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FOTOGRAFIA, MEMÓRIA E PERTENCIMENTO NO ENSINO DE ARTES VISUAIS: QUAIS CORPOS DÃO VIDA À ESCOLA?

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Quais corpos dão vida à escola? Em quais momentos tais corpos se sentem pertencentes a esse espaço? Quais memórias imateriais estão imbricadas em cada lugar material da escola? Essas são as indagações que se revelam ao lançar olhares atentos aos trabalhos de estudantes do nono ano que me acompanharam durante o Estágio Supervisionado 2. Na presente escrita, pretendo relatar a experiência da proposta que envolveu uma caminhada pela escola e a realização de fotografias em preto e branco do ambiente escolar, as quais receberam intervenções analógicas com colagens de imagens e palavras. Concebendo a fotografia como linguagem que não representa a realidade, mas sim a transforma (FLUSSER, 2011), e, ainda, tomando o potencial criador como processo que afeta o mundo de quem cria (GARLET; CARDONETTI; OLIVEIRA, 2022), é estabelecido o convite a olhar para esses trabalhos dos estudantes como visualidades que podem expressar como o sentimento de pertencimento é capaz de modificar a totalidade de um espaço. Em relação ao pertencimento na escola, Bruniera (2016) propõe que ele envolve significar-se como estudante atuante no contexto escolar. Na prática que aqui é pensada, envolveu o reconhecimento da existência de múltiplas identidades em cada espaço singular da escola: desde uma árvore até a quadra de esportes ou a própria sala de aula. Outro referencial relevante para pensar essa prática é o conceito de “rizoma” (DELEUZE; GUATTARI, 1995), discutido por Reichert (2023), já que não percebo apenas a aula como acontecimento, mas a própria caminhada que realizamos pela escola e, também, a prática da colagem, que ia, por si só, acionando memórias e processos de criação rizomáticos. O que se manifesta, portanto, ao observar esse processo de criação, é que somos nós – aqueles presentes no cotidiano escolar –, que produzimos a escola, mediante o desabrochar de cada memória, afeto e olhar subjetivo.
Title: FOTOGRAFIA, MEMÓRIA E PERTENCIMENTO NO ENSINO DE ARTES VISUAIS: QUAIS CORPOS DÃO VIDA À ESCOLA?
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Quais corpos dão vida à escola? Em quais momentos tais corpos se sentem pertencentes a esse espaço? Quais memórias imateriais estão imbricadas em cada lugar material da escola? Essas são as indagações que se revelam ao lançar olhares atentos aos trabalhos de estudantes do nono ano que me acompanharam durante o Estágio Supervisionado 2.
Na presente escrita, pretendo relatar a experiência da proposta que envolveu uma caminhada pela escola e a realização de fotografias em preto e branco do ambiente escolar, as quais receberam intervenções analógicas com colagens de imagens e palavras.
Concebendo a fotografia como linguagem que não representa a realidade, mas sim a transforma (FLUSSER, 2011), e, ainda, tomando o potencial criador como processo que afeta o mundo de quem cria (GARLET; CARDONETTI; OLIVEIRA, 2022), é estabelecido o convite a olhar para esses trabalhos dos estudantes como visualidades que podem expressar como o sentimento de pertencimento é capaz de modificar a totalidade de um espaço.
Em relação ao pertencimento na escola, Bruniera (2016) propõe que ele envolve significar-se como estudante atuante no contexto escolar.
Na prática que aqui é pensada, envolveu o reconhecimento da existência de múltiplas identidades em cada espaço singular da escola: desde uma árvore até a quadra de esportes ou a própria sala de aula.
Outro referencial relevante para pensar essa prática é o conceito de “rizoma” (DELEUZE; GUATTARI, 1995), discutido por Reichert (2023), já que não percebo apenas a aula como acontecimento, mas a própria caminhada que realizamos pela escola e, também, a prática da colagem, que ia, por si só, acionando memórias e processos de criação rizomáticos.
O que se manifesta, portanto, ao observar esse processo de criação, é que somos nós – aqueles presentes no cotidiano escolar –, que produzimos a escola, mediante o desabrochar de cada memória, afeto e olhar subjetivo.

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