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O silêncio em Herberto Helder
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Neste ensaio, investiga-se o silêncio como tema e negatividade estruturante da palavra poética na obra de Herberto Helder. Como elemento irradiador da forma, o silêncio é aproximado de outros significantes frequentes na obra do poeta português, tais como “verdade”, “enigma”, “rosto”, “morte” e “livro”. Para fundamentar a investigação, recorre-se, primeiramente, à diferença entre nome (onoma) e discurso (logos), tal como formulada por Giorgio Agamben, em A ideia da prosa. Além disso, recorre-se, pontualmente, aos conceitos de silêncio e de ausência de livro, formulados por Maurice Blanchot. A seguir, percorre-se o ensaio Uma espécie de crime, de Manuel de Freitas, visando a detectar as diversas noções de “silêncio” e de “rosto” em Herberto Helder. A partir da aproximação entre o pensamento de Hofmannsthal a respeito do silêncio na escrita poética e a obra do poeta português, delimita-se a singularidade do silêncio da poesia. Por fim, lança-se um olhar panorâmico sobre o silêncio na obra de Herberto Helder, a partir de um de seus últimos livros, intitulado A morte sem mestre.
Title: O silêncio em Herberto Helder
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Neste ensaio, investiga-se o silêncio como tema e negatividade estruturante da palavra poética na obra de Herberto Helder.
Como elemento irradiador da forma, o silêncio é aproximado de outros significantes frequentes na obra do poeta português, tais como “verdade”, “enigma”, “rosto”, “morte” e “livro”.
Para fundamentar a investigação, recorre-se, primeiramente, à diferença entre nome (onoma) e discurso (logos), tal como formulada por Giorgio Agamben, em A ideia da prosa.
Além disso, recorre-se, pontualmente, aos conceitos de silêncio e de ausência de livro, formulados por Maurice Blanchot.
A seguir, percorre-se o ensaio Uma espécie de crime, de Manuel de Freitas, visando a detectar as diversas noções de “silêncio” e de “rosto” em Herberto Helder.
A partir da aproximação entre o pensamento de Hofmannsthal a respeito do silêncio na escrita poética e a obra do poeta português, delimita-se a singularidade do silêncio da poesia.
Por fim, lança-se um olhar panorâmico sobre o silêncio na obra de Herberto Helder, a partir de um de seus últimos livros, intitulado A morte sem mestre.
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