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Marsupialização de Cisto de Membrana Nictitante em Cão
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Background: O prolapso da glândula da membrana nictitante (PGMN) é a afecção primária mais comum da terceira pálpebra. O desenvolvimento de cistos tem sido relatado como uma possível complicação após o reposicionamento cirúrgico da glândula utilizando a técnica de Pocket. O objetivo deste relato de caso foi descrever a técnica de marsupialização como tratamento para cisto lacrimal da membrana nictitante. Case: Um cão Beagle macho, com seis meses de idade, apresentou histórico de massa rosada associada à membrana nictitante esquerda, causando leve desconforto ocular. O paciente apresentou histórico prévio de correção cirúrgica bilateral do PGMN utilizando a técnica de Pocket, realizada dois meses antes por um médico veterinário de referência. Após o procedimento, o paciente apresentou sinais progressivos de desconforto ocular, como epífora, hiperemia conjuntival, blefaroespasmo e secreção mucopurulenta. O paciente havia sido tratado com Tobradex® (Alcon-Novartis) quatro vezes ao dia OS, sem melhora. Durante o exame oftalmológico completo, observou-se uma massa no momento em que a membrana nictitante foi evertida, sendo ela de consistência flutuante. Não foram observadas alterações corneanas, na câmara anterior ou em lente. Os resultados do teste de Schirmer 1 (STT - Ophtalmos) foram: olho direito (OD) 11 mm/min e olho esquerdo (OS) 18 mm/min. O teste da fluoresceína (Ophtalmos) foi negativo. Foi realizada tonometria de rebote (Tonovet; Icare – Finlândia). As pressões intraoculares foram OD 15 mm Hg e OS 14 mm Hg. Não foram observadas alterações na fundoscopia indireta.
O exame citológico da massa foi realizado após a punção aspirativa por agulha fina, com citologia sob anestesia tópica (Anestalcon® (5 mg/mL de cloridrato de proxymetacaína – Alcon, Novartis) revelando ausência de celularidade, a cultura bacteriana foi negativa, classificando o conteúdo como líquido não séptico. O diagnóstico foi de cisto lacrimal da membrana nictitante (CLMN), então foi optado a realização de marsupialização. Após a cirurgia recomendou-se o uso de colar elizabetano por 15 dias. As medicações prescritas incluíram: amoxicilina com clavulanato de potássio (22 mg/kg a cada 12 horas por 10 dias), prednisolona (0,5 mg/kg a cada 24 horas por 7 dias), tratamento oftálmico tópico com Maxidex® (dexametasona 1 mg/mL – Alcon, Novartis) quatro vezes ao dia por sete dias, Tobrex® (tobramicina 0,3% – Alcon, Novartis) quatro vezes ao dia por sete dias, e o lubrificante oftálmico Hyabak® (hialuronato de sódio 0,15% – Alcon, Novartis) três vezes ao dia por dez dias. Discussion: O pós-operatório consistiu em avaliações recorrentes do paciente ao longo de dois anos, período no qual não foram observadas alterações estéticas, clínicas ou na produção lacrimal. A técnica de marsupialização demonstrou ser uma abordagem segura e eficaz para o tratamento de cistos da membrana nictitante secundários à correção de PGMN pela técnica de Pocket. Essa abordagem permitiu a preservação da glândula, preveniu a recorrência de nova cavidade cística e proporcionou um bom resultado estético. Este caso destaca a importância do diagnóstico precoce e do planejamento cirúrgico adequado no manejo de complicações após a correção da PNMG. A marsupialização não apenas resolveu a lesão cística, como também preservou a função de produção de lágrimas da glândula, essencial para a saúde da superfície ocular. Este estudo mostrou necessidade de futuras pesquisas com populações maiores de pacientes para ajudar na validação desta técnica como abordagem padrão para casos semelhantes.
Palavras-chave: Cisto lacrimal, Marsuapilização, Membrana nictitante, Cão
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Title: Marsupialização de Cisto de Membrana Nictitante em Cão
Description:
Background: O prolapso da glândula da membrana nictitante (PGMN) é a afecção primária mais comum da terceira pálpebra.
O desenvolvimento de cistos tem sido relatado como uma possível complicação após o reposicionamento cirúrgico da glândula utilizando a técnica de Pocket.
O objetivo deste relato de caso foi descrever a técnica de marsupialização como tratamento para cisto lacrimal da membrana nictitante.
Case: Um cão Beagle macho, com seis meses de idade, apresentou histórico de massa rosada associada à membrana nictitante esquerda, causando leve desconforto ocular.
O paciente apresentou histórico prévio de correção cirúrgica bilateral do PGMN utilizando a técnica de Pocket, realizada dois meses antes por um médico veterinário de referência.
Após o procedimento, o paciente apresentou sinais progressivos de desconforto ocular, como epífora, hiperemia conjuntival, blefaroespasmo e secreção mucopurulenta.
O paciente havia sido tratado com Tobradex® (Alcon-Novartis) quatro vezes ao dia OS, sem melhora.
Durante o exame oftalmológico completo, observou-se uma massa no momento em que a membrana nictitante foi evertida, sendo ela de consistência flutuante.
Não foram observadas alterações corneanas, na câmara anterior ou em lente.
Os resultados do teste de Schirmer 1 (STT - Ophtalmos) foram: olho direito (OD) 11 mm/min e olho esquerdo (OS) 18 mm/min.
O teste da fluoresceína (Ophtalmos) foi negativo.
Foi realizada tonometria de rebote (Tonovet; Icare – Finlândia).
As pressões intraoculares foram OD 15 mm Hg e OS 14 mm Hg.
Não foram observadas alterações na fundoscopia indireta.
O exame citológico da massa foi realizado após a punção aspirativa por agulha fina, com citologia sob anestesia tópica (Anestalcon® (5 mg/mL de cloridrato de proxymetacaína – Alcon, Novartis) revelando ausência de celularidade, a cultura bacteriana foi negativa, classificando o conteúdo como líquido não séptico.
O diagnóstico foi de cisto lacrimal da membrana nictitante (CLMN), então foi optado a realização de marsupialização.
Após a cirurgia recomendou-se o uso de colar elizabetano por 15 dias.
As medicações prescritas incluíram: amoxicilina com clavulanato de potássio (22 mg/kg a cada 12 horas por 10 dias), prednisolona (0,5 mg/kg a cada 24 horas por 7 dias), tratamento oftálmico tópico com Maxidex® (dexametasona 1 mg/mL – Alcon, Novartis) quatro vezes ao dia por sete dias, Tobrex® (tobramicina 0,3% – Alcon, Novartis) quatro vezes ao dia por sete dias, e o lubrificante oftálmico Hyabak® (hialuronato de sódio 0,15% – Alcon, Novartis) três vezes ao dia por dez dias.
Discussion: O pós-operatório consistiu em avaliações recorrentes do paciente ao longo de dois anos, período no qual não foram observadas alterações estéticas, clínicas ou na produção lacrimal.
A técnica de marsupialização demonstrou ser uma abordagem segura e eficaz para o tratamento de cistos da membrana nictitante secundários à correção de PGMN pela técnica de Pocket.
Essa abordagem permitiu a preservação da glândula, preveniu a recorrência de nova cavidade cística e proporcionou um bom resultado estético.
Este caso destaca a importância do diagnóstico precoce e do planejamento cirúrgico adequado no manejo de complicações após a correção da PNMG.
A marsupialização não apenas resolveu a lesão cística, como também preservou a função de produção de lágrimas da glândula, essencial para a saúde da superfície ocular.
Este estudo mostrou necessidade de futuras pesquisas com populações maiores de pacientes para ajudar na validação desta técnica como abordagem padrão para casos semelhantes.
Palavras-chave: Cisto lacrimal, Marsuapilização, Membrana nictitante, Cão .
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