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GEOQUILOMBOLAS – PLATAFORMA DE MAPEAMENTO E VISIBILIDADE DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE MATO GROSSO DO SUL
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A escravidão no Brasil durou três séculos, esse período foi marcado por diversas lutas e movimentos, no qual se pôde registrar a criação de várias manifestações de resistência. Os grupos denominados “quilombos” (em angolando “kilombo” significa fortaleza ou povoação) eram comunidades escondidas que abrigavam escravos africanos e nativos fugitivos. Dentro destes centros, os moradores se mantinham em sociedades organizadas, com seus próprios sistemas de governo (geralmente semelhantes aos tipos de governos desenvolvidos em tribos africanas) em que haviam a divisão de tarefas, treinamentos de guerreiros para defender o território e multirões para libertar escravizados nos engenhos. A presença dessas comunidades foi muito importante para a história negra e brasileira, perdurando até os dias atuais. Por muito tempo, elas foram invalidadas, invadidas e agredidas, e ainda hoje tem seus aspectos culturais apagados e a sua luta depredada. Porém, esses fatos não foram e não são impedimentos na resistência dos quilombolas, contanto que muitas comunidades ainda persistem fortes em várias regiões do Brasil. Os descendentes quilombos eram chamados de “remanescentes de quilombo”, porém no século XX, a partir da Constituição de 1988, a palavra “quilombo” passa a ser ressignificada e apresenta três características: a resistência cultural, resistência política e a resistência negra (SEPPIR, 2004). Visando apresentar a história e a resistência dos Quilombos, a proposta deste trabalho é realizar o mapeamento das vinte e duas comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), no estado de Mato Grosso do Sul. Após a realização do mapeamento, os dados obtidos foram inseridos no mapa interativo do site. Também foram disponibilizadas páginas para cada comunidade quilombola que, além da localização do território, conta e contará com informações, vídeos e imagens sobre a criação, organização, manifestações culturais, religiosas e o processo de resistência dessas comunidades. As vinte e duas comunidades quilombolas estão localizadas em quinze municípios do estado de Mato Grosso do Sul, sendo que quatro desses municípios possuem campus do IFMS: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá e Dourados.
Instituto Internacional Despertando Vocações
Title: GEOQUILOMBOLAS – PLATAFORMA DE MAPEAMENTO E VISIBILIDADE DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE MATO GROSSO DO SUL
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A escravidão no Brasil durou três séculos, esse período foi marcado por diversas lutas e movimentos, no qual se pôde registrar a criação de várias manifestações de resistência.
Os grupos denominados “quilombos” (em angolando “kilombo” significa fortaleza ou povoação) eram comunidades escondidas que abrigavam escravos africanos e nativos fugitivos.
Dentro destes centros, os moradores se mantinham em sociedades organizadas, com seus próprios sistemas de governo (geralmente semelhantes aos tipos de governos desenvolvidos em tribos africanas) em que haviam a divisão de tarefas, treinamentos de guerreiros para defender o território e multirões para libertar escravizados nos engenhos.
A presença dessas comunidades foi muito importante para a história negra e brasileira, perdurando até os dias atuais.
Por muito tempo, elas foram invalidadas, invadidas e agredidas, e ainda hoje tem seus aspectos culturais apagados e a sua luta depredada.
Porém, esses fatos não foram e não são impedimentos na resistência dos quilombolas, contanto que muitas comunidades ainda persistem fortes em várias regiões do Brasil.
Os descendentes quilombos eram chamados de “remanescentes de quilombo”, porém no século XX, a partir da Constituição de 1988, a palavra “quilombo” passa a ser ressignificada e apresenta três características: a resistência cultural, resistência política e a resistência negra (SEPPIR, 2004).
Visando apresentar a história e a resistência dos Quilombos, a proposta deste trabalho é realizar o mapeamento das vinte e duas comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), no estado de Mato Grosso do Sul.
Após a realização do mapeamento, os dados obtidos foram inseridos no mapa interativo do site.
Também foram disponibilizadas páginas para cada comunidade quilombola que, além da localização do território, conta e contará com informações, vídeos e imagens sobre a criação, organização, manifestações culturais, religiosas e o processo de resistência dessas comunidades.
As vinte e duas comunidades quilombolas estão localizadas em quinze municípios do estado de Mato Grosso do Sul, sendo que quatro desses municípios possuem campus do IFMS: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá e Dourados.
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