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DISTÚRBIO MINERAL E ÓSSEO NA DOENÇA RENAL CRÔNICA: TUMOR MARROM: RELATO DE CASO NA AMAZÔNIA

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Apresentação de caso: o tumor marrom é considerado um processo reativo de remodelação óssea. Encontrado como uma das manifestações tardias do hiperparatiroeoidismo secundário a doença renal crônica. Esta lesão é decorrente de secreção elevada do paratormônio, e estimulado pela hipocalcemia decorrente da redução da reabsorção renal de cálcio e diminuição da produção de calcitriol pelo rim e sua ação intestinal. Relatamos aqui um caso clínico de tumor marrom localizado em mandíbula e ossos da face, decorrente ao distúrbio mineral e ósseo da Doença Renal Crônica em Estágios Terminal. O paciente N.L.D, 30 anos, diagnosticado com doença renal crônica há 4 anos, apresenta desnutrição, anemia refratária, dor óssea e aumento gradual do volume bucal, com dificuldade de função estomatognática e deformidades ósseas. História médica revela trauma lombar aos 16 anos, seguido de uso prolongado de diclofenaco e desenvolvimento subsequente de doença renal crônica e hiperparatireoidismo. Apresenta abaulamento mandibular, confirmado por tomografia, e cintilografia indica hiperfunção paratireoidiana. Após fratura de fêmur em 2022, submeteu-se a tireoidectomia e paratireoidectomia. Atualmente em tratamento médico e odontológico, com regressão da doença óssea confirmada por ressonância em 2024. Discussão: O tumor marrom tem maior incidência em pacientes com hiperparatireoidismo primário, embora os avanços no tratamento da doença renal crônica estejam aumentando sua ocorrência. Geralmente encontrado em locais de intensa reabsorção óssea, é mais comum em ossos longos, sendo raro na cabeça e pescoço, especialmente na maxila de mulheres idosas. Os sintomas estão relacionados ao tamanho do tumor e podem incluir complicações graves, embora geralmente não cause dor. Apesar de benigno, pode imitar tumores malignos, destacando a importância do diagnóstico diferencial para orientar o tratamento adequado. Diante do desenvolvimento de lesões ósseas significativas e da falta de resposta adequada à terapia medicamentosa para o controle do hiperparatireoidismo, o paciente passou por tireoidectomia e paratireoidectomia com implante esternal. Considerações finais: o tumor marrom maxilomandibular, comum em pacientes com Doença Renal Crônica, pode ser confundido com neoplasias ósseas, exigindo inclusão no diagnóstico diferencial. A paratireoidectomia total é fundamental para controlar o hiperparatireoidismo, melhorando prognóstico e qualidade de vida.
Title: DISTÚRBIO MINERAL E ÓSSEO NA DOENÇA RENAL CRÔNICA: TUMOR MARROM: RELATO DE CASO NA AMAZÔNIA
Description:
Apresentação de caso: o tumor marrom é considerado um processo reativo de remodelação óssea.
Encontrado como uma das manifestações tardias do hiperparatiroeoidismo secundário a doença renal crônica.
Esta lesão é decorrente de secreção elevada do paratormônio, e estimulado pela hipocalcemia decorrente da redução da reabsorção renal de cálcio e diminuição da produção de calcitriol pelo rim e sua ação intestinal.
Relatamos aqui um caso clínico de tumor marrom localizado em mandíbula e ossos da face, decorrente ao distúrbio mineral e ósseo da Doença Renal Crônica em Estágios Terminal.
O paciente N.
L.
D, 30 anos, diagnosticado com doença renal crônica há 4 anos, apresenta desnutrição, anemia refratária, dor óssea e aumento gradual do volume bucal, com dificuldade de função estomatognática e deformidades ósseas.
História médica revela trauma lombar aos 16 anos, seguido de uso prolongado de diclofenaco e desenvolvimento subsequente de doença renal crônica e hiperparatireoidismo.
Apresenta abaulamento mandibular, confirmado por tomografia, e cintilografia indica hiperfunção paratireoidiana.
Após fratura de fêmur em 2022, submeteu-se a tireoidectomia e paratireoidectomia.
Atualmente em tratamento médico e odontológico, com regressão da doença óssea confirmada por ressonância em 2024.
Discussão: O tumor marrom tem maior incidência em pacientes com hiperparatireoidismo primário, embora os avanços no tratamento da doença renal crônica estejam aumentando sua ocorrência.
Geralmente encontrado em locais de intensa reabsorção óssea, é mais comum em ossos longos, sendo raro na cabeça e pescoço, especialmente na maxila de mulheres idosas.
Os sintomas estão relacionados ao tamanho do tumor e podem incluir complicações graves, embora geralmente não cause dor.
Apesar de benigno, pode imitar tumores malignos, destacando a importância do diagnóstico diferencial para orientar o tratamento adequado.
Diante do desenvolvimento de lesões ósseas significativas e da falta de resposta adequada à terapia medicamentosa para o controle do hiperparatireoidismo, o paciente passou por tireoidectomia e paratireoidectomia com implante esternal.
Considerações finais: o tumor marrom maxilomandibular, comum em pacientes com Doença Renal Crônica, pode ser confundido com neoplasias ósseas, exigindo inclusão no diagnóstico diferencial.
A paratireoidectomia total é fundamental para controlar o hiperparatireoidismo, melhorando prognóstico e qualidade de vida.

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