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Inércia terapêutica na osteoporose em mulheres pós-menopáusicas
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Introdução: A osteoporose (OP) é a doença óssea metabólica mais frequente, associando-se a fraturas de fragilidade e aumento de morbimortalidade. Apesar do envelhecimento populacional tem-se verificado uma tendência decrescente na implementação de terapêutica antiosteoporótica. Objetivos: Determinar a inércia terapêutica na OP em mulheres pós-menopáusicas ao nível dos cuidados de saúde primários. Verificar se existe associação entre a idade dos utentes, o T-score e o valor de FRAX e a inércia terapêutica antiosteoporótica. Métodos: Estudo observacional transversal. Critérios de inclusão: mulheres com idades entre os 55 e os 85 anos codificadas com OP (ICPC2 – L95) ou fraturas (ICPC2 – L72-76) na lista de problemas. Foi selecionada uma amostra aleatória simples. A inércia terapêutica foi definida com base nas recomendações da Sociedade Portuguesa de Reumatologia. Resultados: Obteve-se uma amostra de 217 utentes. Apurou-se inércia terapêutica em 17,5% das mulheres, valor que aumenta para 48,6% nas que sofreram fraturas (p<0,001). As idades diferem de forma estatisticamente significativa entre os utentes com e sem inércia terapêutica (77,5 vs 73,0, p<0,010). A mediana do FRAX para fratura osteoporótica major (16,5 vs 9,65, p<0,001) e fratura da anca (7,6 vs 3,3, p<0,001) foi superior no grupo com inércia terapêutica. Os valores de T-score da coluna lombar (2,45 vs 2,71) e do colo do fémur (2,07 vs 2,02) não diferiram de forma estatisticamente significativa (p=0,299). Conclusão: Este estudo realça a aplicação da evidência mais atual ao nível do tratamento da OP na unidade estudada, mas salienta a necessidade de maior intervenção na OP fraturária e em idades mais avançadas.
Associacao Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Title: Inércia terapêutica na osteoporose em mulheres pós-menopáusicas
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Introdução: A osteoporose (OP) é a doença óssea metabólica mais frequente, associando-se a fraturas de fragilidade e aumento de morbimortalidade.
Apesar do envelhecimento populacional tem-se verificado uma tendência decrescente na implementação de terapêutica antiosteoporótica.
Objetivos: Determinar a inércia terapêutica na OP em mulheres pós-menopáusicas ao nível dos cuidados de saúde primários.
Verificar se existe associação entre a idade dos utentes, o T-score e o valor de FRAX e a inércia terapêutica antiosteoporótica.
Métodos: Estudo observacional transversal.
Critérios de inclusão: mulheres com idades entre os 55 e os 85 anos codificadas com OP (ICPC2 – L95) ou fraturas (ICPC2 – L72-76) na lista de problemas.
Foi selecionada uma amostra aleatória simples.
A inércia terapêutica foi definida com base nas recomendações da Sociedade Portuguesa de Reumatologia.
Resultados: Obteve-se uma amostra de 217 utentes.
Apurou-se inércia terapêutica em 17,5% das mulheres, valor que aumenta para 48,6% nas que sofreram fraturas (p<0,001).
As idades diferem de forma estatisticamente significativa entre os utentes com e sem inércia terapêutica (77,5 vs 73,0, p<0,010).
A mediana do FRAX para fratura osteoporótica major (16,5 vs 9,65, p<0,001) e fratura da anca (7,6 vs 3,3, p<0,001) foi superior no grupo com inércia terapêutica.
Os valores de T-score da coluna lombar (2,45 vs 2,71) e do colo do fémur (2,07 vs 2,02) não diferiram de forma estatisticamente significativa (p=0,299).
Conclusão: Este estudo realça a aplicação da evidência mais atual ao nível do tratamento da OP na unidade estudada, mas salienta a necessidade de maior intervenção na OP fraturária e em idades mais avançadas.
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