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Uma análise da antropofagia etnocêntrica na tradução I’m going to have a little house: the second diary of Carolina Maria de Jesus

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RESUMO: A partir da premissa de que toda tradução é antropofágica (Torres, 2014), por se tratar de uma apropriação de um material externo, o presente artigo busca analisar um dos tipos de antropofagia utilizados para traduzir a escrita de Carolina Maria de Jesus. O foco da análise será a obra I’m going to have a little house: The Second Diary of Carolina Maria de Jesus, tradução de Casa de alvenaria: diário de uma ex-favelada (1961), realizada por Melvin S. Arrington e Robert M. Levine e publicada em 1997. No processo de apropriação da escrita de um texto de um agente colonizado, é possível produzir um modelo de “antropofagia etnocêntrico”, “intercultural” ou “inovador” (TORRES, 2014). Nesse sentido, será analisado como as estratégias utilizadas pelos tradutores no corpus selecionado apontaram para uma apropriação na direção de um fortalecimento do discurso colonial, uma vez que o modelo prevalente na tradução foi o etnocêntrico. O arcabouço teórico se baseia em Niranjana (1992); Tymoczko e Gentzler (2002); Lefevere (2007) e Tymoczko (2014). Num primeiro momento, foi realizada a leitura do texto em português, concomitantemente à tradução, de modo a localizar movimentos recorrentes na tradução. Depois da coleta de dados, foi realizado o processo de reflexão e análise dos trechos selecionados para compreender essa direção antropofágica da tradução. A partir dos resultados, averiguamos, nos trechos selecionados para análise, que o movimento de tradução mais realizado foi o de amenização referente ao vocabulário sofisticado de Carolina Maria de Jesus, o que revela uma tendência predominante para a antropofagia etnocêntrica.
Title: Uma análise da antropofagia etnocêntrica na tradução I’m going to have a little house: the second diary of Carolina Maria de Jesus
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RESUMO: A partir da premissa de que toda tradução é antropofágica (Torres, 2014), por se tratar de uma apropriação de um material externo, o presente artigo busca analisar um dos tipos de antropofagia utilizados para traduzir a escrita de Carolina Maria de Jesus.
O foco da análise será a obra I’m going to have a little house: The Second Diary of Carolina Maria de Jesus, tradução de Casa de alvenaria: diário de uma ex-favelada (1961), realizada por Melvin S.
Arrington e Robert M.
Levine e publicada em 1997.
No processo de apropriação da escrita de um texto de um agente colonizado, é possível produzir um modelo de “antropofagia etnocêntrico”, “intercultural” ou “inovador” (TORRES, 2014).
Nesse sentido, será analisado como as estratégias utilizadas pelos tradutores no corpus selecionado apontaram para uma apropriação na direção de um fortalecimento do discurso colonial, uma vez que o modelo prevalente na tradução foi o etnocêntrico.
O arcabouço teórico se baseia em Niranjana (1992); Tymoczko e Gentzler (2002); Lefevere (2007) e Tymoczko (2014).
Num primeiro momento, foi realizada a leitura do texto em português, concomitantemente à tradução, de modo a localizar movimentos recorrentes na tradução.
Depois da coleta de dados, foi realizado o processo de reflexão e análise dos trechos selecionados para compreender essa direção antropofágica da tradução.
A partir dos resultados, averiguamos, nos trechos selecionados para análise, que o movimento de tradução mais realizado foi o de amenização referente ao vocabulário sofisticado de Carolina Maria de Jesus, o que revela uma tendência predominante para a antropofagia etnocêntrica.

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