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FRAGILIDADE E VIOLENCIA DE PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRONICA EM HEMODIALISE
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Introdução: A doença renal crônica (DRC) é um problema de saúde pública. A gravidade da doença, as novas rotinas cotidianas, os efeitos do tratamento e as restrições alimentares e na vida social afetam também a saúde emocional dos pacientes. A prevalência de fragilidade nesta população é elevada. Há estudo desenvolvido com pessoas idosas hospitalizadas que identificaram relação entre fragilidade e risco de violência (Soares et al., 2023). Frente ao exposto, este estudo tem como objetivo identificar relação entre fragilidade e violência de pacientes com DRC em hemodiálise (HD).
Métodos: Tratou-se de um estudo transversal e descritivo, desenvolvido numa Unidade de Terapia Renal Substitutiva de um município de grande porte da região central do estado de São Paulo. Todos os preceitos éticos foram respeitados. A amostra contou com 89 participantes de 40 e mais anos, com mais de seis meses de tratamento e com capacidade de compreensão e comunicação, de acordo com o resultado indicado pelo Mini- Exame do Estado Mental. Na coleta de dados aplicou-se entrevista sociodemográfica e avaliações para rastreio de fragilidade (Tilburg Frailty Indicator) e de risco de violência (Vulnerability Abuse Screening Scale-VASS).
Resultados: A média de idade dos entrevistados foi de 62,42 (± 10,72) anos, 51,7% eram mulheres, 47,2% declararam-se brancos, 50,6% tinham companheiro(a) e 73,0% conta com 5 anos ou mais de escolaridade. Encontrou-se maior prevalência de fragilidade (n=52; 58,4%). Além disso, 20,2% (n=18) apresentavam risco de violência e 9,0% (n=8) com violência efetivada. Na comparação entre grupos segundo risco de violência encontrou-se diferença estatística entre as categorias “sem violência” (média TFI: 4,41) e “risco de violência” (média TFI 7,17); entre as categorias “sem violência” (média TFI: 4,41) e “violência efetivada” (média TFI: 8,75).
Discussão e Conclusões: Os achados deste estudo vão ao encontro dos resultados encontrados por Soares et al. (2023) de relação entre fragilidade e risco de violência de pessoas idosas hospitalizadas. Confirma-se a relação entre fragilidade e violência de pacientes com DRC em HD. Este achado deve alertar os profissionais de saúde que assistem este público, com visto a prevenção, identificação e intervenção precoce.
Sociedade Brasileira de Nefrologia
Title: FRAGILIDADE E VIOLENCIA DE PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRONICA EM HEMODIALISE
Description:
Introdução: A doença renal crônica (DRC) é um problema de saúde pública.
A gravidade da doença, as novas rotinas cotidianas, os efeitos do tratamento e as restrições alimentares e na vida social afetam também a saúde emocional dos pacientes.
A prevalência de fragilidade nesta população é elevada.
Há estudo desenvolvido com pessoas idosas hospitalizadas que identificaram relação entre fragilidade e risco de violência (Soares et al.
, 2023).
Frente ao exposto, este estudo tem como objetivo identificar relação entre fragilidade e violência de pacientes com DRC em hemodiálise (HD).
Métodos: Tratou-se de um estudo transversal e descritivo, desenvolvido numa Unidade de Terapia Renal Substitutiva de um município de grande porte da região central do estado de São Paulo.
Todos os preceitos éticos foram respeitados.
A amostra contou com 89 participantes de 40 e mais anos, com mais de seis meses de tratamento e com capacidade de compreensão e comunicação, de acordo com o resultado indicado pelo Mini- Exame do Estado Mental.
Na coleta de dados aplicou-se entrevista sociodemográfica e avaliações para rastreio de fragilidade (Tilburg Frailty Indicator) e de risco de violência (Vulnerability Abuse Screening Scale-VASS).
Resultados: A média de idade dos entrevistados foi de 62,42 (± 10,72) anos, 51,7% eram mulheres, 47,2% declararam-se brancos, 50,6% tinham companheiro(a) e 73,0% conta com 5 anos ou mais de escolaridade.
Encontrou-se maior prevalência de fragilidade (n=52; 58,4%).
Além disso, 20,2% (n=18) apresentavam risco de violência e 9,0% (n=8) com violência efetivada.
Na comparação entre grupos segundo risco de violência encontrou-se diferença estatística entre as categorias “sem violência” (média TFI: 4,41) e “risco de violência” (média TFI 7,17); entre as categorias “sem violência” (média TFI: 4,41) e “violência efetivada” (média TFI: 8,75).
Discussão e Conclusões: Os achados deste estudo vão ao encontro dos resultados encontrados por Soares et al.
(2023) de relação entre fragilidade e risco de violência de pessoas idosas hospitalizadas.
Confirma-se a relação entre fragilidade e violência de pacientes com DRC em HD.
Este achado deve alertar os profissionais de saúde que assistem este público, com visto a prevenção, identificação e intervenção precoce.
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