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Apresentação clínica, diagnóstico e evolução do refluxo vesicoureteral primário
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Introdução: O refluxo vesicoureteral primário (RVU) é uma condição urológica caracterizada pelo fluxo retrógrado da urina da bexiga para os ureteres e rins, decorrente de um defeito congênito na junção ureterovesical. Trata-se de uma das principais causas de infecções do trato urinário (ITU) na infância e está associado a risco aumentado de cicatrizes renais, hipertensão arterial e, em casos graves, progressão para doença renal crônica. Objetivo: Revisar e sintetizar as evidências disponíveis na literatura acerca da apresentação clínica, métodos diagnósticos e evolução do refluxo vesicoureteral primário, com ênfase nos fatores prognósticos e implicações para a prática clínica. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura, incluindo artigos científicos, diretrizes clínicas e revisões sistemáticas publicados nos últimos dez anos. As buscas foram conduzidas nas bases PubMed, Scielo e Google Scholar, utilizando descritores relacionados a refluxo vesicoureteral, infecção urinária pediátrica, diagnóstico por imagem e evolução clínica. Foram incluídos estudos observacionais, ensaios clínicos e documentos de sociedades urológicas e nefrológicas que abordassem aspectos clínicos, diagnósticos e prognósticos do RVU primário. Resultados e Discussão: A literatura demonstra que a maioria dos casos de RVU primário é diagnosticada após episódios de ITU febril, especialmente em lactentes e crianças pequenas. Outras formas de apresentação incluem achados incidentais em exames de imagem ou investigação pré-natal de hidronefrose. O diagnóstico é confirmado por meio da uretrocistografia miccional (UCM), considerada o padrão-ouro, enquanto a ultrassonografia renal e vesical é utilizada como método inicial de triagem e acompanhamento. O manejo pode ser conservador, com profilaxia antibiótica e vigilância clínica, ou intervencionista, incluindo correção cirúrgica ou endoscópica, especialmente em casos de infecções recorrentes, falha do tratamento clínico ou comprometimento renal progressivo. Conclusão: O refluxo vesicoureteral primário é uma condição comum na infância, com apresentação clínica heterogênea e evolução variável. O diagnóstico precoce e a estratificação adequada do risco são essenciais para prevenir complicações renais a longo prazo. A maioria dos casos evolui favoravelmente com manejo conservador, especialmente nos graus baixos, enquanto casos selecionados se beneficiam de intervenção cirúrgica. A abordagem individualizada, baseada em evidências, é fundamental para otimizar os desfechos clínicos.
Title: Apresentação clínica, diagnóstico e evolução do refluxo vesicoureteral primário
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Introdução: O refluxo vesicoureteral primário (RVU) é uma condição urológica caracterizada pelo fluxo retrógrado da urina da bexiga para os ureteres e rins, decorrente de um defeito congênito na junção ureterovesical.
Trata-se de uma das principais causas de infecções do trato urinário (ITU) na infância e está associado a risco aumentado de cicatrizes renais, hipertensão arterial e, em casos graves, progressão para doença renal crônica.
Objetivo: Revisar e sintetizar as evidências disponíveis na literatura acerca da apresentação clínica, métodos diagnósticos e evolução do refluxo vesicoureteral primário, com ênfase nos fatores prognósticos e implicações para a prática clínica.
Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura, incluindo artigos científicos, diretrizes clínicas e revisões sistemáticas publicados nos últimos dez anos.
As buscas foram conduzidas nas bases PubMed, Scielo e Google Scholar, utilizando descritores relacionados a refluxo vesicoureteral, infecção urinária pediátrica, diagnóstico por imagem e evolução clínica.
Foram incluídos estudos observacionais, ensaios clínicos e documentos de sociedades urológicas e nefrológicas que abordassem aspectos clínicos, diagnósticos e prognósticos do RVU primário.
Resultados e Discussão: A literatura demonstra que a maioria dos casos de RVU primário é diagnosticada após episódios de ITU febril, especialmente em lactentes e crianças pequenas.
Outras formas de apresentação incluem achados incidentais em exames de imagem ou investigação pré-natal de hidronefrose.
O diagnóstico é confirmado por meio da uretrocistografia miccional (UCM), considerada o padrão-ouro, enquanto a ultrassonografia renal e vesical é utilizada como método inicial de triagem e acompanhamento.
O manejo pode ser conservador, com profilaxia antibiótica e vigilância clínica, ou intervencionista, incluindo correção cirúrgica ou endoscópica, especialmente em casos de infecções recorrentes, falha do tratamento clínico ou comprometimento renal progressivo.
Conclusão: O refluxo vesicoureteral primário é uma condição comum na infância, com apresentação clínica heterogênea e evolução variável.
O diagnóstico precoce e a estratificação adequada do risco são essenciais para prevenir complicações renais a longo prazo.
A maioria dos casos evolui favoravelmente com manejo conservador, especialmente nos graus baixos, enquanto casos selecionados se beneficiam de intervenção cirúrgica.
A abordagem individualizada, baseada em evidências, é fundamental para otimizar os desfechos clínicos.
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