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Perfil de consumo de medicamentos antimicrobianos em um hospital público referência em Oncologia
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Introdução: Os antimicrobianos (ATM) são os fármacos mais comumente prescritos em hospitais. Estima-se que 25% a 35% dos pacientes hospitalizados recebem antimicrobianos para tratamento de infecções ou profilaxia cirúrgica durante a internação. Considera-se que 30% dos custos da farmácia hospitalar estejam relacionados com o uso desses medicamentos. O uso indiscriminado de antimicrobianos contribui para o desenvolvimento de resistência bacteriana. Além disso, o uso abusivo desses fármacos pode originar bactérias multirresistentes, definidas como aquelas não suscetíveis a, pelo menos, um agente em três ou mais categorias de antimicrobianos. Cada vez mais é observada a ocorrência de infecções decorrentes de microrganismos multidroga resistentes (MDR). Caso não seja tomada nenhuma medida efetiva, a perspectiva é que a mortalidade, nestes casos, alcance 10 milhões de pessoas até 2050. A gestão do uso de antimicrobianos é indispensável para limitar o desenvolvimento da resistência. Objetivos: Analisar o perfil de consumo de antimicrobianos e destacar os grupos de maior prevalência de um hospital público do estado Pará, referência em oncologia, no período de abril de 2022 a abril de 2023. Material e Método: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo realizado em um hospital público estadual, localizado em Belém do Pará, para conhecer o perfil de consumo de antimicrobianos por pacientes internados em unidades de internação e pronto atendimento para adultos, no período de abril de 2022 a abril de 2023. O hospital em estudo possui 252 leitos classificado como um hospital de grande porte. Estruturado em Centro de Tratamento Intensivo (CTI), Bloco Cirúrgico, Unidades de internação e Pronto Atendimento. Resultados: Durante o período analisado, foram consumidos 194.265 medicamentos antimicrobianos foram consumidos durante o período do estudo. Foram analisados oito agentes antimicrobianos de uso sistêmico, nas preparações para uso parenteral, sendo sete antibióticos e um antifúngico. Durante o período de estudo, o antimicrobiano mais consumido no hospital foi a Sulfametoxazol + Trimetoprima (18,5 %) seguido dos Ceftriaxona (11,73%), Meropenem (11,10%), Piperacilina Sódica + Tazobactam Sódico (10,56%), Ciprofloxacino v.o (10,40%), Ciprofloxacino iv, (5,46%), Metronidazol iv (4,85%), Cefepima (4,70%) e Cefazolina (3,17%). Esses grupos foram responsáveis por aproximadamente 80% do consumo dos antimicrobianos selecionados. Ao realizar a análise por grupo de antimicrobianos, os mais consumidos foram Cefalosporinas (26,45%), Penicilinas (16,02%), Polimixinas (11,73%), Glicopeptídeos (11,10%) e Macrolídeos (10,44%). Discussão e Conclusões: Análise dos dados de consumo de antimicrobianos de uma instituição hospitalar permite direcionar intervenções específicas e apontar o uso inadequado ou abusivo, visando o uso racional dessa classe de fármacos. Além de contribuir para conter a disseminação da resistência bacteriana a estes medicamentos.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Perfil de consumo de medicamentos antimicrobianos em um hospital público referência em Oncologia
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Introdução: Os antimicrobianos (ATM) são os fármacos mais comumente prescritos em hospitais.
Estima-se que 25% a 35% dos pacientes hospitalizados recebem antimicrobianos para tratamento de infecções ou profilaxia cirúrgica durante a internação.
Considera-se que 30% dos custos da farmácia hospitalar estejam relacionados com o uso desses medicamentos.
O uso indiscriminado de antimicrobianos contribui para o desenvolvimento de resistência bacteriana.
Além disso, o uso abusivo desses fármacos pode originar bactérias multirresistentes, definidas como aquelas não suscetíveis a, pelo menos, um agente em três ou mais categorias de antimicrobianos.
Cada vez mais é observada a ocorrência de infecções decorrentes de microrganismos multidroga resistentes (MDR).
Caso não seja tomada nenhuma medida efetiva, a perspectiva é que a mortalidade, nestes casos, alcance 10 milhões de pessoas até 2050.
A gestão do uso de antimicrobianos é indispensável para limitar o desenvolvimento da resistência.
Objetivos: Analisar o perfil de consumo de antimicrobianos e destacar os grupos de maior prevalência de um hospital público do estado Pará, referência em oncologia, no período de abril de 2022 a abril de 2023.
Material e Método: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo realizado em um hospital público estadual, localizado em Belém do Pará, para conhecer o perfil de consumo de antimicrobianos por pacientes internados em unidades de internação e pronto atendimento para adultos, no período de abril de 2022 a abril de 2023.
O hospital em estudo possui 252 leitos classificado como um hospital de grande porte.
Estruturado em Centro de Tratamento Intensivo (CTI), Bloco Cirúrgico, Unidades de internação e Pronto Atendimento.
Resultados: Durante o período analisado, foram consumidos 194.
265 medicamentos antimicrobianos foram consumidos durante o período do estudo.
Foram analisados oito agentes antimicrobianos de uso sistêmico, nas preparações para uso parenteral, sendo sete antibióticos e um antifúngico.
Durante o período de estudo, o antimicrobiano mais consumido no hospital foi a Sulfametoxazol + Trimetoprima (18,5 %) seguido dos Ceftriaxona (11,73%), Meropenem (11,10%), Piperacilina Sódica + Tazobactam Sódico (10,56%), Ciprofloxacino v.
o (10,40%), Ciprofloxacino iv, (5,46%), Metronidazol iv (4,85%), Cefepima (4,70%) e Cefazolina (3,17%).
Esses grupos foram responsáveis por aproximadamente 80% do consumo dos antimicrobianos selecionados.
Ao realizar a análise por grupo de antimicrobianos, os mais consumidos foram Cefalosporinas (26,45%), Penicilinas (16,02%), Polimixinas (11,73%), Glicopeptídeos (11,10%) e Macrolídeos (10,44%).
Discussão e Conclusões: Análise dos dados de consumo de antimicrobianos de uma instituição hospitalar permite direcionar intervenções específicas e apontar o uso inadequado ou abusivo, visando o uso racional dessa classe de fármacos.
Além de contribuir para conter a disseminação da resistência bacteriana a estes medicamentos.
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