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Moralidade, crenças no mundo justo e atitude frente aos direitos humanos
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A existência da Declaração Universal dos Direitos Humanos não implica necessariamente que toda a população defenda os princípios da declaração. Inclusive, no Brasil, tem sido percebida a resistência à defesa destes direitos por parte da população. Adicionalmente, destaca-se que o contexto de desigualdade social, e sua não reparação, compromete também a garantia dos direitos humanos básicos. Nesse sentido, a presente pesquisa buscou compreender variáveis que auxiliam a defesa ou oposição aos direitos humanos, tendo como objetivo investigar o efeito mediador da moralidade e o efeito moderador das crenças no mundo justo na relação entre orientação política e atitude frente aos direitos humanos. A amostra foi constituída por 204 participantes, que responderam ao Questionário dos Direitos Humanos, para avaliar a atitude frente aos direitos humanos, ao Questionário dos Fundamentos Morais, que engloba as tendências individualizante e coesiva, correspondentes predominantemente a grupos liberais e conservadores, respectivamente, à Escala Global de Crenças no Mundo Justo, ao Questionário sociodemográfico e, por último, uma medida para a orientação política. Os resultados evidenciaram que quanto mais à esquerda, maiores os índices da tendência individualizante, enquanto que quanto mais à direita, maiores os índices da tendência coesiva, demonstrando que, no Brasil, a esquerda e direita se guiam por diferentes moralidades. Adicionalmente, a moralidade apresentou efeito de mediação na relação entre orientação política e atitude frente aos direitos humanos, mas apenas para a tendência individualizante, sendo que quanto maiores os índices da tendência individualizante, maior o apoio aos direitos humanos, enquanto a tendência coesiva não mediou a relação. Entretanto, foi evidenciado que a orientação política apresentou melhor poder explicativo no endosso aos direitos humanos. Ademais, as crenças no mundo justo não apresentaram efeito de moderação, embora os resultados indicaram ser um potencial aspecto psicossocial de poder explicativo com as demais variáveis mencionadas. Em conjunto, os achados demonstram a relação entre os princípios dos direitos humanos e os fundamentos morais da tendência individualizante, além de ressaltar a polarização política no país, tendo em vista que o tema se tornou uma pauta partidária, em um cenário em que os direitos humanos parecem estar sendo constantemente ameaçados.
Centro de Ensino Unificado de Brasilia
Title: Moralidade, crenças no mundo justo e atitude frente aos direitos humanos
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A existência da Declaração Universal dos Direitos Humanos não implica necessariamente que toda a população defenda os princípios da declaração.
Inclusive, no Brasil, tem sido percebida a resistência à defesa destes direitos por parte da população.
Adicionalmente, destaca-se que o contexto de desigualdade social, e sua não reparação, compromete também a garantia dos direitos humanos básicos.
Nesse sentido, a presente pesquisa buscou compreender variáveis que auxiliam a defesa ou oposição aos direitos humanos, tendo como objetivo investigar o efeito mediador da moralidade e o efeito moderador das crenças no mundo justo na relação entre orientação política e atitude frente aos direitos humanos.
A amostra foi constituída por 204 participantes, que responderam ao Questionário dos Direitos Humanos, para avaliar a atitude frente aos direitos humanos, ao Questionário dos Fundamentos Morais, que engloba as tendências individualizante e coesiva, correspondentes predominantemente a grupos liberais e conservadores, respectivamente, à Escala Global de Crenças no Mundo Justo, ao Questionário sociodemográfico e, por último, uma medida para a orientação política.
Os resultados evidenciaram que quanto mais à esquerda, maiores os índices da tendência individualizante, enquanto que quanto mais à direita, maiores os índices da tendência coesiva, demonstrando que, no Brasil, a esquerda e direita se guiam por diferentes moralidades.
Adicionalmente, a moralidade apresentou efeito de mediação na relação entre orientação política e atitude frente aos direitos humanos, mas apenas para a tendência individualizante, sendo que quanto maiores os índices da tendência individualizante, maior o apoio aos direitos humanos, enquanto a tendência coesiva não mediou a relação.
Entretanto, foi evidenciado que a orientação política apresentou melhor poder explicativo no endosso aos direitos humanos.
Ademais, as crenças no mundo justo não apresentaram efeito de moderação, embora os resultados indicaram ser um potencial aspecto psicossocial de poder explicativo com as demais variáveis mencionadas.
Em conjunto, os achados demonstram a relação entre os princípios dos direitos humanos e os fundamentos morais da tendência individualizante, além de ressaltar a polarização política no país, tendo em vista que o tema se tornou uma pauta partidária, em um cenário em que os direitos humanos parecem estar sendo constantemente ameaçados.
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