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MORADIA DIGNA E ENVELHECIMENTO: A GENTRIFICAÇÃO COMO MECANISMO DE EXCLUSÃO SOCIOESPACIAL DA PESSOA IDOSA
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Este artigo analisa os processos que estruturam a gentrificação urbana e seus impactos sobre a pessoa idosa, com ênfase nas dimensões socioespacial, psicossocial e jurídica do fenômeno. Adota-se abordagem qualitativa, de natureza básica e objetivo explicativo, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com base em produções acadêmicas, legislações, relatórios institucionais e dados estatísticos. Os resultados evidenciam que a gentrificação constitui um mecanismo estrutural de produção desigual do espaço urbano, impulsionado pela articulação entre Estado e mercado imobiliário, que incide de forma mais severa sobre grupos socialmente vulnerabilizados, especialmente a população idosa de baixa renda. Verificou-se que o deslocamento compulsório rompe vínculos de pertencimento, identidade e apego ao lugar, comprometendo a autonomia, a sociabilidade e a qualidade de vida na velhice. Além disso, o fenômeno configura violação de direitos fundamentais, tais como a moradia digna, a permanência territorial e o direito à cidade. Por fim, examina-se a perspectiva das políticas públicas de proteção à permanência territorial da pessoa idosa, com apoio em experiências internacionais voltadas à contenção do deslocamento residencial e à promoção do envelhecimento no lugar.
Title: MORADIA DIGNA E ENVELHECIMENTO: A GENTRIFICAÇÃO COMO MECANISMO DE EXCLUSÃO SOCIOESPACIAL DA PESSOA IDOSA
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Este artigo analisa os processos que estruturam a gentrificação urbana e seus impactos sobre a pessoa idosa, com ênfase nas dimensões socioespacial, psicossocial e jurídica do fenômeno.
Adota-se abordagem qualitativa, de natureza básica e objetivo explicativo, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com base em produções acadêmicas, legislações, relatórios institucionais e dados estatísticos.
Os resultados evidenciam que a gentrificação constitui um mecanismo estrutural de produção desigual do espaço urbano, impulsionado pela articulação entre Estado e mercado imobiliário, que incide de forma mais severa sobre grupos socialmente vulnerabilizados, especialmente a população idosa de baixa renda.
Verificou-se que o deslocamento compulsório rompe vínculos de pertencimento, identidade e apego ao lugar, comprometendo a autonomia, a sociabilidade e a qualidade de vida na velhice.
Além disso, o fenômeno configura violação de direitos fundamentais, tais como a moradia digna, a permanência territorial e o direito à cidade.
Por fim, examina-se a perspectiva das políticas públicas de proteção à permanência territorial da pessoa idosa, com apoio em experiências internacionais voltadas à contenção do deslocamento residencial e à promoção do envelhecimento no lugar.
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