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Transposição didática interna na educação de jovens e adultos: um estudo sobre a ótica do professor no ensino de equações do 1º grau.
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Esta pesquisa tem como objetivo principal analisar as percepções do professor que ensina matemática, sobre aspectos do processo de transposição didática interna realizado em torno do saber das equações do 1º grau, por um professor do 7º ano do Ensino Fundamental no Centro de Educação de Jovens e Adultos do município de São José dos Cordeiros – PB. Como professores neste mesmo Centro, temos aprendido muito sobre o desafio de ensinar na Educação de Jovens e Adultos. Os desafios são diversos, dentre eles o processo de planejamento das aulas, que pressupõe fazer algumas adaptações, pois em nossa realidade nem sempre os livros didáticos fornecidos dão conta dos contextos e significados exigidos para a EJA, tornando-se obsoletos. No caso do CEJA, observamos duas realidades atípicas: 1. Não fornecimento de livros didáticos; 2. Professores de outras disciplinas lecionando matemática para complementar a carga horária. A constatação desse fato nos motivou a entender melhor como esses professores dão conta desse processo de transposição. A noção de transposição didática idealizada por Yves Chevallard postula que os saberes passam por processos de transformação. Nossa questão de pesquisa é: quais as percepções do professor no processo de transposição didática interna do saber das equações do 1º grau no 7º ano no Centro de Educação de Jovens Adultos? Utilizamos como referencial principal as ideias de Chevallard (1991;1997). Optamos por uma metodologia de cunho qualitativo e exploratório, pois nosso foco estava na compreensão da percepção do processo transpositivo em realidade específica por um professor específico. Para este estudo, realizamos uma análise documental das expectativas de documentos oficiais para o ensino de Matemática na EJA e um questionário aplicado com um professor do CEJA em São José dos Cordeiros. Os resultados indicam que a falta de diretrizes curriculares especificas para o contexto que estudamos, aliadas a falta de capacitação, criam para o professor um cenário de incertezas. Essas incertezas são reveladas principalmente no processo de transposição interna, que está intimamente relacionado à epistemologia do professor. Nosso sujeito declarou que as adaptações que ele faz no conteúdo estão relacionadas à sua compreensão da utilização da matemática no conteúdo, além de considerar o nível dos alunos e o tempo didático.
Title: Transposição didática interna na educação de jovens e adultos: um estudo sobre a ótica do professor no ensino de equações do 1º grau.
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Esta pesquisa tem como objetivo principal analisar as percepções do professor que ensina matemática, sobre aspectos do processo de transposição didática interna realizado em torno do saber das equações do 1º grau, por um professor do 7º ano do Ensino Fundamental no Centro de Educação de Jovens e Adultos do município de São José dos Cordeiros – PB.
Como professores neste mesmo Centro, temos aprendido muito sobre o desafio de ensinar na Educação de Jovens e Adultos.
Os desafios são diversos, dentre eles o processo de planejamento das aulas, que pressupõe fazer algumas adaptações, pois em nossa realidade nem sempre os livros didáticos fornecidos dão conta dos contextos e significados exigidos para a EJA, tornando-se obsoletos.
No caso do CEJA, observamos duas realidades atípicas: 1.
Não fornecimento de livros didáticos; 2.
Professores de outras disciplinas lecionando matemática para complementar a carga horária.
A constatação desse fato nos motivou a entender melhor como esses professores dão conta desse processo de transposição.
A noção de transposição didática idealizada por Yves Chevallard postula que os saberes passam por processos de transformação.
Nossa questão de pesquisa é: quais as percepções do professor no processo de transposição didática interna do saber das equações do 1º grau no 7º ano no Centro de Educação de Jovens Adultos? Utilizamos como referencial principal as ideias de Chevallard (1991;1997).
Optamos por uma metodologia de cunho qualitativo e exploratório, pois nosso foco estava na compreensão da percepção do processo transpositivo em realidade específica por um professor específico.
Para este estudo, realizamos uma análise documental das expectativas de documentos oficiais para o ensino de Matemática na EJA e um questionário aplicado com um professor do CEJA em São José dos Cordeiros.
Os resultados indicam que a falta de diretrizes curriculares especificas para o contexto que estudamos, aliadas a falta de capacitação, criam para o professor um cenário de incertezas.
Essas incertezas são reveladas principalmente no processo de transposição interna, que está intimamente relacionado à epistemologia do professor.
Nosso sujeito declarou que as adaptações que ele faz no conteúdo estão relacionadas à sua compreensão da utilização da matemática no conteúdo, além de considerar o nível dos alunos e o tempo didático.
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