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Prevalência da Automedicação no Brasil: Uma Revisão Sistemática
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Introdução: A automedicação é o ato de selecionar e usar medicamentos para tratar sintomas ou doenças de forma autorreferida (1). Quando realizada de maneira responsável, com o auxílio de aconselhamento farmacêutico, pode melhorar a qualidade de vida. No entanto, a automedicação inadequada pode causar sérios danos à saúde (2). Erros no uso de medicamentos não afetam apenas a saúde dos pacientes, mas também geram altos custos para o sistema de saúde, estimados em US $42 bilhões anuais, representando 1% das despesas totais com saúde globalmente (3). É fundamental realizar pesquisas para investigar a prevalência e as motivações por trás da automedicação no Brasil. Compreender esses aspectos reforça a importância do farmacêutico, cuja atuação é essencial na orientação dos pacientes sobre o uso responsável e seguro de medicamentos. Objetivo: Determinar a prevalência da automedicação na população brasileira. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática de acordo com as diretrizes do PRISMA. A busca por dados foi realizada em abril de 2024 nas bases de dados PubMed/Medline, Scopus, Web of Science, EMBASE e LILACS. Foram utilizados termos padronizados e não padronizados relacionados a "Brasil" e "automedicação”. Os estudos foram analisados de forma independente por dois pesquisadores, com as divergências resolvidas por consenso. Os dados extraídos incluíram autor, ano de publicação, local, duração do estudo, faixa etária, perfil da amostra, volume da amostra, período de recordação, porcentagem de automedicação e as principais classes e/ou medicamentos utilizados.Resultado: Foram obtidos dados de todas as regiões do Brasil em diferentes grupos populacionais, com destaque para os estudos realizados nas regiões Sul e Sudeste. A média de automedicação encontrada foi de 49,58%. O valor da prevalência da automedicação foi considerado elevado, embora apresentasse uma heterogeneidade significativa, com valores discrepantes. Essa variação pode estar relacionada aos diferentes períodos de recordação adotados ou às características e ao volume das amostras utilizadas. Os principais medicamentos consumidos foram analgésicos não opioides, como dipirona e paracetamol, além de anti-inflamatórios não esteroides. As queixas mais comuns foram dores em geral, e os principais fatores associados à automedicação incluíram ser do sexo feminino e relatar dores frequentes. Conclusão. A análise dos dados revelou grandes variações na prevalência da automedicação no Brasil, atribuídas à heterogeneidade dos métodos dos estudos, como períodos de recordatórios distintos e populações específicas. A prevalência foi alta, superando 50% na maioria dos estudos. Para obter dados mais consistentes, são necessários novos estudos com questionários padronizados, incluindo a população em geral e períodos de recordações uniformes.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Prevalência da Automedicação no Brasil: Uma Revisão Sistemática
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Introdução: A automedicação é o ato de selecionar e usar medicamentos para tratar sintomas ou doenças de forma autorreferida (1).
Quando realizada de maneira responsável, com o auxílio de aconselhamento farmacêutico, pode melhorar a qualidade de vida.
No entanto, a automedicação inadequada pode causar sérios danos à saúde (2).
Erros no uso de medicamentos não afetam apenas a saúde dos pacientes, mas também geram altos custos para o sistema de saúde, estimados em US $42 bilhões anuais, representando 1% das despesas totais com saúde globalmente (3).
É fundamental realizar pesquisas para investigar a prevalência e as motivações por trás da automedicação no Brasil.
Compreender esses aspectos reforça a importância do farmacêutico, cuja atuação é essencial na orientação dos pacientes sobre o uso responsável e seguro de medicamentos.
Objetivo: Determinar a prevalência da automedicação na população brasileira.
Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática de acordo com as diretrizes do PRISMA.
A busca por dados foi realizada em abril de 2024 nas bases de dados PubMed/Medline, Scopus, Web of Science, EMBASE e LILACS.
Foram utilizados termos padronizados e não padronizados relacionados a "Brasil" e "automedicação”.
Os estudos foram analisados de forma independente por dois pesquisadores, com as divergências resolvidas por consenso.
Os dados extraídos incluíram autor, ano de publicação, local, duração do estudo, faixa etária, perfil da amostra, volume da amostra, período de recordação, porcentagem de automedicação e as principais classes e/ou medicamentos utilizados.
Resultado: Foram obtidos dados de todas as regiões do Brasil em diferentes grupos populacionais, com destaque para os estudos realizados nas regiões Sul e Sudeste.
A média de automedicação encontrada foi de 49,58%.
O valor da prevalência da automedicação foi considerado elevado, embora apresentasse uma heterogeneidade significativa, com valores discrepantes.
Essa variação pode estar relacionada aos diferentes períodos de recordação adotados ou às características e ao volume das amostras utilizadas.
Os principais medicamentos consumidos foram analgésicos não opioides, como dipirona e paracetamol, além de anti-inflamatórios não esteroides.
As queixas mais comuns foram dores em geral, e os principais fatores associados à automedicação incluíram ser do sexo feminino e relatar dores frequentes.
Conclusão.
A análise dos dados revelou grandes variações na prevalência da automedicação no Brasil, atribuídas à heterogeneidade dos métodos dos estudos, como períodos de recordatórios distintos e populações específicas.
A prevalência foi alta, superando 50% na maioria dos estudos.
Para obter dados mais consistentes, são necessários novos estudos com questionários padronizados, incluindo a população em geral e períodos de recordações uniformes.
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