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Pantheon ; experiência e linguagem
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Este Trabalho Final de Graduação investiga a dimensão comunicacional da arquitetura e sua relação com a linguagem, tomando o Pantheon de Roma como estudo de caso. O interesse central da pesquisa reside na decupagem, na tradução intersemiótica e na representação do ob - jeto em uma nova forma de linguagem. Parte-se da premissa de que a arquitetura utiliza seus elementos construtivos como signos de um sistema de linguagem, funcionando como forma de representação e comunicação. A representação é compreendida em duas dimensões: a mental, mediada pela percepção e pela experiência sensorial, sem adquirir forma física; e a física, manifestada na interpretação e transformação do objeto em algo material e comunicável. Ao longo desta investigação, entrecruzam-se abordagens e conceitos de semiótica e fenomenologia aplicados à teoria da arquitetura, que sustentam a compreensão da arquitetura como linguagem. O projeto propõe articular essas duas formas de representação em um movimento contínuo: O movimento projetual da arquitetura constitui um esforço de representação física que cria o espaço habitado, comunicando através dos seus elementos espaciais, formais e funcionais. Em contrapartida, o receptor, enquanto corpo que interage com a obra, elabora, por meio do fenômeno perceptivo, uma imagem que persiste como representação além do próprio objeto. É nesse diálogo entre o espaço construído e o corpo que o percebe que a linguagem arquitetônica se realiza. Dessa articulação nasce o produto deste trabalho. Retomando a representação física, propõe-se um exercício projetual que revisita o objeto arquitetônico através de um procedimento de síntese e análise, resultando na criação de um léxico em madeira.||Esse léxico emerge da identificação e interpretação dos elementos construtivos do Pantheon que operam como signos: aqueles capazes de comunicar e produzir atmosferas por meio do fenômeno perceptivo, agregando significado à forma. A partir dessa leitura, o objeto é traduzido em um sistema não verbal, no qual a maquete se torna meio expressivo e investigativo: uma linguagem que fala da própria linguagem. Assim, o trabalho se configura como uma exploração da arquitetura por seus próprios meios expressivos e representacionais.
Title: Pantheon ; experiência e linguagem
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Este Trabalho Final de Graduação investiga a dimensão comunicacional da arquitetura e sua relação com a linguagem, tomando o Pantheon de Roma como estudo de caso.
O interesse central da pesquisa reside na decupagem, na tradução intersemiótica e na representação do ob - jeto em uma nova forma de linguagem.
Parte-se da premissa de que a arquitetura utiliza seus elementos construtivos como signos de um sistema de linguagem, funcionando como forma de representação e comunicação.
A representação é compreendida em duas dimensões: a mental, mediada pela percepção e pela experiência sensorial, sem adquirir forma física; e a física, manifestada na interpretação e transformação do objeto em algo material e comunicável.
Ao longo desta investigação, entrecruzam-se abordagens e conceitos de semiótica e fenomenologia aplicados à teoria da arquitetura, que sustentam a compreensão da arquitetura como linguagem.
O projeto propõe articular essas duas formas de representação em um movimento contínuo: O movimento projetual da arquitetura constitui um esforço de representação física que cria o espaço habitado, comunicando através dos seus elementos espaciais, formais e funcionais.
Em contrapartida, o receptor, enquanto corpo que interage com a obra, elabora, por meio do fenômeno perceptivo, uma imagem que persiste como representação além do próprio objeto.
É nesse diálogo entre o espaço construído e o corpo que o percebe que a linguagem arquitetônica se realiza.
Dessa articulação nasce o produto deste trabalho.
Retomando a representação física, propõe-se um exercício projetual que revisita o objeto arquitetônico através de um procedimento de síntese e análise, resultando na criação de um léxico em madeira.
||Esse léxico emerge da identificação e interpretação dos elementos construtivos do Pantheon que operam como signos: aqueles capazes de comunicar e produzir atmosferas por meio do fenômeno perceptivo, agregando significado à forma.
A partir dessa leitura, o objeto é traduzido em um sistema não verbal, no qual a maquete se torna meio expressivo e investigativo: uma linguagem que fala da própria linguagem.
Assim, o trabalho se configura como uma exploração da arquitetura por seus próprios meios expressivos e representacionais.
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