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MANEJO CLÍNICO E CIRÚRGICO DA APENDICITE AGUDA NA GESTAÇÃO
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Introdução: Durante o período gestacional, período marcado por intensas transformações fisiológicas, existem condições que apresentam um maior grau de incidência. Nesse cenário, a AA está entre as causas mais prevalentes de abdome agudo no período gestacional, onde atrasos superiores a um período de 24 horas contribuem para o aumento dos riscos de perfuração e, por conseguinte, da mortalidade. Objetivo: Evidenciar o manejo clínico e cirúrgico da apendicite aguda na gestação. Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, um instrumento da prática baseada em evidências. A análise de dados foi proveniente da Biblioteca Virtual em Saúde nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE) através dos descritores indexados e não indexados (palavras-chave) nos idiomas português e inglês: “Apendicite”, “Appendicitis”, “Gestantes”, “Pregnant Women”, “Apendicectomia” e “Appendectomy”combinados entre si pelos operadores boleanos AND e OR. A partir da busca inicial, ocorrida em julho de 2024, seis (6) foram condizentes com a questão de pesquisa. Resultados e Discussão: Ao exame físico, deve-se analisar a inspeção do abdome e se este apresenta sinais de movimentação reduzida, incluindo presença de dor. A ausculta é primordial para a verificação da diminuição dos ruídos hidroaéreos, especialmente se já estiver em estágio avançado. Atualmente, tratamento considerado “padrão-ouro” é a apendicectomia laparoscópica em mulheres gestantes e não gestantes. A literatura aponta que a cirurgia não está associada a desfechos de risco materno-fetais, além dos que a patologia apresenta e, desse modo, é adequado ao manejo cirúrgico na gestação. Conclusão: De início, é fundamental a realização de um exame clínico detalhado, o qual exige atenção do profissional de saúde e escuta qualificada. Portanto, depreende-se que o encaminhamento cirúrgico é de fundamental, haja vista o aumento das taxas de morbimortalidade materno-infantil oriundas da evolução para quadros complicados.
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Lara Beatriz de Sousa Coelho
Francisco Héricles Moreira de Carvalho
Alaíde Silva Lemos
Sangella da Silva Soares
Isadora Alencar da Silva Andrade
João Pedro Tavares de Oliveira
Ingridy Dourado Rêgo
Bruno Carvalho da Silveira Soares
Maysa Mauriz de Galiza Robatini Ramos
Álvaro Henrique Silva Varão
Igor Alencar Fialho Nogueira
Berthone Colins Martins
Luiza Eduarda Lebre Góes
Title: MANEJO CLÍNICO E CIRÚRGICO DA APENDICITE AGUDA NA GESTAÇÃO
Description:
Introdução: Durante o período gestacional, período marcado por intensas transformações fisiológicas, existem condições que apresentam um maior grau de incidência.
Nesse cenário, a AA está entre as causas mais prevalentes de abdome agudo no período gestacional, onde atrasos superiores a um período de 24 horas contribuem para o aumento dos riscos de perfuração e, por conseguinte, da mortalidade.
Objetivo: Evidenciar o manejo clínico e cirúrgico da apendicite aguda na gestação.
Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, um instrumento da prática baseada em evidências.
A análise de dados foi proveniente da Biblioteca Virtual em Saúde nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE) através dos descritores indexados e não indexados (palavras-chave) nos idiomas português e inglês: “Apendicite”, “Appendicitis”, “Gestantes”, “Pregnant Women”, “Apendicectomia” e “Appendectomy”combinados entre si pelos operadores boleanos AND e OR.
A partir da busca inicial, ocorrida em julho de 2024, seis (6) foram condizentes com a questão de pesquisa.
Resultados e Discussão: Ao exame físico, deve-se analisar a inspeção do abdome e se este apresenta sinais de movimentação reduzida, incluindo presença de dor.
A ausculta é primordial para a verificação da diminuição dos ruídos hidroaéreos, especialmente se já estiver em estágio avançado.
Atualmente, tratamento considerado “padrão-ouro” é a apendicectomia laparoscópica em mulheres gestantes e não gestantes.
A literatura aponta que a cirurgia não está associada a desfechos de risco materno-fetais, além dos que a patologia apresenta e, desse modo, é adequado ao manejo cirúrgico na gestação.
Conclusão: De início, é fundamental a realização de um exame clínico detalhado, o qual exige atenção do profissional de saúde e escuta qualificada.
Portanto, depreende-se que o encaminhamento cirúrgico é de fundamental, haja vista o aumento das taxas de morbimortalidade materno-infantil oriundas da evolução para quadros complicados.
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