Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

usuário ao iniciado

View through CrossRef
Em 1989, a Associação Americana de Bibliotecas (ALA), no seu relatório final sobre o trabalho do Comitê de Cultura da Informação, declarou que, para ser alfabetizada, uma pessoa deve ser capaz de reconhecer quando a informação é necessária e ter a capacidade de localizar, avaliar e utilizar eficazmente a informação necessária[1]. Na França, os bibliotecários e documentalistas têm sido responsáveis pela formação dos usuários durante os últimos trinta anos. A existência no ensino secundário, no sistema educativo nacional francês e no Ministério da Agricultura, de um corpo de professores documentalistas cuja missão é contribuir para a formação dos estudantes faz parte do desejo de capacitá-los a adquirir domínio suficiente da informação. Trata-se de ajudá-los a assegurar o seu futuro profissional e pessoal. Isto levanta a questão de definir os conteúdos a serem transmitidos. A informação, tal como aqui considerada, é aquela que é especializada e útil para o progresso, e que é referida no singular para expressar a ação, o processo pelo qual um sujeito se informa. A fim de contribuir para o debate, propomos ressituar essa questão em seu contexto de emergência e evolução, para depois lançar luz sobre ela a partir de trabalhos realizados no âmbito anglófono. Ao fazê-lo, não pretendemos traçar um panorama exaustivo dos trabalhos, mas propor para reflexão alguns estudos que sintetizam pesquisas que nos parecem interessantes para examinar a situação francesa. Focaremos mais particularmente no artigo de David Bawden (Department of information science, City university, Londres) que revisa os significados atribuídos à expressão "cultura da informação", e expressões afins, a partir da Literatura.  Nos deteremos, também, em um texto de Christine Susan Bruce (Queensland University of Technology, Austrália) preparado para a UNESCO, a Comissão Nacional Americana de Biblioteca e Ciência da Informação e o Fórum Nacional sobre Information literacy, em 2002. Esse texto, que também foi apresentado e publicado nos anais da 3ª Conferência sobre Aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning), em 2004, especifica as várias abordagens que fazem referência na área e os elementos a considerar na sua implementação. Esta autora também produziu pesquisas que utilizaremos, com o objetivo de delinear os componentes dessa cultura. Por fim, para completar esta observação, nos apoiaremos em outros trabalhos realizados na França e em outros países para propor uma distinção entre “cultura da informação” e “cultura informacional” e uma mudança do termo “usuário” para “iniciado”. Esta reflexão faz parte de um conjunto de trabalhos, ainda em curso, que a equipe Mediações em Informação e Comunicação Especializada (MICS) realiza com colegas da unidade de investigação Educagro e que visa estudar as várias facetas da inclusão de profissionais de informação e documentação nas Ciências da Informação e da Comunicação. [1] American Library Association, Presidential committee of information literacy, 1989. Final report. Chicago, ALA.  
Title: usuário ao iniciado
Description:
Em 1989, a Associação Americana de Bibliotecas (ALA), no seu relatório final sobre o trabalho do Comitê de Cultura da Informação, declarou que, para ser alfabetizada, uma pessoa deve ser capaz de reconhecer quando a informação é necessária e ter a capacidade de localizar, avaliar e utilizar eficazmente a informação necessária[1].
Na França, os bibliotecários e documentalistas têm sido responsáveis pela formação dos usuários durante os últimos trinta anos.
A existência no ensino secundário, no sistema educativo nacional francês e no Ministério da Agricultura, de um corpo de professores documentalistas cuja missão é contribuir para a formação dos estudantes faz parte do desejo de capacitá-los a adquirir domínio suficiente da informação.
Trata-se de ajudá-los a assegurar o seu futuro profissional e pessoal.
Isto levanta a questão de definir os conteúdos a serem transmitidos.
A informação, tal como aqui considerada, é aquela que é especializada e útil para o progresso, e que é referida no singular para expressar a ação, o processo pelo qual um sujeito se informa.
A fim de contribuir para o debate, propomos ressituar essa questão em seu contexto de emergência e evolução, para depois lançar luz sobre ela a partir de trabalhos realizados no âmbito anglófono.
Ao fazê-lo, não pretendemos traçar um panorama exaustivo dos trabalhos, mas propor para reflexão alguns estudos que sintetizam pesquisas que nos parecem interessantes para examinar a situação francesa.
Focaremos mais particularmente no artigo de David Bawden (Department of information science, City university, Londres) que revisa os significados atribuídos à expressão "cultura da informação", e expressões afins, a partir da Literatura.
  Nos deteremos, também, em um texto de Christine Susan Bruce (Queensland University of Technology, Austrália) preparado para a UNESCO, a Comissão Nacional Americana de Biblioteca e Ciência da Informação e o Fórum Nacional sobre Information literacy, em 2002.
Esse texto, que também foi apresentado e publicado nos anais da 3ª Conferência sobre Aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning), em 2004, especifica as várias abordagens que fazem referência na área e os elementos a considerar na sua implementação.
Esta autora também produziu pesquisas que utilizaremos, com o objetivo de delinear os componentes dessa cultura.
Por fim, para completar esta observação, nos apoiaremos em outros trabalhos realizados na França e em outros países para propor uma distinção entre “cultura da informação” e “cultura informacional” e uma mudança do termo “usuário” para “iniciado”.
Esta reflexão faz parte de um conjunto de trabalhos, ainda em curso, que a equipe Mediações em Informação e Comunicação Especializada (MICS) realiza com colegas da unidade de investigação Educagro e que visa estudar as várias facetas da inclusão de profissionais de informação e documentação nas Ciências da Informação e da Comunicação.
[1] American Library Association, Presidential committee of information literacy, 1989.
Final report.
Chicago, ALA.
 .

Related Results

Perfilado inteligente de movilidad de usuarios
Perfilado inteligente de movilidad de usuarios
Hoy en día, los dispositivos móviles son omnipresentes en nuestra vida cotidiana. Estos dispositivos, en conjunto con Internet, nos permiten realizar prácticamente cualquier tarea,...
Interfaces proactivas móviles desde Legacies Web: Un enfoque de diseño conductual
Interfaces proactivas móviles desde Legacies Web: Un enfoque de diseño conductual
Contexto: Los sistemas heredados o legacies son sistemas independientes construidos en una era tecnológica anterior que disponen de precaria documentación que se resisten significa...
Autos eléctricos para el medio ambiente
Autos eléctricos para el medio ambiente
Los autos eléctricos es la nueva generación para el futuro usando un mejor rendimiento en corriente que combustible cada auto tiene dos baterías que se encargan en que el auto desa...
Análise da Vitrine Tecnológica da UFRGS como Ferramenta de Divulgação Científica e Inovação
Análise da Vitrine Tecnológica da UFRGS como Ferramenta de Divulgação Científica e Inovação
INTRODUÇÃO A divulgação científica tem se tornado uma das principais estratégias para aproximar a produção acadêmica da sociedade, facilitando o acesso à informação e incentivando ...
La gestión financiera de salud pública. Impacto en la calidad de los servicios del usuario en una Red de Salud en el Perú
La gestión financiera de salud pública. Impacto en la calidad de los servicios del usuario en una Red de Salud en el Perú
Este libro examina la importancia de la gestión financiera de salud pública en la calidad de los servicios del usuario. El autor argumenta que una gestión financiera eficaz puede c...
Experiência do usuário e design de interação:
Experiência do usuário e design de interação:
Com os avanços da era digital, entre os quais a internet das coisas e inteligência artificial, os termos experiência do usuário e design de interação têm sido muito utilizados. O o...
Inteligencias en aplicaciones sensibles al contexto
Inteligencias en aplicaciones sensibles al contexto
El objetivo de esta tesis es introducir inteligencia en las aplicaciones sensibles a contexto. Este tipo de aplicaciones cambian su conducta dependiendo de la combinación de estímu...

Back to Top