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Arte e ciência no século XVII: Charles Le Brun e o temperamento melancólico.

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Na tradição hipocrático-galênica, a condição de saúde estava relacionada  ao equilíbrio de humores corpóreos que, em diferentes combinações, resultavam em temperamentos. Esses temperamentos determinavam o caráter do homem, seus aspectos psicológicos, aparência física e afetos. Dos principais temperamentos (sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático), o melancólico foi considerado o mais nocivo e de alterações psíquicas mais diversificadas, sendo objeto de estudo de tratados médicos, anatômicos e representações artísticas, literárias e filosóficas em diferentes períodos históricos, desde a Antiguidade Clássica. No âmbito artístico, inspirou uma iconografia exclusiva das emoções e da constituição física e fisiognomônica dos indivíduos, fortalecendo a relação intrínseca entre a alma e o corpo, principalmente na expressão do rosto. O objetivo deste artigo é estudar como o temperamento melancólico se relacionava com a produção iconográfica do artista Charles Le Brun (1619-1690). Este estudo levou à conclusão de que Le Brun transpôs para o campo da iconografia os conhecimentos da medicina hipocrático-galênica, da fisiognomonia e anatomia relacionando os traços faciais e personalidade. Separando corpo e alma relacionou os humores ao estudo das paixões em substituição ao estudo do caráter. Além disso, ele se preocupou com aspectos teóricos da pintura.  
Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais
Title: Arte e ciência no século XVII: Charles Le Brun e o temperamento melancólico.
Description:
Na tradição hipocrático-galênica, a condição de saúde estava relacionada  ao equilíbrio de humores corpóreos que, em diferentes combinações, resultavam em temperamentos.
Esses temperamentos determinavam o caráter do homem, seus aspectos psicológicos, aparência física e afetos.
Dos principais temperamentos (sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático), o melancólico foi considerado o mais nocivo e de alterações psíquicas mais diversificadas, sendo objeto de estudo de tratados médicos, anatômicos e representações artísticas, literárias e filosóficas em diferentes períodos históricos, desde a Antiguidade Clássica.
No âmbito artístico, inspirou uma iconografia exclusiva das emoções e da constituição física e fisiognomônica dos indivíduos, fortalecendo a relação intrínseca entre a alma e o corpo, principalmente na expressão do rosto.
O objetivo deste artigo é estudar como o temperamento melancólico se relacionava com a produção iconográfica do artista Charles Le Brun (1619-1690).
Este estudo levou à conclusão de que Le Brun transpôs para o campo da iconografia os conhecimentos da medicina hipocrático-galênica, da fisiognomonia e anatomia relacionando os traços faciais e personalidade.
Separando corpo e alma relacionou os humores ao estudo das paixões em substituição ao estudo do caráter.
Além disso, ele se preocupou com aspectos teóricos da pintura.
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