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FIGURAÇÕES DA RESISTÊNCIA FEMININA INDÍGENA EM “O KARAÍBA”, DE DANIEL MUNDURUKU

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Este artigo propõe discutir sobre as formas de resistência feminina indígena protagonizadas pelas personagens Maraí e Potyra em O Karaíba (2010), de Daniel Munduruku em diálogo com A mulher habitada (2000), de Gioconda Belli. O conceito de resistência aqui proposto é lido como valorização das subjetividades e existências invisibilizadas historicamente. Os estudos literários sobre resistência têm sido extensamente discutidos a partir da definição proposta no texto Narrativa e Resistência de Alfredo Bosi (1996), em que consiste em duas dimensões: resistência como tema e resistência como escrita eminente. No entanto, está análise se fundamenta na ampliação dos sentidos que o termo resistência sugere pontuando as diferentes formas de sobrevivência de grupos sociais marginalizados, pois diante das indubitáveis nulidades do ser atravessado pelos efeitos do colonialismo surgem significativas formas de resistência e reafirmação das identidades fraturadas pelas relações de poder. Nesse sentido, o romance O karaíba reverbera a história/memória dos povos indígenas no Brasil no período colonial apagada pelos invasores. A pesquisa é de teor bibliográfico e está ancorada à luz das teorizações de Gayatri Spivak (2010); Halbwachs (1968); Benjamim (1989); Anilbal Quijano (2006); Alfredo Bosi (1996); Daniel Munduruku (2010), entre outros.
Federal University of Amazonas - UFAM (Brazil)
Title: FIGURAÇÕES DA RESISTÊNCIA FEMININA INDÍGENA EM “O KARAÍBA”, DE DANIEL MUNDURUKU
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Este artigo propõe discutir sobre as formas de resistência feminina indígena protagonizadas pelas personagens Maraí e Potyra em O Karaíba (2010), de Daniel Munduruku em diálogo com A mulher habitada (2000), de Gioconda Belli.
O conceito de resistência aqui proposto é lido como valorização das subjetividades e existências invisibilizadas historicamente.
Os estudos literários sobre resistência têm sido extensamente discutidos a partir da definição proposta no texto Narrativa e Resistência de Alfredo Bosi (1996), em que consiste em duas dimensões: resistência como tema e resistência como escrita eminente.
No entanto, está análise se fundamenta na ampliação dos sentidos que o termo resistência sugere pontuando as diferentes formas de sobrevivência de grupos sociais marginalizados, pois diante das indubitáveis nulidades do ser atravessado pelos efeitos do colonialismo surgem significativas formas de resistência e reafirmação das identidades fraturadas pelas relações de poder.
Nesse sentido, o romance O karaíba reverbera a história/memória dos povos indígenas no Brasil no período colonial apagada pelos invasores.
A pesquisa é de teor bibliográfico e está ancorada à luz das teorizações de Gayatri Spivak (2010); Halbwachs (1968); Benjamim (1989); Anilbal Quijano (2006); Alfredo Bosi (1996); Daniel Munduruku (2010), entre outros.

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