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FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS ASSOCIADOS AO RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS HOSPITALIZADOS

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Introdução: Em idosos, a prevalência de quedas durante a hospitalização é considerada elevada, podendo chegar a 50%. A ocorrência dos acidentes por quedas pode se relacionar às alterações advindas do envelhecimento juntamente com o ambiente hospitalar desconhecido, reduzindo a capacidade funcional do idoso e tornando-o propenso às quedas. A equipe de multiprofissional em saúde, e principalmente o enfermeiro, são essenciais durante o processo de identificação dos fatores de risco para a realização de medidas preventivas eficientes. Objetivo: Analisar os fatores sociodemográficos associados ao risco de quedas em idosos internados. Método: Trata-se de um estudo transversal e de caráter quantitativo, realizado em uma instituição hospitalar pública de ensino localizada em Ponta Grossa, Paraná. Os idosos inclusos no estudo possuíam 60 anos ou mais, estavam internados na clínica médica do hospital e foram atendidos pela equipe de atenção gerontológica (n=165). Os dados foram coletados à beira leito diretamente com o idoso quando responsivo, entre o primeiro e terceiro dia de internamento. Quando não responsivo, o acompanhante auxiliava na obtenção dos dados. Foram utilizadas questões sociodemográficas e a Escala de Morse, composta por 6 eixos que avaliam e classificam o risco de quedas. No estudo, a classificação foi dividida em risco baixo ou moderado, de 0 a 44 pontos, e risco alto, igual ou acima de 45 pontos. A variável dependente do estudo foi a classificação obtida na Escala de Morse e as variáveis independentes foram as características sociodemográficas: sexo, faixa etária, estado civil, com quem reside, escolaridade, profissão e se tinha acompanhante durante o internamento. Os resultados foram analisados em frequência absoluta e relativa e realizou-se o teste qui-quadrado para verificar a associação entre as variáveis. Resultados: A amostra total foi composta por 165 idosos. Houve predomínio de indivíduos do sexo masculino (52,1%), com idade igual ou maior que 70 anos (56,7%), não casados (51,3%), que residem com cônjuges (54,3%), com ensino fundamental incompleto (71,0%), aposentados ou pensionistas (83,2%) e que não possuíam acompanhante no período de internamento (75,3%). Verificou-se que 50,3% dos idosos apresentaram alto risco de quedas e as variáveis associadas a esta condição foram a faixa etária (p=0,0123) e a profissão (p=0,0109). Conclusões: A prevalência do alto risco de queda encontrada em idosos hospitalizados pode ser considerada elevada. Em associação, os idosos com idade avançada possuem um maior comprometimento fisiológico, um declínio postural e baixa massa muscular, levando à maior propensão para as quedas. E os idosos aposentados podem ser considerados mais inativos fisicamente, levando à uma maior perda de estabilidade postural e segurança em realizar atividades diárias. Deste modo, o conhecimento dos profissionais de saúde acerca dos fatores de risco e a aplicação da Escala de Morse em idosos hospitalizados pode contribuir efetivamente para a criação de estratégias preventivas na ocorrência dos acidentes por quedas em idosos.
Title: FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS ASSOCIADOS AO RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS HOSPITALIZADOS
Description:
Introdução: Em idosos, a prevalência de quedas durante a hospitalização é considerada elevada, podendo chegar a 50%.
A ocorrência dos acidentes por quedas pode se relacionar às alterações advindas do envelhecimento juntamente com o ambiente hospitalar desconhecido, reduzindo a capacidade funcional do idoso e tornando-o propenso às quedas.
A equipe de multiprofissional em saúde, e principalmente o enfermeiro, são essenciais durante o processo de identificação dos fatores de risco para a realização de medidas preventivas eficientes.
Objetivo: Analisar os fatores sociodemográficos associados ao risco de quedas em idosos internados.
Método: Trata-se de um estudo transversal e de caráter quantitativo, realizado em uma instituição hospitalar pública de ensino localizada em Ponta Grossa, Paraná.
Os idosos inclusos no estudo possuíam 60 anos ou mais, estavam internados na clínica médica do hospital e foram atendidos pela equipe de atenção gerontológica (n=165).
Os dados foram coletados à beira leito diretamente com o idoso quando responsivo, entre o primeiro e terceiro dia de internamento.
Quando não responsivo, o acompanhante auxiliava na obtenção dos dados.
Foram utilizadas questões sociodemográficas e a Escala de Morse, composta por 6 eixos que avaliam e classificam o risco de quedas.
No estudo, a classificação foi dividida em risco baixo ou moderado, de 0 a 44 pontos, e risco alto, igual ou acima de 45 pontos.
A variável dependente do estudo foi a classificação obtida na Escala de Morse e as variáveis independentes foram as características sociodemográficas: sexo, faixa etária, estado civil, com quem reside, escolaridade, profissão e se tinha acompanhante durante o internamento.
Os resultados foram analisados em frequência absoluta e relativa e realizou-se o teste qui-quadrado para verificar a associação entre as variáveis.
Resultados: A amostra total foi composta por 165 idosos.
Houve predomínio de indivíduos do sexo masculino (52,1%), com idade igual ou maior que 70 anos (56,7%), não casados (51,3%), que residem com cônjuges (54,3%), com ensino fundamental incompleto (71,0%), aposentados ou pensionistas (83,2%) e que não possuíam acompanhante no período de internamento (75,3%).
Verificou-se que 50,3% dos idosos apresentaram alto risco de quedas e as variáveis associadas a esta condição foram a faixa etária (p=0,0123) e a profissão (p=0,0109).
Conclusões: A prevalência do alto risco de queda encontrada em idosos hospitalizados pode ser considerada elevada.
Em associação, os idosos com idade avançada possuem um maior comprometimento fisiológico, um declínio postural e baixa massa muscular, levando à maior propensão para as quedas.
E os idosos aposentados podem ser considerados mais inativos fisicamente, levando à uma maior perda de estabilidade postural e segurança em realizar atividades diárias.
Deste modo, o conhecimento dos profissionais de saúde acerca dos fatores de risco e a aplicação da Escala de Morse em idosos hospitalizados pode contribuir efetivamente para a criação de estratégias preventivas na ocorrência dos acidentes por quedas em idosos.

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