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Manifestações Clínicas Sistêmicas do Hiperparatireoidismo: Implicações Metabólicas e Ósseas

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Introdução: O hiperparatireoidismo é uma desordem endócrina caracterizada pela secreção excessiva do hormônio paratireoideano (PTH), resultando em distúrbios do metabolismo do cálcio e fósforo. Essa condição pode ser primária, frequentemente associada a adenomas paratireoideos, ou secundária, geralmente relacionada à doença renal crônica. As manifestações clínicas são amplas, englobando desde alterações ósseas até repercussões metabólicas e cardiovasculares, com impacto significativo na morbimortalidade. Objetivo: Analisar as principais manifestações sistêmicas do hiperparatireoidismo, destacando suas implicações metabólicas e ósseas, com base em evidências clínicas e diretrizes de sociedades médicas. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura em bases como PubMed, SciELO e LILACS, além de diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Endocrine Society. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, priorizando consensos e revisões de alto impacto. Discussão/Resultados: As alterações ósseas constituem uma das manifestações mais relevantes, com redução da densidade mineral óssea, fragilidade e risco aumentado de fraturas. No hiperparatireoidismo primário, observa-se predomínio de reabsorção cortical, enquanto no secundário a osteodistrofia renal é frequente. Além das repercussões esqueléticas, o excesso de PTH promove hipercalcemia, nefrolitíase e nefrocalcinose, podendo evoluir para insuficiência renal. As implicações metabólicas incluem resistência insulínica, alterações no perfil lipídico e risco cardiovascular aumentado. Sintomas inespecíficos, como fadiga, fraqueza muscular e distúrbios neuropsiquiátricos, também são comuns, dificultando o diagnóstico precoce. O tratamento pode variar entre abordagem cirúrgica, especialmente na forma primária, e terapias farmacológicas como calcimiméticos e vitamina D ativa, essenciais no manejo do hiperparatireoidismo secundário. Conclusão: O hiperparatireoidismo apresenta manifestações clínicas que ultrapassam o sistema ósseo, afetando metabolismo, rins e sistema cardiovascular. O diagnóstico precoce e o manejo individualizado são fundamentais para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A atuação multidisciplinar, associada ao uso de terapias baseadas em evidências, é crucial para o controle adequado da doença.
Title: Manifestações Clínicas Sistêmicas do Hiperparatireoidismo: Implicações Metabólicas e Ósseas
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Introdução: O hiperparatireoidismo é uma desordem endócrina caracterizada pela secreção excessiva do hormônio paratireoideano (PTH), resultando em distúrbios do metabolismo do cálcio e fósforo.
Essa condição pode ser primária, frequentemente associada a adenomas paratireoideos, ou secundária, geralmente relacionada à doença renal crônica.
As manifestações clínicas são amplas, englobando desde alterações ósseas até repercussões metabólicas e cardiovasculares, com impacto significativo na morbimortalidade.
Objetivo: Analisar as principais manifestações sistêmicas do hiperparatireoidismo, destacando suas implicações metabólicas e ósseas, com base em evidências clínicas e diretrizes de sociedades médicas.
Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura em bases como PubMed, SciELO e LILACS, além de diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Endocrine Society.
Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, priorizando consensos e revisões de alto impacto.
Discussão/Resultados: As alterações ósseas constituem uma das manifestações mais relevantes, com redução da densidade mineral óssea, fragilidade e risco aumentado de fraturas.
No hiperparatireoidismo primário, observa-se predomínio de reabsorção cortical, enquanto no secundário a osteodistrofia renal é frequente.
Além das repercussões esqueléticas, o excesso de PTH promove hipercalcemia, nefrolitíase e nefrocalcinose, podendo evoluir para insuficiência renal.
As implicações metabólicas incluem resistência insulínica, alterações no perfil lipídico e risco cardiovascular aumentado.
Sintomas inespecíficos, como fadiga, fraqueza muscular e distúrbios neuropsiquiátricos, também são comuns, dificultando o diagnóstico precoce.
O tratamento pode variar entre abordagem cirúrgica, especialmente na forma primária, e terapias farmacológicas como calcimiméticos e vitamina D ativa, essenciais no manejo do hiperparatireoidismo secundário.
Conclusão: O hiperparatireoidismo apresenta manifestações clínicas que ultrapassam o sistema ósseo, afetando metabolismo, rins e sistema cardiovascular.
O diagnóstico precoce e o manejo individualizado são fundamentais para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A atuação multidisciplinar, associada ao uso de terapias baseadas em evidências, é crucial para o controle adequado da doença.

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