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silêncio de Deus no livro de Daniel
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O livro de Daniel é tradicionalmente estudado a partir de sua contribuição à escatologia bíblica e à afirmação da soberania divina sobre a história. Contudo, essa abordagem frequentemente negligencia a experiência do silêncio de Deus, especialmente nos contextos de oração, sofrimento e espera. Este artigo propõe uma leitura teológica do silêncio divino em Daniel, compreendendo-o não como ausência ou indiferença, mas como elemento constitutivo da revelação e da espiritualidade bíblica. A pesquisa investiga como o livro constrói a experiência do atraso da resposta divina em situações de crise histórica e intercessão perseverante. A pesquisa tem caráter bibliográfico e exegético dos capítulos 9, 10 e 12. O capítulo 9 é examinado como paradigma da oração que, embora respondida, não elimina imediatamente a crise, o capítulo 10 destaca o atraso da resposta em meio ao conflito espiritual invisível e o capítulo 12 apresenta a dimensão escatológica do silêncio, culminando na esperança da ressurreição e da vitória final de Deus. Argumenta-se que o silêncio de Deus, em Daniel, funciona como prova de fé, pedagogia do tempo, além de forma indireta de revelação, conduzindo o fiel à confiança na soberania divina mesmo diante da ausência de respostas imediatas.
Faculdades Catolicas - Departamento de Teologia
Title: silêncio de Deus no livro de Daniel
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O livro de Daniel é tradicionalmente estudado a partir de sua contribuição à escatologia bíblica e à afirmação da soberania divina sobre a história.
Contudo, essa abordagem frequentemente negligencia a experiência do silêncio de Deus, especialmente nos contextos de oração, sofrimento e espera.
Este artigo propõe uma leitura teológica do silêncio divino em Daniel, compreendendo-o não como ausência ou indiferença, mas como elemento constitutivo da revelação e da espiritualidade bíblica.
A pesquisa investiga como o livro constrói a experiência do atraso da resposta divina em situações de crise histórica e intercessão perseverante.
A pesquisa tem caráter bibliográfico e exegético dos capítulos 9, 10 e 12.
O capítulo 9 é examinado como paradigma da oração que, embora respondida, não elimina imediatamente a crise, o capítulo 10 destaca o atraso da resposta em meio ao conflito espiritual invisível e o capítulo 12 apresenta a dimensão escatológica do silêncio, culminando na esperança da ressurreição e da vitória final de Deus.
Argumenta-se que o silêncio de Deus, em Daniel, funciona como prova de fé, pedagogia do tempo, além de forma indireta de revelação, conduzindo o fiel à confiança na soberania divina mesmo diante da ausência de respostas imediatas.
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