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Dificuldades de leitura e escrita no 6º ano do ensino fundamental II: relação entre alfabetização e letramento.
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A presente pesquisa teve como objetivo analisar como as professoras que exercem a docência nas turmas do 6º ano do ensino fundamental compreendem e lidam com as dificuldades de leitura e escrita nestas turmas, além disso, que mediações utilizam para superar tais dificuldades. Buscamos em Soares (2004, 2006, 2008), Kleiman (1995), Freire (1998), ferreiro e Teberosky (1991), Ferreiro (1996) e Vigostski (2007, 2009) construtos teóricos para subsidiar nossas reflexões. Realizamos uma pesquisa com abordagem qualitativa, que se caracterizou pela compreensão dos significados das práticas e das concepções dos docentes sobre as dificuldades de aprendizagem na leitura e na escrita das crianças. Tendo como busca a compreensão do objeto de forma mais ampla, este estudo também é descritivo-explicativo, pois, conforme nos indica Barros e Lehfeld (2007), é descritivo porque realizou o estudo, a análise, o registro e a interpretação das práticas realizadas em sala de aula sem a interferência do pesquisador. Ao mesmo tempo buscou ser explicativo, conforme coloca Lakatos e Marconi (2011), ao observar e registrar os fatos analisá-los, interpretá-los na busca de explicar os motivos e processos por trás das temáticas. Na observação das mediações por meio da leitura e escrita em sala de aula, selecionamos a partir de atividades realizadas pela professora, questões relacionadas aos seguintes eixos que são postos pelos programas de formação em leitura e escrita em curso no município: Apropriação do Sistema de Escrita, Leitura, Intepretação e Produção de Textos e Desenvolvimento da Oralidade. O que podemos verificar é que apesar de tanta discussão sobre leitura e escrita, diagnósticos sobre as dificuldades de aprendizagem, inclusive, com uma concepção de política avaliativa, que privilegia indicadores de ler e escrever, de programas específicos para esta questão como o Pró-letramento, muitos educadores/as ainda estão apegados/as a uma prática formalista, mecânica e fragmentadora da língua, uma tradição de ensino apenas transmissiva, isto é, preocupada em oferecer ao aluno conceitos e regras prontas, que ele só tem que memorizar. Assim, as atividades trabalhadas pela escola não são significativas, nem contribuem para sua leitura do mundo e da palavra, conforme nos colocava Paulo Freire. Além disso, as professoras atribuem à falta de concentração das crianças e o não acompanhamento das famílias ás dificuldades de leitura em sala, e apesar das descobertas e estudos acerca das relações entre os processos de alfabetização e letramento, da concepção de leitura e escrita como sistema de representação, a discussão ainda é cercada de dúvidas e resistências nas unidades escolares, para as quais nem mesmo os educadores que atuam neste nível conseguem encontrar respostas e redirecionar os rumos do processo educativo.
Title: Dificuldades de leitura e escrita no 6º ano do ensino fundamental II: relação entre alfabetização e letramento.
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A presente pesquisa teve como objetivo analisar como as professoras que exercem a docência nas turmas do 6º ano do ensino fundamental compreendem e lidam com as dificuldades de leitura e escrita nestas turmas, além disso, que mediações utilizam para superar tais dificuldades.
Buscamos em Soares (2004, 2006, 2008), Kleiman (1995), Freire (1998), ferreiro e Teberosky (1991), Ferreiro (1996) e Vigostski (2007, 2009) construtos teóricos para subsidiar nossas reflexões.
Realizamos uma pesquisa com abordagem qualitativa, que se caracterizou pela compreensão dos significados das práticas e das concepções dos docentes sobre as dificuldades de aprendizagem na leitura e na escrita das crianças.
Tendo como busca a compreensão do objeto de forma mais ampla, este estudo também é descritivo-explicativo, pois, conforme nos indica Barros e Lehfeld (2007), é descritivo porque realizou o estudo, a análise, o registro e a interpretação das práticas realizadas em sala de aula sem a interferência do pesquisador.
Ao mesmo tempo buscou ser explicativo, conforme coloca Lakatos e Marconi (2011), ao observar e registrar os fatos analisá-los, interpretá-los na busca de explicar os motivos e processos por trás das temáticas.
Na observação das mediações por meio da leitura e escrita em sala de aula, selecionamos a partir de atividades realizadas pela professora, questões relacionadas aos seguintes eixos que são postos pelos programas de formação em leitura e escrita em curso no município: Apropriação do Sistema de Escrita, Leitura, Intepretação e Produção de Textos e Desenvolvimento da Oralidade.
O que podemos verificar é que apesar de tanta discussão sobre leitura e escrita, diagnósticos sobre as dificuldades de aprendizagem, inclusive, com uma concepção de política avaliativa, que privilegia indicadores de ler e escrever, de programas específicos para esta questão como o Pró-letramento, muitos educadores/as ainda estão apegados/as a uma prática formalista, mecânica e fragmentadora da língua, uma tradição de ensino apenas transmissiva, isto é, preocupada em oferecer ao aluno conceitos e regras prontas, que ele só tem que memorizar.
Assim, as atividades trabalhadas pela escola não são significativas, nem contribuem para sua leitura do mundo e da palavra, conforme nos colocava Paulo Freire.
Além disso, as professoras atribuem à falta de concentração das crianças e o não acompanhamento das famílias ás dificuldades de leitura em sala, e apesar das descobertas e estudos acerca das relações entre os processos de alfabetização e letramento, da concepção de leitura e escrita como sistema de representação, a discussão ainda é cercada de dúvidas e resistências nas unidades escolares, para as quais nem mesmo os educadores que atuam neste nível conseguem encontrar respostas e redirecionar os rumos do processo educativo.
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