principais programas, iniciativas e projetos, e autores internacionais, sobre a avaliação da informação de arquivo; identifica os principais autores e contrasta as suas perceções e significados acerca da avaliação da informação de arquivo eletrónica; distingue as propostas e soluções que emergiram da análise; formula propostas e enuncia princípios para a avaliação da informação de arquivo eletrónica, sustentados nos elementos que emergiram da análise. Apresenta-se um estudo qualitativo desenvolvido que recorre ao Método da Teoria Fundamentada e à Análise Documental, e cujos resultados incluem uma construção teórica da literatura examinada, uma análise comparada dos principais programas, iniciativas e projetos a nível internacional, uma análise evolutiva do contexto português no âmbito da avaliação, uma análise das perceções e significados dos principais autores acerca do fenómeno em estudo, no período de dez anos, e em que dos elementos que emergiram da análise, resulta num conjunto de propostas e princípios para lidar com a avaliação da informação de arquivo. Perceciona-se um cenário descortinado numa análise tendencial de 10 anos (2006-2016), em que são mostrados os consensos e os dissensos, as incertezas e as certezas, por trás do que é a avaliação arquivística da informação, e que demonstra o quão imbricado é o contexto, o quão falhas ou bem-sucedidas são as tentativas de aplicar, na prática, aquilo que se almeja para a avaliação, na teoria. Transparece que a avaliação ainda está a tentar encontrar os seus percursos, e regras e princípios pelas quais se deve reger. Verifica-se um contraste entre as necessidades pressentidas pela generalidade dos teóricos a nível internacional e as orientações dos projetos e abordagens aplicadas no contexto português. Percebendo-se que uma das respostas à necessidade de participação plural para garantir a representação equitativa da memória social diversificada da comunidade como um todo, passa por percecionar diferentes abordagens de avaliação a aplicar em cada situação e/ou tipo de informação específicos, e não de um modelo multiusos único, sugerem-se propostas e enunciam-se princípios para a avaliação de informação de arquivo orientadas para uma maior abrangência, inclusão, pluralismo, multiculturalidade, sistematização, transparência, extensiva à Sociedade, com recurso à capacitação de todos participantes, e que se pautam pela ausência de subordinação hierárquica ou qualquer tipo de assimetria no que respeita às relações entre os participantes, e em termos de valores, interações e perspetivas da Sociedade.
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Title: Avaliação da informação de arquivo eletrónica
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Os arquivistas debatem-se com questões originadas pelas mudanças tecnológicas que têm implicações na sua prática e teoria, tais como o uso cada vez mais generalizado da informação de arquivo eletrónica nas organizações e a dificuldade de manter esta informação no longo prazo.
Num tal enquadramento, este estudo pretende responder às seguintes questões: Quais os principais autores, projetos, iniciativas e programas a nível internacional e o seu pensamento sobre a avaliação de informação de arquivo eletrónica?; Qual o contexto da avaliação de informação de arquivo da realidade portuguesa no seio do quadro teórico e técnico internacional?; Que propostas e princípios para a avaliação da informação de arquivo eletrónica podem emergir da análise do pensamento, projetos e programas internacionais? Para tal, esta investigação tem como objetivos gerais: analisar, de um modo evolutivo, conceptual, terminológico, teórico e tendencial, o tema da avaliação da informação de arquivo no âmbito da literatura científica internacional de ponta, com ênfase na informação eletrónica, e compreender, com base numa análise sistemática comparada da literatura científica específica e dos programas, projetos e iniciativas de expressão internacional, as discussões, autores, perceções e significados, em torno do fenómeno da avaliação arquivística de informação eletrónica, num intervalo de dez anos (2006-2016), e daí inferir propostas e princípios.
Nesse sentido, analisa, de um modo evolutivo, a avaliação no contexto da arquivística, realizando uma análise diacrónica das etapas da arquivística e uma contextualização sincrónica da avaliação no conjunto dessas etapas; analisa, contextualmente, a avaliação na atualidade, identificando fatores externos condicionadores, particularmente no que se refere à informação eletrónica; analisa conceptualmente a terminologia referente à avaliação, com especial ênfase na informação eletrónica e nos problemas de interpretação suscitados pelos termos; analisa teórica e tendencialmente as diferentes escolas, perspetivas, estratégias e abordagens da avaliação da informação de arquivo; contextualiza, evolutiva e criticamente, a realidade portuguesa no quadro teórico e técnico tendencial internacional da avaliação; analisa comparativamente, os principais programas, iniciativas e projetos, e autores internacionais, sobre a avaliação da informação de arquivo; identifica os principais autores e contrasta as suas perceções e significados acerca da avaliação da informação de arquivo eletrónica; distingue as propostas e soluções que emergiram da análise; formula propostas e enuncia princípios para a avaliação da informação de arquivo eletrónica, sustentados nos elementos que emergiram da análise.
Apresenta-se um estudo qualitativo desenvolvido que recorre ao Método da Teoria Fundamentada e à Análise Documental, e cujos resultados incluem uma construção teórica da literatura examinada, uma análise comparada dos principais programas, iniciativas e projetos a nível internacional, uma análise evolutiva do contexto português no âmbito da avaliação, uma análise das perceções e significados dos principais autores acerca do fenómeno em estudo, no período de dez anos, e em que dos elementos que emergiram da análise, resulta num conjunto de propostas e princípios para lidar com a avaliação da informação de arquivo.
Perceciona-se um cenário descortinado numa análise tendencial de 10 anos (2006-2016), em que são mostrados os consensos e os dissensos, as incertezas e as certezas, por trás do que é a avaliação arquivística da informação, e que demonstra o quão imbricado é o contexto, o quão falhas ou bem-sucedidas são as tentativas de aplicar, na prática, aquilo que se almeja para a avaliação, na teoria.
Transparece que a avaliação ainda está a tentar encontrar os seus percursos, e regras e princípios pelas quais se deve reger.
Verifica-se um contraste entre as necessidades pressentidas pela generalidade dos teóricos a nível internacional e as orientações dos projetos e abordagens aplicadas no contexto português.
Percebendo-se que uma das respostas à necessidade de participação plural para garantir a representação equitativa da memória social diversificada da comunidade como um todo, passa por percecionar diferentes abordagens de avaliação a aplicar em cada situação e/ou tipo de informação específicos, e não de um modelo multiusos único, sugerem-se propostas e enunciam-se princípios para a avaliação de informação de arquivo orientadas para uma maior abrangência, inclusão, pluralismo, multiculturalidade, sistematização, transparência, extensiva à Sociedade, com recurso à capacitação de todos participantes, e que se pautam pela ausência de subordinação hierárquica ou qualquer tipo de assimetria no que respeita às relações entre os participantes, e em termos de valores, interações e perspetivas da Sociedade.

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