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Desafios a serem vencidos pelo docente do século XXI

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São muitos os desafios enfrentados pelo docente, quando se trata de usar as Tecnologias Digitais na Educação (TDE), mas neste momento serão destacados apenas três deles. O primeiro a ser observado é a escassez da moeda mais preciosa que se tem, o tempo. Santos (2022) diz que esse é um ativo em falta para o professor, já que normalmente trabalha em mais de uma escola, tendo sempre que levar serviço para casa como, por exemplo, planejamento de aulas, correção de atividades, lançamento de notas on-line etc. Dessa forma, para ele pesquisar formas inovadoras de ensinar adequadas à diversidade de alunos que tem, precisa dispor de tempo de maturação, coleta de dados e seleção apurada para adaptar o que for garimpado ao que se pretende ensinar. Precisa de tempo também para identificar o interesse dos alunos aproximando-se da realidade que vivem, para saber do que gostam de ouvir, de ler, que redes sociais mais utilizam, que perfil gostam de seguir ou que conteúdo produzem para seus seguidores. Ouvir os alunos é um fator primordial para que se entenda o que pode tornar o aprendizado mais interessante e efetivo para eles. Além disso, a falta de tempo é um limitador para o professor participar de formações continuadas, já que não pode utilizar o horário de trabalho para se atualizar quanto ao uso das TDE. Para resolver esse problema precisaria ter oferta de cursos híbridos ou totalmente on-line e dispor de algum tempo reservado ao convívio com sua família ou ao descanso, para estudar. Tem-se como segundo desafio a carência de inclusão digital. Para Moran (2013) a sociedade está em permanente transformação, o que a faz experimentar diariamente obstáculos difíceis, ao passo que a educação se mantém tradicional, repetitiva e nada atraente para o aluno. Segundo Falcão e Mill (2019), grande parte dos docentes parecem desinformados quanto à evolução das TDE e sua importância para o aprendizado. Não é mais possível que a inclusão tecnológica seja ignorada pelos docentes (BERTOLETTI e CAMARGO, 2016 apud SANTOS e RUDNIK, 2022). Em harmonia com esse pensamento, Barbosa (2008) diz que a utilidade dos smartphones e das redes sociais, que fazem parte da rotina diária tanto de professores quanto de alunos durante várias horas por dia, pode ir muito além do entretenimento. Eles carregam em si, com a curadoria do professor e sua autonomia na produção de conteúdo audiovisual, possibilidade de serem importantes instrumentos na construção do conhecimento, instigando a curiosidade e despertando o prazer em aprender. Fofonca (2018 apud SANTOS e RUDNIK, 2022) acredita que a inclusão midiática do docente é possível, a partir de sua decisão em buscar treinamento para aprender a lidar com as TDE em um viés pedagógico. Dessa forma, se apropriará de estratégias para utilizar o celular e as redes sociais como ferramentas que instigam a aquisição do conhecimento de forma ubíqua, alcançando um número maior de estudantes. Com a informação na palma da mão, os alunos poderão ver e rever o conteúdo trabalhado na disciplina, no horário disponível e em qualquer lugar que tiver acesso a um smartphone conectado à internet. As redes unem pessoas com os mesmos objetivos, permitindo a sociabilidade e a potencialização da aprendizagem, fazendo com que ela se torne mais interessante e menos cansativa (SANTOS e RUDNIK, 2022). Faz-se necessário, então, que haja a alfabetização midiática do professor para que se aproprie dessas ferramentas com fluidez, elevando o processo educacional (DEDONÉ, 2022). O último desafio a ser citado, mas não o menos importante, é a falta de motivação do docente para incorporar o ensino híbrido no planejamento das aulas. Nessa modalidade de ensino, segundo Bacich; Tanzi Neto e Trevisani (2015b), pode-se convergir os dois modelos de aprendizagem: o presencial e o on-line, utilizando as TDE. Contudo, para que o professor que é considerado um imigrante digital possa repensar seu modo tradicional de ensino, agregando o modelo híbrido a suas aulas, é imprescindível que ele seja alfabetizado digitalmente, de forma que se sinta seguro ao utilizar as novas tecnologias. Lima e Moura (2015) dizem que, “[...] os professores devem investir na sua formação e ampliar os seus horizontes. Não podemos continuar fazendo mais do mesmo. É preciso inovar, Motivar. Encantar. Inspirar.” O medo do novo não pode impedir uma mudança de postura no tocante ao uso das tecnologias. É fato que não existe uma fórmula mágica para salvar a educação, mas precisa-se refletir sobre a possibilidade de o ensino híbrido criar um ambiente favorável para a aprendizagem, com o uso das tecnologias como apoio aos professores, fazendo com que todos estejam motivados e felizes (LIMA e MOURA, 2015). Não se pode pensar nessa metodologia como algo que veio exterminar as aulas expositivas, mas sim ressignificá-la, fazendo-a tornar-se mais dinâmica, mesclando diversos tipos de atividades, a partir do que se pretende aprender (BACICH; TANZI NETO e TREVISANI, 2015b).
Title: Desafios a serem vencidos pelo docente do século XXI
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São muitos os desafios enfrentados pelo docente, quando se trata de usar as Tecnologias Digitais na Educação (TDE), mas neste momento serão destacados apenas três deles.
O primeiro a ser observado é a escassez da moeda mais preciosa que se tem, o tempo.
Santos (2022) diz que esse é um ativo em falta para o professor, já que normalmente trabalha em mais de uma escola, tendo sempre que levar serviço para casa como, por exemplo, planejamento de aulas, correção de atividades, lançamento de notas on-line etc.
Dessa forma, para ele pesquisar formas inovadoras de ensinar adequadas à diversidade de alunos que tem, precisa dispor de tempo de maturação, coleta de dados e seleção apurada para adaptar o que for garimpado ao que se pretende ensinar.
Precisa de tempo também para identificar o interesse dos alunos aproximando-se da realidade que vivem, para saber do que gostam de ouvir, de ler, que redes sociais mais utilizam, que perfil gostam de seguir ou que conteúdo produzem para seus seguidores.
Ouvir os alunos é um fator primordial para que se entenda o que pode tornar o aprendizado mais interessante e efetivo para eles.
Além disso, a falta de tempo é um limitador para o professor participar de formações continuadas, já que não pode utilizar o horário de trabalho para se atualizar quanto ao uso das TDE.
Para resolver esse problema precisaria ter oferta de cursos híbridos ou totalmente on-line e dispor de algum tempo reservado ao convívio com sua família ou ao descanso, para estudar.
Tem-se como segundo desafio a carência de inclusão digital.
Para Moran (2013) a sociedade está em permanente transformação, o que a faz experimentar diariamente obstáculos difíceis, ao passo que a educação se mantém tradicional, repetitiva e nada atraente para o aluno.
Segundo Falcão e Mill (2019), grande parte dos docentes parecem desinformados quanto à evolução das TDE e sua importância para o aprendizado.
Não é mais possível que a inclusão tecnológica seja ignorada pelos docentes (BERTOLETTI e CAMARGO, 2016 apud SANTOS e RUDNIK, 2022).
Em harmonia com esse pensamento, Barbosa (2008) diz que a utilidade dos smartphones e das redes sociais, que fazem parte da rotina diária tanto de professores quanto de alunos durante várias horas por dia, pode ir muito além do entretenimento.
Eles carregam em si, com a curadoria do professor e sua autonomia na produção de conteúdo audiovisual, possibilidade de serem importantes instrumentos na construção do conhecimento, instigando a curiosidade e despertando o prazer em aprender.
Fofonca (2018 apud SANTOS e RUDNIK, 2022) acredita que a inclusão midiática do docente é possível, a partir de sua decisão em buscar treinamento para aprender a lidar com as TDE em um viés pedagógico.
Dessa forma, se apropriará de estratégias para utilizar o celular e as redes sociais como ferramentas que instigam a aquisição do conhecimento de forma ubíqua, alcançando um número maior de estudantes.
Com a informação na palma da mão, os alunos poderão ver e rever o conteúdo trabalhado na disciplina, no horário disponível e em qualquer lugar que tiver acesso a um smartphone conectado à internet.
As redes unem pessoas com os mesmos objetivos, permitindo a sociabilidade e a potencialização da aprendizagem, fazendo com que ela se torne mais interessante e menos cansativa (SANTOS e RUDNIK, 2022).
Faz-se necessário, então, que haja a alfabetização midiática do professor para que se aproprie dessas ferramentas com fluidez, elevando o processo educacional (DEDONÉ, 2022).
O último desafio a ser citado, mas não o menos importante, é a falta de motivação do docente para incorporar o ensino híbrido no planejamento das aulas.
Nessa modalidade de ensino, segundo Bacich; Tanzi Neto e Trevisani (2015b), pode-se convergir os dois modelos de aprendizagem: o presencial e o on-line, utilizando as TDE.
Contudo, para que o professor que é considerado um imigrante digital possa repensar seu modo tradicional de ensino, agregando o modelo híbrido a suas aulas, é imprescindível que ele seja alfabetizado digitalmente, de forma que se sinta seguro ao utilizar as novas tecnologias.
Lima e Moura (2015) dizem que, “[.
] os professores devem investir na sua formação e ampliar os seus horizontes.
Não podemos continuar fazendo mais do mesmo.
É preciso inovar, Motivar.
Encantar.
Inspirar.
” O medo do novo não pode impedir uma mudança de postura no tocante ao uso das tecnologias.
É fato que não existe uma fórmula mágica para salvar a educação, mas precisa-se refletir sobre a possibilidade de o ensino híbrido criar um ambiente favorável para a aprendizagem, com o uso das tecnologias como apoio aos professores, fazendo com que todos estejam motivados e felizes (LIMA e MOURA, 2015).
Não se pode pensar nessa metodologia como algo que veio exterminar as aulas expositivas, mas sim ressignificá-la, fazendo-a tornar-se mais dinâmica, mesclando diversos tipos de atividades, a partir do que se pretende aprender (BACICH; TANZI NETO e TREVISANI, 2015b).

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