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IMAGEM CARDIOVASCULAR NA AVALIAÇÃO DA ATEROSCLEROSE

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Fatores específicos do HIV estão envolvidos na ocorrência de doença cardiovascular e estudos que abordam progressão de aterosclerose associada à presença do HIV têm sido limitados pelo desenho ou duração do estudo, assim como associação entre presença de aterosclerose e ocorrência de eventos clínicos cardiovasculares em longo prazo ainda não foi avaliada. Dessa forma, avaliou-se incidência e progressão de aterosclerose entre pessoas vivendo com HIV, bem como associar presença de aterosclerose com ocorrência de eventos clínicos cardiovasculares. Participaram do estudo 134 pessoas vivendo com HIV/AIDS, a maioria do sexo masculino (56%), com idade média de 52 anos no final do acompanhamento. A Mensuração da espessura carotídea foi realizada por ultrassom com Doppler. Dosagens bioquímicas feitas com analisador ARCHITECT c8000 (Abbott) e contagem de células T CD4 + por citometria de fluxo. O software utilizado para a análise foi o STATA versão 14. A média das medidas da espessura carotídea teve redução estatisticamente significante de 0,123mm. Houve incidência de 14 novos casos de placa aterosclerótica. Ocorreu associação para um maior risco de presença de placa na faixa etária acima de 60 anos, fumante ou histórico de tabagismo, condição de hipertensão, colesterol total e LDL aumentados, tempo de TARV, tempo da infecção pelo HIV e nadir de células T CD4 +. A taxa de incidência de evento clínico cardiovascular na população estudada foi de 6,71. Observamos que mesmo em uma população jovem e com carga viral controlada, fatores de risco tradicionais e relacionados ao HIV estão associados à formação de placa de aterosclerose e há um risco maior para evento cardiovascular em pessoas que apresentam placa de aterosclerose.
Title: IMAGEM CARDIOVASCULAR NA AVALIAÇÃO DA ATEROSCLEROSE
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Fatores específicos do HIV estão envolvidos na ocorrência de doença cardiovascular e estudos que abordam progressão de aterosclerose associada à presença do HIV têm sido limitados pelo desenho ou duração do estudo, assim como associação entre presença de aterosclerose e ocorrência de eventos clínicos cardiovasculares em longo prazo ainda não foi avaliada.
Dessa forma, avaliou-se incidência e progressão de aterosclerose entre pessoas vivendo com HIV, bem como associar presença de aterosclerose com ocorrência de eventos clínicos cardiovasculares.
Participaram do estudo 134 pessoas vivendo com HIV/AIDS, a maioria do sexo masculino (56%), com idade média de 52 anos no final do acompanhamento.
A Mensuração da espessura carotídea foi realizada por ultrassom com Doppler.
Dosagens bioquímicas feitas com analisador ARCHITECT c8000 (Abbott) e contagem de células T CD4 + por citometria de fluxo.
O software utilizado para a análise foi o STATA versão 14.
A média das medidas da espessura carotídea teve redução estatisticamente significante de 0,123mm.
Houve incidência de 14 novos casos de placa aterosclerótica.
Ocorreu associação para um maior risco de presença de placa na faixa etária acima de 60 anos, fumante ou histórico de tabagismo, condição de hipertensão, colesterol total e LDL aumentados, tempo de TARV, tempo da infecção pelo HIV e nadir de células T CD4 +.
A taxa de incidência de evento clínico cardiovascular na população estudada foi de 6,71.
Observamos que mesmo em uma população jovem e com carga viral controlada, fatores de risco tradicionais e relacionados ao HIV estão associados à formação de placa de aterosclerose e há um risco maior para evento cardiovascular em pessoas que apresentam placa de aterosclerose.

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