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Alta prevalência de automedicação em estudantes do terceiro ano de uma escola pública em Campos dos Goytacazes
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A automedicação é uma prática cultural no Brasil e quando realizada de forma irresponsável eventuais riscos à saúde podem ocorrer. A análise de dados sobre a conduta de adolescentes quanto ao uso de medicamentos permite minimizar efeitos indesejáveis e fomentar benefícios possíveis, como autocuidado efetivo. O objetivo do estudo foi analisar a prevalência, causas e efeitos dessa prática em estudantes do terceiro ano de uma escola pública, em Campos dos Goytacazes, no ano de 2022. Este é um estudo transversal, com aplicação de questionário na escola. Foram convidados 160 alunos e excluídos os que não contemplavam a faixa etária de 17 a 19 anos, ou não informaram a idade, os faltantes e os que não apresentaram o TCLE assinado, totalizando, por fim, 41 participantes. Os dados foram analisados utilizando o programa Microsoft Excel®. A idade média dos participantes foi 17,854± 0,69. Do total, 17 (42,5%) eram do sexo masculino e 31 (75,6%) relataram consumo de um ou mais medicamentos sem prescrição, sendo que 30 (88,3%) afirmaram ter melhorado pelo menos 75%. Os medicamentos mais usados foram Dipirona, citada por 19 (59,3%), Dorflex (associação de dipirona, orfenadrina e cafeína), consumido por 8 (25%), além de Cimegripe (associação de paracetamol, fenilefrina e clorfeniramina), utilizado por 6 (19%). Antibióticos foram citados por 4 (12,5%). Destaca-se que 23 (71,8%) utilizaram medicamentos para alívio da dor. Em relação às indicações, 20 (60,6%) afirmaram que as substâncias foram recomendadas pela mãe, 12 (36,4%) referiram uso de forma autônoma, indicadas pelo próprio aluno, e 5 (15,2%) receberam auxílio do farmacêutico. Entre os principais motivos, 25 (78,1%) evidenciaram ter experiência prévia com o medicamento, 13 (40,6%) reconheceram ter sintomas leves, desconsiderando uma consulta médica, e 7 (21,9%) consideravam prático adquirir um medicamento diretamente na farmácia. Além disso, 28 (68,3%) afirmaram ter usado álcool e 12 (30%) cigarro neste ano. Quanto ao evento adverso, 3 (8,8%) descreveram a ocorrência de problemas de saúde após uso do medicamento. Ao serem questionados sobre o uso racional da medicação, 27 (73%) conferem a data de validade e apenas 6 (17,1%) julgam a possibilidade do medicamento causar dano. Os estudantes são assertivos quanto a afirmativa de que é correto o uso de celular para criar alarmes com horários adequados a fim de tomar os medicamentos no horário correto, 39 (95,1%); procurar um profissional de saúde em caso de dúvidas, 36 (87,8%); mas 5 (12,2%) consideravam correto usar um medicamento indicado por alguém que não seja da área da saúde. A participação das mães como orientadoras da automedicação foi considerável, o que contribui para que essa prática perpetue entre gerações. A avaliação de que é aceitável usar medicamentos não prescritos por profissionais de saúde demonstra maior suscetibilidade a riscos que variam em gravidade. A automedicação pode resultar em pequenas reações alérgicas, intoxicação, resistência bacteriana e até óbito. Assim, faz-se necessária melhor educação dos adolescentes sobre o uso correto de medicamentos. A prevalência da automedicação foi elevada, o que sustenta a necessidade da abordagem do tema, para edificar condutas que espelham uso racional de medicamentos, zelando pela saúde pública.
Title: Alta prevalência de automedicação em estudantes do terceiro ano de uma escola pública em Campos dos Goytacazes
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A automedicação é uma prática cultural no Brasil e quando realizada de forma irresponsável eventuais riscos à saúde podem ocorrer.
A análise de dados sobre a conduta de adolescentes quanto ao uso de medicamentos permite minimizar efeitos indesejáveis e fomentar benefícios possíveis, como autocuidado efetivo.
O objetivo do estudo foi analisar a prevalência, causas e efeitos dessa prática em estudantes do terceiro ano de uma escola pública, em Campos dos Goytacazes, no ano de 2022.
Este é um estudo transversal, com aplicação de questionário na escola.
Foram convidados 160 alunos e excluídos os que não contemplavam a faixa etária de 17 a 19 anos, ou não informaram a idade, os faltantes e os que não apresentaram o TCLE assinado, totalizando, por fim, 41 participantes.
Os dados foram analisados utilizando o programa Microsoft Excel®.
A idade média dos participantes foi 17,854± 0,69.
Do total, 17 (42,5%) eram do sexo masculino e 31 (75,6%) relataram consumo de um ou mais medicamentos sem prescrição, sendo que 30 (88,3%) afirmaram ter melhorado pelo menos 75%.
Os medicamentos mais usados foram Dipirona, citada por 19 (59,3%), Dorflex (associação de dipirona, orfenadrina e cafeína), consumido por 8 (25%), além de Cimegripe (associação de paracetamol, fenilefrina e clorfeniramina), utilizado por 6 (19%).
Antibióticos foram citados por 4 (12,5%).
Destaca-se que 23 (71,8%) utilizaram medicamentos para alívio da dor.
Em relação às indicações, 20 (60,6%) afirmaram que as substâncias foram recomendadas pela mãe, 12 (36,4%) referiram uso de forma autônoma, indicadas pelo próprio aluno, e 5 (15,2%) receberam auxílio do farmacêutico.
Entre os principais motivos, 25 (78,1%) evidenciaram ter experiência prévia com o medicamento, 13 (40,6%) reconheceram ter sintomas leves, desconsiderando uma consulta médica, e 7 (21,9%) consideravam prático adquirir um medicamento diretamente na farmácia.
Além disso, 28 (68,3%) afirmaram ter usado álcool e 12 (30%) cigarro neste ano.
Quanto ao evento adverso, 3 (8,8%) descreveram a ocorrência de problemas de saúde após uso do medicamento.
Ao serem questionados sobre o uso racional da medicação, 27 (73%) conferem a data de validade e apenas 6 (17,1%) julgam a possibilidade do medicamento causar dano.
Os estudantes são assertivos quanto a afirmativa de que é correto o uso de celular para criar alarmes com horários adequados a fim de tomar os medicamentos no horário correto, 39 (95,1%); procurar um profissional de saúde em caso de dúvidas, 36 (87,8%); mas 5 (12,2%) consideravam correto usar um medicamento indicado por alguém que não seja da área da saúde.
A participação das mães como orientadoras da automedicação foi considerável, o que contribui para que essa prática perpetue entre gerações.
A avaliação de que é aceitável usar medicamentos não prescritos por profissionais de saúde demonstra maior suscetibilidade a riscos que variam em gravidade.
A automedicação pode resultar em pequenas reações alérgicas, intoxicação, resistência bacteriana e até óbito.
Assim, faz-se necessária melhor educação dos adolescentes sobre o uso correto de medicamentos.
A prevalência da automedicação foi elevada, o que sustenta a necessidade da abordagem do tema, para edificar condutas que espelham uso racional de medicamentos, zelando pela saúde pública.
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