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Avaliação da necessidade de ajuste de dose dos antimicrobianos em pacientes transplantados renais

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Introdução: Atualmente a Doença Renal Crônica, é considerada um problema global de saúde pública, atingindo cerca de 8-16% da população a nível mundial. Esta doença é caracterizada pela perda progressiva e irreversível da função renal, tendo como principais morbidades associadas ao seu desenvolvimento a hipertensão arterial sistêmica e a diabetes mellitus. A detecção precoce da doença renal e condutas terapêuticas apropriadas para retardar a sua progressão pode reduzir o sofrimento dos pacientes e os custos financeiros. Outro fator que deve ser levado em consideração para a segurança dos pacientes renais, são as complicações decorrentes da utilização inadequada de determinados medicamentos, especialmente os antimicrobianos, visto que muitos destes possuem potencial para o desenvolvimento da nefrotoxicidade. Neste contexto, o ajuste de dose dos antimicrobianos potencialmente nefrotóxicos é uma ferramenta essencial para evitar a progressão ou surgimento de agravos renais, porém, tal ajuste ainda não se configura como uma prática frequente nos hospitais brasileiros. Objetivo: Avaliar a necessidade de ajuste de dose dos antimicrobianos prescritos para pacientes com função renal alterada em uma enfermaria de transplante renal. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido em um Hospital Universitário de grande porte. Os dados coletados foram extraídos das fichas de controle de antimicrobianos, recebidas pela Farmácia de Dispensação Individualizada da enfermaria de transplante renal entre os meses de fevereiro e abril de 2019, as quais são diariamente enviadas à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar para avaliação. Os dados coletados foram: antimicrobianos prescritos e função renal alterada, estes foram catalogados, inseridos e analisados pelo softwareMicrosoft® Excel 2010 calculou-se média e frequência. Para analisar as informações, foram utilizadas as bases de dados Uptodate® e Micromedex®. Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do hospital em estudo, sob o n° 01206918.3.000.8807. Resultado: Foram analisadas 28 fichas de antimicrobianos correspondentes a 14 pacientes, destas, 71,43% (n=20) continham pelo menos um antimicrobiano com necessidade de ajuste de dose para a função renal. Os principais antimicrobianos que necessitaram de ajuste de dose foram o ciprofloxacino 35% (n=7), piperacilina-tazobactam 25% (n=5), meropenem 10% (n=2) e sulfametoxazol-trimetroprima 10% (n=2). Conclusão: O presente estudo demonstra a necessidade do acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes com doenças renais, pois a dose inadequada dos antimicrobianos pode acarretar inefetividade, sendo assim um fator de risco para o desenvolvimento da nefrotoxicidade. A atuação do farmacêutico clínico, frente a farmacoterapia, se configura como barreira, minimizando os riscos de toxicidade, desempenhando assim papel fundamental na promoção do uso racional de medicamentos e segurança do paciente.
Title: Avaliação da necessidade de ajuste de dose dos antimicrobianos em pacientes transplantados renais
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Introdução: Atualmente a Doença Renal Crônica, é considerada um problema global de saúde pública, atingindo cerca de 8-16% da população a nível mundial.
Esta doença é caracterizada pela perda progressiva e irreversível da função renal, tendo como principais morbidades associadas ao seu desenvolvimento a hipertensão arterial sistêmica e a diabetes mellitus.
A detecção precoce da doença renal e condutas terapêuticas apropriadas para retardar a sua progressão pode reduzir o sofrimento dos pacientes e os custos financeiros.
Outro fator que deve ser levado em consideração para a segurança dos pacientes renais, são as complicações decorrentes da utilização inadequada de determinados medicamentos, especialmente os antimicrobianos, visto que muitos destes possuem potencial para o desenvolvimento da nefrotoxicidade.
Neste contexto, o ajuste de dose dos antimicrobianos potencialmente nefrotóxicos é uma ferramenta essencial para evitar a progressão ou surgimento de agravos renais, porém, tal ajuste ainda não se configura como uma prática frequente nos hospitais brasileiros.
Objetivo: Avaliar a necessidade de ajuste de dose dos antimicrobianos prescritos para pacientes com função renal alterada em uma enfermaria de transplante renal.
Metodologia: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido em um Hospital Universitário de grande porte.
Os dados coletados foram extraídos das fichas de controle de antimicrobianos, recebidas pela Farmácia de Dispensação Individualizada da enfermaria de transplante renal entre os meses de fevereiro e abril de 2019, as quais são diariamente enviadas à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar para avaliação.
Os dados coletados foram: antimicrobianos prescritos e função renal alterada, estes foram catalogados, inseridos e analisados pelo softwareMicrosoft® Excel 2010 calculou-se média e frequência.
Para analisar as informações, foram utilizadas as bases de dados Uptodate® e Micromedex®.
Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do hospital em estudo, sob o n° 01206918.
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8807.
Resultado: Foram analisadas 28 fichas de antimicrobianos correspondentes a 14 pacientes, destas, 71,43% (n=20) continham pelo menos um antimicrobiano com necessidade de ajuste de dose para a função renal.
Os principais antimicrobianos que necessitaram de ajuste de dose foram o ciprofloxacino 35% (n=7), piperacilina-tazobactam 25% (n=5), meropenem 10% (n=2) e sulfametoxazol-trimetroprima 10% (n=2).
Conclusão: O presente estudo demonstra a necessidade do acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes com doenças renais, pois a dose inadequada dos antimicrobianos pode acarretar inefetividade, sendo assim um fator de risco para o desenvolvimento da nefrotoxicidade.
A atuação do farmacêutico clínico, frente a farmacoterapia, se configura como barreira, minimizando os riscos de toxicidade, desempenhando assim papel fundamental na promoção do uso racional de medicamentos e segurança do paciente.

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