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SER, LINGUAGEM E TÉCNICA
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O presente artigo analisa a proposta de Heidegger de reordenar a linguagem como caminho para uma nova ontologia, tomando como referência a transição de “Ser e Tempo” para o chamado “segundo Heidegger”. O fracasso de “Ser e Tempo” em superar a metafísica, segundo seus intérpretes, deve-se ao fato de que Heidegger ainda operava com uma linguagem herdada da tradição ocidental. Essa constatação leva o filósofo a investigar a própria essência da linguagem, compreendendo-a não como mero instrumento, mas como o lugar privilegiado de manifestação do Ser. Em contraposição à linguagem técnica e instrumental, predominante na modernidade, Heidegger reivindica uma linguagem capaz de abrir espaços de sentido originário, preservando a alteridade dos entes e a experiência ontológica do Dasein. A modernidade, ao reduzir a linguagem à função informativa, compromete sua dimensão originária e transforma o real em mero objeto manipulável. A técnica moderna, nesse processo, não apenas submete a linguagem às exigências do cálculo, mas absolutiza sua dimensão instrumental, apagando a possibilidade de uma experiência poética e ontológica do Ser. O artigo conclui que a proposta heideggeriana de um “outro começo” passa necessariamente pela recuperação da linguagem enquanto acontecimento do Ser, capaz de devolver ao homem uma relação mais originária com o mundo.
Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN)
Title: SER, LINGUAGEM E TÉCNICA
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O presente artigo analisa a proposta de Heidegger de reordenar a linguagem como caminho para uma nova ontologia, tomando como referência a transição de “Ser e Tempo” para o chamado “segundo Heidegger”.
O fracasso de “Ser e Tempo” em superar a metafísica, segundo seus intérpretes, deve-se ao fato de que Heidegger ainda operava com uma linguagem herdada da tradição ocidental.
Essa constatação leva o filósofo a investigar a própria essência da linguagem, compreendendo-a não como mero instrumento, mas como o lugar privilegiado de manifestação do Ser.
Em contraposição à linguagem técnica e instrumental, predominante na modernidade, Heidegger reivindica uma linguagem capaz de abrir espaços de sentido originário, preservando a alteridade dos entes e a experiência ontológica do Dasein.
A modernidade, ao reduzir a linguagem à função informativa, compromete sua dimensão originária e transforma o real em mero objeto manipulável.
A técnica moderna, nesse processo, não apenas submete a linguagem às exigências do cálculo, mas absolutiza sua dimensão instrumental, apagando a possibilidade de uma experiência poética e ontológica do Ser.
O artigo conclui que a proposta heideggeriana de um “outro começo” passa necessariamente pela recuperação da linguagem enquanto acontecimento do Ser, capaz de devolver ao homem uma relação mais originária com o mundo.
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