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Uso de antimicrobianos em complicações ginecológicas e obstétricas de um hospital universitário
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Introdução: Os antimicrobianos constituem uma das classes medicamentosas mais relevantes, comumente prescritas no ambiente hospitalar. Na atualidade, é crescente a preocupação com o seu uso disseminado, principalmente devido à emergência de cepas resistentes, associada ao aumento da virulência bacteriana – e esse fato se estende ao atendimento obstétrico e ginecológico. Seu uso irracional está intimamente ligado ao aumento da prevalência de agravos que comprometem a evolução puerperal satisfatória, prolongam o tempo de hospitalização, aumentam os gastos com saúde e por vezes o desfecho clínico é o óbito. Desta maneira, a atuação do farmacêutico se configura como uma barreira importante neste processo, visto que o uso racional de medicamentos é uma preocupação mundial, principalmente com a classe dos antimicrobianos, pois estes influenciam não apenas o paciente em tratamento, mas todo o ecossistema onde ele está inserido. Objetivo: Apresentar os principais antimicrobianos utilizados em complicações ginecológicas e obstétricas e sua a indicação de uso, para pacientes internados em um hospital universitário. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido em um Hospital Universitário de grande porte. O instrumento de pesquisa foram as fichas de controle de antimicrobianos, recebidas pela Farmácia de Dispensação Individualizada das enfermarias de ginecologia e obstetrícia referente aos meses de Março e Abril de 2019, as quais são diariamente enviadas à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar para avaliação. Os dados coletados incluíram idade, antimicrobiano prescrito e indicação do tratamento (se profilático ou terapêutico), estes foram analisados pelo software Microsoft® Excel 2010 onde, calculou-se média e frequência. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do hospital, sob o n°01206918.3.000.8807. Resultados: Foram analisadas 160 fichas, somando um total de 20 diferentes antimicrobianos prescritos, correspondendo a 133 pacientes. Nenhuma ficha do período escolhido foi excluída deste estudo, sendo que apenas 31 delas apresentaram o campo de idade preenchido. Verificou-se que a idade dos pacientes variou entre 18 a 85 anos, com uma média de 41,94. Dessas fichas, 46,88% (n=75) apresentavam indicação de uso terapêutico, 36,88% (n=59) como profilaxia e 16,25% (n=26) com indicação indefinida. Foi identificada a prevalência dos seguintes antimicrobianos: Clindamicina 25,00% (n=40), Gentamicina 22,50% (n=36) e Ampicilina 14,38% (n=23), seguido de Ciprofloxacino 11,88% (n=19), Cefalotina 9,38% (n=15), Piperacilina-Tazobactam 8,13% (n=13), Metronidazol 8,13% (n=13) e Azitromicina 6,25% (n=10). Conclusão: Estudos de utilização de antimicrobianos em populações específicas proporcionam o conhecimento de aspectos relacionados à qualidade da terapia, permitindo identificar problemas, implantar medidas corretivas e educativas, além de avaliar o impacto da adoção dessas medidas.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Uso de antimicrobianos em complicações ginecológicas e obstétricas de um hospital universitário
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Introdução: Os antimicrobianos constituem uma das classes medicamentosas mais relevantes, comumente prescritas no ambiente hospitalar.
Na atualidade, é crescente a preocupação com o seu uso disseminado, principalmente devido à emergência de cepas resistentes, associada ao aumento da virulência bacteriana – e esse fato se estende ao atendimento obstétrico e ginecológico.
Seu uso irracional está intimamente ligado ao aumento da prevalência de agravos que comprometem a evolução puerperal satisfatória, prolongam o tempo de hospitalização, aumentam os gastos com saúde e por vezes o desfecho clínico é o óbito.
Desta maneira, a atuação do farmacêutico se configura como uma barreira importante neste processo, visto que o uso racional de medicamentos é uma preocupação mundial, principalmente com a classe dos antimicrobianos, pois estes influenciam não apenas o paciente em tratamento, mas todo o ecossistema onde ele está inserido.
Objetivo: Apresentar os principais antimicrobianos utilizados em complicações ginecológicas e obstétricas e sua a indicação de uso, para pacientes internados em um hospital universitário.
Metodologia: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido em um Hospital Universitário de grande porte.
O instrumento de pesquisa foram as fichas de controle de antimicrobianos, recebidas pela Farmácia de Dispensação Individualizada das enfermarias de ginecologia e obstetrícia referente aos meses de Março e Abril de 2019, as quais são diariamente enviadas à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar para avaliação.
Os dados coletados incluíram idade, antimicrobiano prescrito e indicação do tratamento (se profilático ou terapêutico), estes foram analisados pelo software Microsoft® Excel 2010 onde, calculou-se média e frequência.
O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do hospital, sob o n°01206918.
3.
000.
8807.
Resultados: Foram analisadas 160 fichas, somando um total de 20 diferentes antimicrobianos prescritos, correspondendo a 133 pacientes.
Nenhuma ficha do período escolhido foi excluída deste estudo, sendo que apenas 31 delas apresentaram o campo de idade preenchido.
Verificou-se que a idade dos pacientes variou entre 18 a 85 anos, com uma média de 41,94.
Dessas fichas, 46,88% (n=75) apresentavam indicação de uso terapêutico, 36,88% (n=59) como profilaxia e 16,25% (n=26) com indicação indefinida.
Foi identificada a prevalência dos seguintes antimicrobianos: Clindamicina 25,00% (n=40), Gentamicina 22,50% (n=36) e Ampicilina 14,38% (n=23), seguido de Ciprofloxacino 11,88% (n=19), Cefalotina 9,38% (n=15), Piperacilina-Tazobactam 8,13% (n=13), Metronidazol 8,13% (n=13) e Azitromicina 6,25% (n=10).
Conclusão: Estudos de utilização de antimicrobianos em populações específicas proporcionam o conhecimento de aspectos relacionados à qualidade da terapia, permitindo identificar problemas, implantar medidas corretivas e educativas, além de avaliar o impacto da adoção dessas medidas.
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