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Comparação dos resultados gestacionais entre pacientes com Síndrome Antifosfolipídeo Trombótica e gestantes com trombose venosa profunda sem Síndrome Antifosfolipídeo

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Introdução: As mulheres grávidas têm um risco quatro vezes maior para tromboembolismo em comparação a mulheres não grávidas. Entre as pacientes que apresentam trombose arterial e/ou venosa recorrente, recomenda-se a pesquisa de anticorpos antifosfolípides (aPL), como anticorpo anticardiolipina, anticoagulante lúpico, antibeta2 glicoproteína I, para o diagnóstico da Síndrome Antifosfolipídeo (SAF). Objetivo: Comparar os resultados gestacionais de pacientes que apresentaram trombose venosa profunda (TVP) sem aPL com pacientes com SAF com história de trombose vascular. Métodos: Estudo de coorte com gestantes acompanhadas em um pré-natal de alto risco que apresentaram trombose vascular. As pacientes foram divididas em dois grupos: o primeiro consistiu em gestantes que apresentaram trombose vascular com pesquisa para SAF negativa; e o segundo, pacientes com SAF. Materiais e Métodos: Coleta de dados nos prontuários, por meio de um questionário redigido pelos próprios autores. Resultados e Conclusão: Cento e cinquenta e três pacientes com trombose vascular foram incluídas no presente estudo, sendo 108 com história de trombose com aPL negativos (grupo 1) e 45 com aPL positivos (grupo 2), confirmando o diagnóstico de SAF. O grupo 2 tinha história obstétrica desfavorável em comparação com o grupo 1 (passado de 19 natimortos e 38 abortos e atuais 4 óbitos fetais no grupo 2 versus 2 óbitos fetais e 44 abortos no grupo 1). Pacientes com trombose e aPL positivos (grupo 2) apresentaram com maior frequência na gestação atual crescimento intrauterino restrito (15×4, p<0,001), parto prematuro (17 versus 8, p<0,001), oligodramnia (6 versus 2, p=0,008) e pré-eclâmpsia (9 versus 7, p=0,01). O peso médio do nascimento (2566±677 versus 3218±496, p<0,001) e a idade gestacional (36,02±3,9 versus 38,32±1,39, p<0,001) no parto foram significativamente menores no grupo 2. Conclusão: A presença de aPL em pacientes com história de trombose está associada a piores resultados gestacionais, incluindo maior incidência de pré-eclâmpsia, parto prematuro e menor peso ao nascer; enquanto a história de TVP com pesquisa para aPL negativa apresentou resultados gestacionais favoráveis. Nosso estudo sugere que a investigação para SAF é fundamental para o acompanhamento adequado de gestante com história de trombose vascular.
Title: Comparação dos resultados gestacionais entre pacientes com Síndrome Antifosfolipídeo Trombótica e gestantes com trombose venosa profunda sem Síndrome Antifosfolipídeo
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Introdução: As mulheres grávidas têm um risco quatro vezes maior para tromboembolismo em comparação a mulheres não grávidas.
Entre as pacientes que apresentam trombose arterial e/ou venosa recorrente, recomenda-se a pesquisa de anticorpos antifosfolípides (aPL), como anticorpo anticardiolipina, anticoagulante lúpico, antibeta2 glicoproteína I, para o diagnóstico da Síndrome Antifosfolipídeo (SAF).
Objetivo: Comparar os resultados gestacionais de pacientes que apresentaram trombose venosa profunda (TVP) sem aPL com pacientes com SAF com história de trombose vascular.
Métodos: Estudo de coorte com gestantes acompanhadas em um pré-natal de alto risco que apresentaram trombose vascular.
As pacientes foram divididas em dois grupos: o primeiro consistiu em gestantes que apresentaram trombose vascular com pesquisa para SAF negativa; e o segundo, pacientes com SAF.
Materiais e Métodos: Coleta de dados nos prontuários, por meio de um questionário redigido pelos próprios autores.
Resultados e Conclusão: Cento e cinquenta e três pacientes com trombose vascular foram incluídas no presente estudo, sendo 108 com história de trombose com aPL negativos (grupo 1) e 45 com aPL positivos (grupo 2), confirmando o diagnóstico de SAF.
O grupo 2 tinha história obstétrica desfavorável em comparação com o grupo 1 (passado de 19 natimortos e 38 abortos e atuais 4 óbitos fetais no grupo 2 versus 2 óbitos fetais e 44 abortos no grupo 1).
Pacientes com trombose e aPL positivos (grupo 2) apresentaram com maior frequência na gestação atual crescimento intrauterino restrito (15×4, p<0,001), parto prematuro (17 versus 8, p<0,001), oligodramnia (6 versus 2, p=0,008) e pré-eclâmpsia (9 versus 7, p=0,01).
O peso médio do nascimento (2566±677 versus 3218±496, p<0,001) e a idade gestacional (36,02±3,9 versus 38,32±1,39, p<0,001) no parto foram significativamente menores no grupo 2.
Conclusão: A presença de aPL em pacientes com história de trombose está associada a piores resultados gestacionais, incluindo maior incidência de pré-eclâmpsia, parto prematuro e menor peso ao nascer; enquanto a história de TVP com pesquisa para aPL negativa apresentou resultados gestacionais favoráveis.
Nosso estudo sugere que a investigação para SAF é fundamental para o acompanhamento adequado de gestante com história de trombose vascular.

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