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DOSAGEM DA CERUPLASMINA: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ENSAIOS

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Objetivo: A doença de Wilson (WD) é autossômica recessiva (gene ATP7B), caracterizada por acúmulo de cobre. Não há teste específico, mas uma combinação de sinais, sintomas e exames é usada para o diagnóstico, incluindo a ceruloplasmina, principal proteína transportadora de cobre. Ela é sintetizada no fígado e excretada na circulação, principalmente como holoceruloplasmina, e o restante como apoceruloplasmina (não ligada). Pode ser avaliada pela dosagem ou pela atividade de oxidase. O ensaio imunológico mede o nível de ceruloplasmina, mas não a atividade oxidase, e níveis normais não descartam baixa atividade. Pode ser reduzida na insuficiência renal, na má absorção, na doença hepática terminal ou na aceruloplasminemia. Até 20% dos heterozigotos apresentam níveis baixos não patológicos. A ceruloplasmina também é um reagente de fase aguda e pode estar elevada em inflamações ou infecções, podendo haver falso negativo em paciente com DW e essas ocorrências. O objetivo deste estudo foi a análise comparativa entre dois ensaios para dosagem de ceruloplasmina. Método: Foram analisadas 22 amostras de soro, conservadas entre 2ºC-8ºC, pelos métodos nefelométrico (Atellica – Siemens®) e turbidimétrico (Optilite – Binding Site®), ambos usados para a mensuração da ceruloplasmina. Os dados foram submetidos à análise de comparação de métodos pelo software estatístico EP Evaluator® 12.3.0.2. Conclusão: Os níveis de ceruloplasmina variaram de 15,5 a 51,8 mg/l no ensaio Siemens® e 12,7 a 51,4 mg/l, no Biding Site®. A análise de regressão de Deming mostrou inclinação de 1,123 (IC95% 1,012 a 1,234); intercessão -5,114 (IC95% -8,541 a -1,686); erro padrão 2,424; coeficiente de correlação R = 0,9776 e bias -1,505 (-5,125%). Considerando o limite de decisão médica para níveis reduzidos (20 mg/l) no ensaio Siemens®, é esperado valor de ceruloplasmina de 17,3 mg/l, algo inferior no ensaio Binding Site®, com IC95% 15,9-18,8 mg/l.
Title: DOSAGEM DA CERUPLASMINA: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ENSAIOS
Description:
Objetivo: A doença de Wilson (WD) é autossômica recessiva (gene ATP7B), caracterizada por acúmulo de cobre.
Não há teste específico, mas uma combinação de sinais, sintomas e exames é usada para o diagnóstico, incluindo a ceruloplasmina, principal proteína transportadora de cobre.
Ela é sintetizada no fígado e excretada na circulação, principalmente como holoceruloplasmina, e o restante como apoceruloplasmina (não ligada).
Pode ser avaliada pela dosagem ou pela atividade de oxidase.
O ensaio imunológico mede o nível de ceruloplasmina, mas não a atividade oxidase, e níveis normais não descartam baixa atividade.
Pode ser reduzida na insuficiência renal, na má absorção, na doença hepática terminal ou na aceruloplasminemia.
Até 20% dos heterozigotos apresentam níveis baixos não patológicos.
A ceruloplasmina também é um reagente de fase aguda e pode estar elevada em inflamações ou infecções, podendo haver falso negativo em paciente com DW e essas ocorrências.
O objetivo deste estudo foi a análise comparativa entre dois ensaios para dosagem de ceruloplasmina.
Método: Foram analisadas 22 amostras de soro, conservadas entre 2ºC-8ºC, pelos métodos nefelométrico (Atellica – Siemens®) e turbidimétrico (Optilite – Binding Site®), ambos usados para a mensuração da ceruloplasmina.
Os dados foram submetidos à análise de comparação de métodos pelo software estatístico EP Evaluator® 12.
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Conclusão: Os níveis de ceruloplasmina variaram de 15,5 a 51,8 mg/l no ensaio Siemens® e 12,7 a 51,4 mg/l, no Biding Site®.
A análise de regressão de Deming mostrou inclinação de 1,123 (IC95% 1,012 a 1,234); intercessão -5,114 (IC95% -8,541 a -1,686); erro padrão 2,424; coeficiente de correlação R = 0,9776 e bias -1,505 (-5,125%).
Considerando o limite de decisão médica para níveis reduzidos (20 mg/l) no ensaio Siemens®, é esperado valor de ceruloplasmina de 17,3 mg/l, algo inferior no ensaio Binding Site®, com IC95% 15,9-18,8 mg/l.

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