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Perfil dos cidadãos admitidos na emergência de um hospital público do Estado da Bahia, Brasil: aspectos comunicacionais relacionados aos medicamentos
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Introdução: Para um melhor diagnóstico e tratamento do cidadão é imprescindível que os profissionais de saúde conheçam o perfil de uso de medicamentos. Para isso, são necessários acolhimento e comunicação adequada a fim de se obter o máximo de informações. Objetivos: Descrever o perfil dos cidadãos admitidos na emergência de um hospital público da Bahia, enfatizando os aspectos relacionados ao uso de medicamentos. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo realizado em hospital público, com os cidadãos admitidos em abril e maio/2014 que participaram de uma das atividades de acolhimento e classificação de risco, promovidas pelo Pet-Saúde Urgência e Emergência da UEFS. Para a coleta de dados, utilizouse a entrevista estruturada e análise dos prontuários. A pesquisa foi autorizada pelo CEP/UEFS (Parecer 615.362). Resultados: Foram entrevistados 130 cidadãos, 59% do sexo feminino, idade média de 55 anos. Os principais motivos da internação: dores (23,8%), edema (11,5%); Acidente Vascular Cerebral (10%); traumas (7,7%). 66,1% possuíam doença crônica, 96,5% (n=83) utilizavam medicamentos de maneira contínua e 3,5% apesar de possuir doença crônica não utilizavam. Dos 83 cidadãos que utilizam continuamente, 37,8% levaram para o hospital todos os medicamentos, 71,6% não levaram prescrição médica e apenas 8,5% levaram alguma anotação. Em relação ao nome, apresentação e dose dos medicamentos, apenas 33,7% conheciam todas as informações; 28,9% algumas e 37,3% nenhuma. Sobre a comunicação com o médico no primeiro atendimento, 72,3% informaram que o profissional perguntou sobre o uso pregresso de medicamentos. Os cidadãos citaram 258 medicamentos de 78 tipos, sendo os hipoglicemiantes, anticoagulantes e anti-hipertensivos os mais utilizados. Quanto ao uso de medicamentos antes de procurar a emergência 51,5% dos cidadãos utilizaram medicamentos no mesmo dia e 36,2% plantas medicinais por conta própria (61,7%). 19,2% dos cidadãos já apresentaram alergia a medicamento ou planta medicinal, mas esse fato não foi registrado. Conclusão: A falta de informações no momento da internação revela resultados preocupantes, já que a maioria dos prontuários não continham dados essenciais para uma adequada terapia medicamentosa, revelando falhas na comunicação e documentação. Para esse enfrentamento, a instituição da prática da conciliação medicamentosa, a partir de uma equipe multiprofissional treinada pode diminuir os erros de medicação, custos e readmissões hospitalares, proporcionando maior segurança aos cidadãos. Os farmacêuticos podem contribuir nos serviços de urgência e emergência na coleta de dados farmacoterapêuticos, documentação em prontuário, identificação, intervenção e prevenção das discrepâncias de medicamentos, interações medicamentosas e eventos adversos.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Perfil dos cidadãos admitidos na emergência de um hospital público do Estado da Bahia, Brasil: aspectos comunicacionais relacionados aos medicamentos
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Introdução: Para um melhor diagnóstico e tratamento do cidadão é imprescindível que os profissionais de saúde conheçam o perfil de uso de medicamentos.
Para isso, são necessários acolhimento e comunicação adequada a fim de se obter o máximo de informações.
Objetivos: Descrever o perfil dos cidadãos admitidos na emergência de um hospital público da Bahia, enfatizando os aspectos relacionados ao uso de medicamentos.
Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo realizado em hospital público, com os cidadãos admitidos em abril e maio/2014 que participaram de uma das atividades de acolhimento e classificação de risco, promovidas pelo Pet-Saúde Urgência e Emergência da UEFS.
Para a coleta de dados, utilizouse a entrevista estruturada e análise dos prontuários.
A pesquisa foi autorizada pelo CEP/UEFS (Parecer 615.
362).
Resultados: Foram entrevistados 130 cidadãos, 59% do sexo feminino, idade média de 55 anos.
Os principais motivos da internação: dores (23,8%), edema (11,5%); Acidente Vascular Cerebral (10%); traumas (7,7%).
66,1% possuíam doença crônica, 96,5% (n=83) utilizavam medicamentos de maneira contínua e 3,5% apesar de possuir doença crônica não utilizavam.
Dos 83 cidadãos que utilizam continuamente, 37,8% levaram para o hospital todos os medicamentos, 71,6% não levaram prescrição médica e apenas 8,5% levaram alguma anotação.
Em relação ao nome, apresentação e dose dos medicamentos, apenas 33,7% conheciam todas as informações; 28,9% algumas e 37,3% nenhuma.
Sobre a comunicação com o médico no primeiro atendimento, 72,3% informaram que o profissional perguntou sobre o uso pregresso de medicamentos.
Os cidadãos citaram 258 medicamentos de 78 tipos, sendo os hipoglicemiantes, anticoagulantes e anti-hipertensivos os mais utilizados.
Quanto ao uso de medicamentos antes de procurar a emergência 51,5% dos cidadãos utilizaram medicamentos no mesmo dia e 36,2% plantas medicinais por conta própria (61,7%).
19,2% dos cidadãos já apresentaram alergia a medicamento ou planta medicinal, mas esse fato não foi registrado.
Conclusão: A falta de informações no momento da internação revela resultados preocupantes, já que a maioria dos prontuários não continham dados essenciais para uma adequada terapia medicamentosa, revelando falhas na comunicação e documentação.
Para esse enfrentamento, a instituição da prática da conciliação medicamentosa, a partir de uma equipe multiprofissional treinada pode diminuir os erros de medicação, custos e readmissões hospitalares, proporcionando maior segurança aos cidadãos.
Os farmacêuticos podem contribuir nos serviços de urgência e emergência na coleta de dados farmacoterapêuticos, documentação em prontuário, identificação, intervenção e prevenção das discrepâncias de medicamentos, interações medicamentosas e eventos adversos.
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