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A história da historiografia e o desafio do giro linguístico

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Esta exposição examina as relações entre a história da historiografia e o giro linguístico, este último tomado como um “desafio” à primeira. Inicialmente procura-se definir o que significa “o ponto de vista da história geral da historiografia”, ou seja, tomar a história da historiografia em sua inteireza, dos gregos ao presente e, em consequência, colocar sob suspeição as proclamadas “rupturas”, “cortes epistemológicos”, “revoluções”, “mutações” e “novas histórias” nos períodos recentes da história geral da historiografia; neste contexto, busca-se discutir o estatuto “científico” da história-discurso. Na segunda parte, caracterizamos o giro linguístico e a natureza do “desafio” que o mesmo vem a representar para a história da historiografia. Na terceira parte, situa-se o papel de Hayden White na formulação deste desafio e seus desdobramentos para a prática da história-discurso, ilustrando com exemplos de Hans Ulrich Gumbrecht e Peter Englund. A conclusão retoma argumentos de Siegfried Kracauer, Arnaldo Momigliano, Johan Huizinga, Carlo Ginzburg e Hayden White (este, em 2011) que, no conjunto, reforçam a importância de se considerar a história geral da historiografia como um todo (dos gregos ao presente) no tratamento da história-discurso; esta última, concebida como integrante de um “domínio intermediário” que, mesmo aspirando ao estatuto científico (compromisso com a verdade), não pode abandonar a construção da memória coletiva e o acerto de contas com o passado, daí decorrendo o caráter aproximativo do conhecimento histórico.
Title: A história da historiografia e o desafio do giro linguístico
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Esta exposição examina as relações entre a história da historiografia e o giro linguístico, este último tomado como um “desafio” à primeira.
Inicialmente procura-se definir o que significa “o ponto de vista da história geral da historiografia”, ou seja, tomar a história da historiografia em sua inteireza, dos gregos ao presente e, em consequência, colocar sob suspeição as proclamadas “rupturas”, “cortes epistemológicos”, “revoluções”, “mutações” e “novas histórias” nos períodos recentes da história geral da historiografia; neste contexto, busca-se discutir o estatuto “científico” da história-discurso.
Na segunda parte, caracterizamos o giro linguístico e a natureza do “desafio” que o mesmo vem a representar para a história da historiografia.
 Na terceira parte, situa-se o papel de Hayden White na formulação deste desafio e seus desdobramentos para a prática da história-discurso, ilustrando com exemplos de Hans Ulrich Gumbrecht e Peter Englund.
A conclusão retoma argumentos de Siegfried Kracauer, Arnaldo Momigliano, Johan Huizinga, Carlo Ginzburg e Hayden White (este, em 2011) que, no conjunto, reforçam a importância de se considerar a história geral da historiografia como um todo (dos gregos ao presente) no tratamento da história-discurso; esta última, concebida como integrante de um “domínio intermediário” que, mesmo aspirando ao estatuto científico (compromisso com a verdade), não pode abandonar a construção da memória coletiva e o acerto de contas com o passado, daí decorrendo o caráter aproximativo do conhecimento histórico.

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